Edição 1923 . 21 de setembro de 2005

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Vestibular
A hora da decisão

Os candidatos ao maior vestibular do país, promovido pela Fuvest, em São Paulo, têm até este domingo para entregar a ficha de inscrição. Ao todo são 1,5 milhão de estudantes que prestarão exames até o início de 2006. Boa parte deles fica confusa diante da necessidade de decidir entre as 175 carreiras e os 20 000 cursos disponíveis. O resultado é que 60% dos jovens se arrependem antes da conclusão do curso e retornam ao vestibular, às vezes desperdiçando um tempo precioso na própria formação e ocupando vagas que poderiam ser mais bem aproveitadas por outros candidatos. Mas há alternativas para quem chega à porta do vestibular sem convicção quanto à carreira a seguir. Alguns cursos abrem um leque de opções muito mais amplo do que se imagina ao futuro profissional. "Há cada vez mais engenheiros e médicos atuando como administradores ou arquitetos no ramo de design", exemplifica Luiz Gonzaga Bertelli, presidente do Centro de Integração Empresa-Escola e autor do livro Profissões 2005 (editora CIEE). Optar por uma dessas carreiras permite, em muitos casos, adiar por alguns anos a escolha da profissão, sem perder tempo de estudo. A relação apresentada a seguir, de alternativas para quem pretende decidir-se mais tarde, foi elaborada com a ajuda de especialistas em educação e no mercado de trabalho.  

ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS
É uma das carreiras mais amplas. O administrador tem uma formação vasta em ciências humanas e exatas e pode trabalhar em quase todas as profissões relacionadas às duas áreas – do departamento de recursos humanos ao setor de vendas, num hospital, num negócio próprio ou numa multinacional.

ARQUITETURA
Um currículo com disciplinas da área artística e de ciências exatas dá um leque grande de opções ao arquiteto. Fotografia, design, paisagismo, decoração, urbanismo e edificações são algumas delas.  

COMUNICAÇÃO VISUAL
Há faculdades que oferecem dois anos de curso básico. Só depois desse período é preciso optar entre o jornalismo, a publicidade, o ramo de relações públicas ou a atividade de radialista.  

DIREITO
A carreira é de ciências humanas, mas pode agregar exatas, no direito comercial, biológicas, no chamado biodireito, ou computação, no ramo de tecnologia da informação. Também é possível a especialização voltada para o trabalho em organizações não-governamentais, além da opção por concursos públicos para bacharéis.  

ENGENHARIA
A capacidade analítica desenvolvida na formação de engenheiros leva muitos à carreira executiva em grandes corporações, abre oportunidades no mercado financeiro e revela até vendedores. A área tem 28 opções de especialização.  

MEDICINA
Há grandes laboratórios que contratam médicos para seus setores de propaganda tanto quanto para a pesquisa. Certos hospitais dão prioridade a administradores formados em medicina. O setor público necessita de especialistas no ramo para a gerência de políticas sociais.

 

Emprego garantido

O Guia do Estudante, publicação da Editora Abril (que também edita VEJA), premiou neste mês instituições de ensino que se destacam em quesitos como excelência do corpo docente, incentivo à pesquisa, empreendedorismo e empregabilidade – ou seja, oferecem cursos nos quais um elevado porcentual de alunos consegue trabalho rapidamente. Com a ajuda do instituto Ibope Opinião e da auditoria PricewaterhouseCoopers, foram ouvidos 973 professores e coordenadores, que selecionaram os melhores entre 6 441 cursos de graduação de 875 faculdades e universidades. Em seguida, nas categorias corpo docente e instalações, os coordenadores dos cursos responderam a questionários com dados referentes à titulação do corpo docente e à existência de laboratórios, bibliotecas e outros equipamentos indispensáveis à boa qualidade do ensino. No quesito empregabilidade, 215 empresas citaram as escolas onde costumam buscar novos estagiários, trainees e funcionários. A isso se somou a avaliação de 166 entidades profissionais, entre órgãos de classe, associações, conselhos e sindicatos. Abaixo, a lista de vencedores em diferentes áreas e categorias.

 

Editado por André Fontenelle. Colaborou Helena Fruet

 
 
 
 
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