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Cultura
O supernegócio
A indústria do entretenimento está
crescendo
mais do que a economia global como um todo
Divulgação
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| Homem-Aranha 2, o filme de maior bilheteria
até agora em 2004: do cinema à internet, números
vitaminados |
Cultura é um bom negócio. Divulgado
há quinze dias, um grande levantamento da consultoria internacional
PricewaterhouseCoopers (PwC) indica que, de 2004 a 2008, a indústria
cultural deverá crescer, ao redor do mundo, à taxa
média de 6,3% ao ano mais do que a economia global
como um todo, cuja expansão, projeta-se, será de 5,7%
ao ano. Estima-se que a cultura movimente 1,3 trilhão de
dólares em 2004 e 1,6 trilhão de dólares em
2008. Em sua quinta edição, a pesquisa, intitulada
Global Entertainment and Media Outlook: 2004-2008, analisou
catorze segmentos, que vão da indústria editorial
aos parques temáticos e o desenvolvimento em quase
todos eles demonstrou ser consistente. O segmento que mais deve
aumentar no mundo é o dos videogames. Sua taxa média
de expansão tem tudo para ser impressionante: 20% ao ano.
As notícias também são boas no campo da internet.
Em 2008, ela já deverá movimentar 220 bilhões
de dólares quase o mesmo que jornais e rádio,
duas mídias tradicionais, somados.
No
mapa da cultura, os Estados Unidos são um gigante solitário.
Em 2004, eles deverão movimentar 550 bilhões de dólares
em mídia e entretenimento, representando sozinhos 42% da
economia cultural do mundo. Trata-se, no entanto, de um país
onde os números já não sobem rapidamente. Até
2008, a taxa de crescimento anual americana, de 5,4%, será
a menor das cinco grandes regiões analisadas pela PwC. "É
uma economia já consolidada, que opera perto do teto", explica
Tim Leonard, líder de Entretenimento e Mídia da PwC
na América Latina. Na região da Ásia e do Pacífico,
países como China e Índia, que têm grandes contingentes
populacionais e estão passando por revoluções
de mercado, deverão comandar uma explosão. A taxa
média anual de crescimento da indústria cultural nessa
região será de quase 10%. "China e Índia mostram-se
abertas a investimentos estrangeiros e estão expandindo a
internet", afirma Leonard.
Para a América Latina, espera-se um
crescimento anual de 6,5%. O Brasil acompanhará essa tendência,
embora sua fatia na economia global da cultura seja irrisória:
em 2008, essa participação deverá ser da ordem
de 10 bilhões de dólares. Em um segmento, projeta-se
até uma retração: os negócios da indústria
fonográfica brasileira deverão diminuir à taxa
de 6% ao ano. A pirataria é a principal responsável
por essa situação. "Estima-se que as perdas da indústria
por causa dos discos piratas cheguem a 50%", diz Leonard.
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