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Ginástica
Aceitam-se menores
As grandes academias oferecem programas
de exercícios para crianças a partir dos 3 anos
Claudio Rossi
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| Aula de capoeira: movimentos mais lentos e
muita brincadeira para animar os pequenos |
Papai adora ginástica, mamãe
malha duas horas todo dia, os dois têm pavor de obesidade.
O resultado é que os filhinhos já nascem achando que
a vida passa automaticamente pelas academias. E lá se vão
os pequenos cultores do físico. Pequenos mesmo. Atualmente,
a maior parte dos grandes centros de ginástica, em especial
no Rio de Janeiro e em São Paulo, oferece um "programa kids",
em que crianças a partir de 3 anos "malham" à
sua lúdica maneira, é claro em nome da boa
forma física, presente e futura. Antes confinados à
piscina, ao judô e ao balé, os pequenos dispõem
de colchonetes e equipamentos que costumavam ser exclusivos dos
adultos, com quem cruzam pelos corredores da academia quando vão
de uma aula para outra, como gente grande.
Marco A. Rezende
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| Duarte, o "personal children": duas horas
por semana exercitando os alunos Petrus, de 7 anos, e Marcus,
de 4 |
"Esporte e atividade física são
extremamente importantes para as crianças, e a academia é
o lugar ideal para isso. A gente vê a evolução
da coordenação motora e a melhora na saúde,
e elas se divertem", explica Tula Grunewald, fonoaudióloga
e mãe de Mila, 4 anos, e Jade, 7, que passam quase seis horas
por semana na academia, empenhadas em aulas intercaladas a esportes
e atividades de coordenação motora. Da mesma forma
que os adultos, as crianças têm direito a tudo que
o espaço oferece, inclusive piscina e sauna (toalhas e chinelos
disponíveis), a preços geralmente um pouco mais baixos.
"As academias querem se transformar num espaço em que famílias
inteiras podem fazer atividade física, no tempo que dispuserem,
com segurança e conforto", apregoa Daniel Adler, sócio
da Companhia Athletica do Rio de Janeiro. Entre as opções
para o público infantil estão a capoeira (mais lenta
e lúdica, adaptada à pouca idade) e o surfe na piscina.
Em sala de aula, as atividades se desenvolvem na forma de jogos
e brincadeiras. Quem quer atendimento mais personalizado conta,
em algumas academias, com o "personal children", nome que, no inglês
muito particular no mundo da ginástica, se aplica ao personal
trainer de crianças. "Muitos pais pediam mais opções
para os filhos mais novos, como forma de tirá-los da frente
da TV, do videogame e do computador", explica Amauri Marcello, coordenador
técnico da academia Body Tech, no Rio de Janeiro. Lá,
Max Duarte treina os irmãos Petrus, 7 anos, e Marcus Ballhausen,
4, durante uma hora, duas vezes por semana. "Dentro da academia,
faço com que usem os equipamentos. Fora, ponho a turma para
brincar pular corda, bolinha de gude, cabo-de-guerra, essas
coisas. Crianças dos grandes centros não sabem mais
fazer isso", diz. Outros miniatletas virão: a Companhia Athletica
do Rio pretende oferecer a partir de agosto um programa de atividades
na piscina e em sala de aula a crianças de 6 meses a 3 anos
de idade, acompanhadas por monitores e pelos pais. "Aliamos natação,
atividades terrestres e musicalização", relata a coordenadora
técnica Renata Rodrigues. Só falta mesmo um par de
pesinhos.
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