Edição 1863 . 21 de julho de 2004

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Na trilha de Shakespeare

Divulgação
Sheila e Marinara no palco: elenco afinado


Imersa na personagem, uma ingênua cantora teen, a atriz principal não erra uma fala – nota-se que traz o texto decoradíssimo. Já sua colega de palco repete basicamente uma única e irreproduzível interjeição, enunciada com muita garra. Estamos falando de Sheila Mello, 25 anos, a ex-loira do Tchan, e de Marinara Costa, 37, que contracenam em São Paulo na picante comédia 2/4 de Motel. A estreante Sheila diz que está à vontade, tanto no papel quanto no figurino (lingerie e chicotinho). "Quando me convidaram, perguntei se teria de ficar nua. Isso eu não aceitaria", diz. Marinara confessa: está artista, mas é política. "Em 2006, volto a ser candidata a deputada." No final feliz, as duas se beijam na boca.

 

Estrela em recuperação

Recuperando-se de um problema no joelho que a o-bri-gou a interromper uma turnê, Britney Spears tem aproveitado o tempo livre: comprou-se um anel de noivado de 50 000 dólares, pediu em casamento o bailarino Kevin Federline (que, às vésperas de ter um segundo filho com outra mulher, aceitou) e viajou em lua-de-mel antecipada para o Havaí. De volta a Los Angeles, o casal foi flagrado fazendo um circuito trash em três lojas. Numa, compraram hambúrguer. Em outra, batata frita; da terceira, ela, despenteada e mal-ajambrada, saiu entornando uma garrafinha de alguma coisa (uísque, sibilaram os tablóides; ginseng, rebateu a cantora) com energético. Deve ser parte da fisioterapia.

 

Com a palavra, a cunhada de Osama

O que você faria se tivesse o sobrenome Bin Laden? "Nada, não adianta mudar; as pessoas sempre se lembrariam", resigna-se Carmen bin Ladin (numa das grafias do nome maldito). Ex-mulher do milionário Yeslam, irmão mais velho de Osama, ela acaba de lançar seu livro, Reino Velado, sobre os catorze anos que passou com o clã. Metade suíça, metade iraniana, 50 anos bem operados, Carmen mora em Genebra. No livro ela descreve a vida cada vez mais opressiva que a levou a fugir da Arábia Saudita, fala de Osama (quando ainda era apenas "meu cunhado incrivelmente devoto"), deplora a sorte da esposa dele, Najwah – "totalmente subserviente e sempre grávida" –, e, como toda mulher normal, critica a decoração nas casas da família do ex, "cheia de torneiras douradas e quadros horríveis".

 

Proibido decorar a cela


AP
Martha: aniversário na cadeia

Há lugares onde rico não vai em cana de jeito nenhum; há outros em que qualquer choque com a lei leva os milionários para a cadeia – mesmo que a culpa seja nebulosa. Alvo do efeito exemplaridade, Martha Stewart, que construiu um império ensinando pela TV as donas-de-casa americanas a redescobrir os encantos da domesticidade (tradução: comida não congelada e ambientes bem decorados), não escapou. Pegou cinco meses de cadeia, mais cinco de prisão domiciliar, por ter mentido ao dizer que não usou informação privilegiada para vender ações que sabia estarem à beira da desvalorização. "Eu voltarei", prometeu Martha, em tom heróico. Ela apelou, mas não tem chance e deve passar o aniversário de 64 anos, em agosto, numa penitenciária light, em Connecticut. Regra carcerária: é proibido decorar as paredes da cela.

 

Coleguinhas na televisão

Daniela Toviansky
Letícia: profissão repórter


Do pai famoso, o apresentador José Luiz Datena, Letícia não tem nem o peso nem o nome – é Wiermann, como a mãe, de quem Datena se separou antes de ela nascer. "Acho que o formato do rosto lembra o dele, quando era mais jovem e magro", arrisca. Mas foi graças a ele que Letícia, 18 anos, modelo em formação, fez sua estréia na TV: depois de ver uma foto da jovem no escritório de Datena, Marlene Mattos, atualmente na Bandeirantes, a convidou para ser repórter na programação de inverno da emissora. Ao saber, papai – com que passou seis anos sem falar – deu um batidíssimo conselho: "Ele me disse para ser criativa, não ser só mais uma na multidão".

 

Editado por Lizia Bydlowski. Colaborou Bel Moherdaui

 
 
 
 
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