Edição 1 654 -21/6/2000

VEJA esta semana

Brasil
Internacional
Geral
Economia e negócios
Guia
Artes e Espetáculos
Colunas
Claudio de Moura Castro
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Seções
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA on-line
Radar
Contexto
Holofote 
Veja essa
Notas internacionais
Hipertexto
Gente
Datas
Cotações
Para usar
Veja recomenda
Os mais vendidos

Banco de Dados 

Para pesquisar digite uma ou mais palavras no campo abaixo. 


 

 

"Quando deixarmos de nos sentir proprietários de nossa companheira, o entendimento fará desaparecer esse monstro terrível."
Jorge Wagner
Ribeirão Preto, SP

Ciúme

Ciúme e medo da traição são sentimentos mesquinhos que só incomodam. Meu marido e eu (casados há dez anos) moramos em cidades diferentes, só nos encontramos nos finais de semana e não deixamos que tais sentimentos atrapalhem nosso casamento, que é maravilhoso. Nunca proibi meu marido de me trair; pelo contrário, deixei uma caixinha de preservativos em casa para que, se acontecer, ele o faça com segurança. Cada vez que conto isso para alguém é uma experiência incrível. Os homens dizem que eu sou a esposa que eles pediram a Deus, e as mulheres, bem, elas não dizem, mas acredito que me acham uma idiota. Sexo é apenas sexo, não tem nada a ver com amor, que é um sentimento nobre ("Ciúme, como lidar com esse veneno", 14 de junho).
Valdirene Laginski
São Paulo, SP

Já passei por situações nada confortáveis provocadas pelo ciúme de um ex-namorado. Uma delas, a mais grave, foi ver minha privacidade invadida e ser acusada de coisas que nunca fiz. Espero que a reportagem seja lida pelo maior número de pessoas possível e que os ciumentos enxerguem o outro como uma pessoa que tem sentimentos e não gosta de vê-los distorcidos.
Lucina Medeiros
São Luís, MA

As pessoas não se respeitam mais por aquilo que são, mas pelo que podem proporcionar umas às outras. Não é surpresa nenhuma que essas mesmas pessoas se sintam cada vez mais inseguras e sozinhas. Zelar por um relacionamento é uma coisa, mas querer suprir as frustrações pela posse e manutenção do amado é tornar um sentimento por natureza sadio em algo doentio.
Alex Pires de Camargo
São Paulo, SP

Muito mais comuns do que se imagina, o ciúme e a traição virtual fazem parte do nosso cotidiano, atrapalhando a vida de muitos casais que ainda não sabem lidar com isso. Esse é um dos principais temas do meu livro, que está disponível, gratuito e completo, na internet e já teve mais de 22.000 downloads em três meses: O Amor na Era da Internet (www.hotbook.com.br).
Roberta Rizzo
Rio de Janeiro, RJ

 

Corrupção

A reportagem "Desta vez foi até banqueiro" (14 de junho) diz que Salvatore Cacciola é o primeiro banqueiro preso no Brasil. Em Belo Horizonte, Tasso Assunção, ex-controlador do Banco Hércules, já esteve preso nas dependências da Polícia Federal.
Sérgio Dantas Guimarães
Belo Horizonte, MG

 

Partidos

Alguns Estados brasileiros estão sofrendo com a greve de professores da rede pública de ensino, como é o caso do Paraná. Mas chega a ser irônico o que está acontecendo em São Paulo. Professores, manifestantes do MST, partidos políticos de oposição, revolucionários com causas próprias – sabe-se lá quais – envolvidos em baixarias públicas. Será saudade de 1968? ("Mucho locos", 14 de junho)
Luciana S.
Curitiba, PR

Se for para ensinar os alunos a cometer violência, é muito mais justo contratar marginais com competência muito superior à dessas bestas quadradas que falam das elites quando elas mesmas são elite, já que estão acima de sua classe.
Nelson Mattos Filho
nelsonmattos@uol.com.br

 

Diogo Mainardi

Confesso que meus sentimentos pelo senhor Mainardi são ambíguos. Porém, desta vez, concordo plenamente com sua opinião quando se refere ao nosso futebol. Há muito não consigo identificar a arte nos pés de nossos craques (14 de junho).
Catarina Lembo
diegolembo@bol.com.br

Ao dizer que os jogos entre Palmeiras e Corinthians não eram futebol e sim várzea, Mainardi mostrou quanto é um mau perdedor. O time dele não agüentava mais correr no fim do jogo e foi despachado mais uma vez da Libertadores. Talvez agora o Marcelinho passe a ser conhecido na Europa, pois ajudou a classificar o grande representante da colônia italiana no Brasil.
Lucas Antiqueira
Piracicaba, SP

Ao ler a opinião de Diogo Mainardi sobre o futebol no Brasil, ficamos satisfeitos em saber que não somos os únicos a considerar que esse esporte, não só brasileiro como também mundial, precisa dar um salto de qualidade, saindo da mesmice e dos esquemas táticos centenários e capengas. A Cyberball criou o futebol jogado em tempo estratégico. Em breve estaremos implantando o primeiro Centro de Estudo e Treinamento Científico do Esporte do mundo, aqui em São Paulo. Agradecemos a Diogo o apoio indireto que sua coluna nos deu. Afinal, onde se empregou tecnologia de modo adequado deu certo. Por que no futebol seria diferente?
Cesar Torres
www.cyberball.com.br

O Comitê Olímpico Brasileiro, as 27 confederações olímpicas e os milhões de jovens atletas brasileiros lamentam profundamente o teor do artigo de Diogo Mainardi. Defender a monocultura do futebol é fechar os olhos para talentos como Gustavo Kuerten, Gustavo Borges, Robert Scheidt, Torben Grael, Jacqueline Silva e Sandra Pires e tantos outros atletas que dignificam ou já dignificaram nosso país.
Carlos Arthur Nuzman
Presidente do COB
Rio de Janeiro, RJ

 

ONGs

Correta a conclusão da reportagem "O que elas querem? (14 de junho), sobre "separar o joio do trigo" no âmbito das ONGs. Mas é preciso lembrar que cada sociedade tem as ONGs que merece, pois elas refletem sua capacidade de organização e seus valores morais. No caso do Brasil, até que a "taxa de pilantragem" entre as ONGs é, por enquanto, provavelmente inferior à da sociedade como um todo. Roberto Smeraldi
Amigos da Terra – Amazônia Brasileira
São Paulo, SP

 

Realeza

VEJA acerta em cheio ao responder à pergunta crucial: "O que Charles viu em Camilla, uma mulher aparentemente sem maiores atrativos?" Sempre defendi o ponto descrito por VEJA. Ou seja, beleza e elegância (quesitos em que a esposa oficial do príncipe ganhava longe, sem sombra de dúvida) nem sempre vão satisfazer um homem, sendo mais importante a "competência" da mulher no papel de companheira. A resposta pura e simples é que Camilla era muito mais competente como mulher, dentro ou fora dos lençóis. VEJA resumiu tudo isso na frase comparando uma mulher bem resolvida a uma beldade que fazia papel de "coitadinha" ("O.k., vá em frente", 14 de junho).
Geraldo Costa Filho
gcosta@ismi.net
Howell, Michigan, EUA

 

Stephen Kanitz

Concordo inteiramente com seu ponto de vista sobre o equívoco de nosso padrão industrial. Meu pai dizia que "o Brasil é um país de pobres, onde tudo é feito para os ricos". Só faço um reparo: não é necessária uma política industrial para corrigir isso. O governo pode ficar fora disso. O que se necessita é de espírito empreendedor; é preciso que nossos empresários vislumbrem as oportunidades de mercado onde elas existem, fazendo os produtos que a maioria dos brasileiros possa comprar. Torço para que seu artigo "Como ficar rico no Brasil" (Ponto de vista, 14 de junho) tire o cisco dos olhos deles.
Maria Helena Zockun
mhzockun@uol.com.br

 

Fã-clube do Arc

Oi, Arc, eu leio a revista VEJA e sempre te vejo lá! Moro em João Pessoa e acho que você deveria vir até aqui para ver se vale a pena investir na Paraíba.
Hellane
hellanejp@bol.com.br

Arc, tenho de cumprimentá-lo pelas maravilhosas declarações. Confesso dar muitas risadas de várias referências a tragédias que você transforma em comédias. Realmente sua civilização é muito evoluída e acho que tão cedo não vai investir por aqui. Um grande beijooooooo!!
Cristiane Costa
Feira de Santana, BA

 

Mike Moore

Adorei a entrevista com Mike Moore (Amarelas, 14 de junho). Ele é uma pessoa extraordinária pela maneira como fez das dificuldades encontradas em sua vida apenas uma vírgula e não um ponto final para o sucesso. Parabéns, isso serve de incentivo para nós, brasileiros.
Nidiana Cavalcanti
Recife, PE

Gostei muito quando o senhor Mike Moore se referiu ao fato de os brasileiros terem memória curta. Ele se refere à inflação que já foi de 1.000% ao ano, e os brasileiros não dão valor ao melhor momento que estão vivendo, com relação aos últimos dez anos. O atual presidente é um grande homem que conseguiu mudar a História do Brasil em praticamente sete anos.
Marcos Melo Guimarães
marcoscebeu@hotmail.com
Porto Velho, RO

 

Ecstasy

O consumo de ecstasy na cena clubber é diretamente proporcional à popularização da música eletrônica. Assim como existem pessoas que passam a freqüentar raves e clubes com a intenção de consumir drogas, existem sempre aquelas que vão para curtir o som de cara limpa. A disseminação não se restringe ao ecstasy, abrange qualquer droga, em qualquer lugar ("Ecstasy – A bola da vez", 14 de junho).
Mariana P. Traetta
clubbingirl@hotmail.com

O casal de traficantes, pelo que se vê nas fotos, não usa, como diz a matéria, um visual clubber, de "cabelos coloridos, roupas brilhantes, piercings e tatuagens espalhados pelo corpo". Ao contrário, a moça, aparentemente, é uma estudante de direito bastante "normal" e o rapaz, um saudável lutador de jiu-jítsu.
Nélia de Paula
Recife, PE

É com muita indignação que se vê mais uma vez que no Brasil só pobre é que vai para a cadeia, pois a filha de um embaixador não deveria ter, como todas as pessoas que são enquadradas como traficantes, nenhum benefício nem ser solta, mesmo sendo pega com 260 comprimidos de ecstasy. Pergunto: "Será que se fosse um 'mano' do morro teria o mesmo tratamento?"
José Roberto Soares
Orleans, SC

 

Itamar Franco

Esse governador é incrível. Depois de posar com uma modelo sem calcinha, fazer a indústria voltar a produzir o Fusca, agora arruma uma namorada que podia ser sua bisneta e lhe dá cargo e carro por nossa conta ("Tenente Classe A", 14 de junho)!
Francisco Chagas
Goiânia, GO

É revoltante ver políticos praticando os mesmos atos condenáveis por eles criticados. Como mineira que sou, gostei de que VEJA tenha conseguido documentar, apesar da intervenção policial, o que acontece nos bastidores da nossa política. Por isso temos esperança de um Brasil melhor. Parabéns pela reportagem.
Maria José de Freitas
Belo Horizonte, MG

Quem teve a oportunidade de ler a matéria de VEJA "Tenente Classe A" deve ter ficado indignado como eu com mais uma demonstração de que ainda existem políticos com mentalidade mesquinha. É o caso do velho governador mineiro Itamar Franco e de seu secretário da Casa Civil e Comunicação Social, que, em vez de colocar os veículos em questão para ser utlizados na área de educação, saúde ou segurança pública e até pela própria Polícia Militar, os utilizam em benefício próprio e permitem que eles sejam usados por uma tenente.
Marcos Vinicio da Silva
Maceió, AL

Parabéns à tenente da Polícia Militar Kênia Prates da Silva. Afinal, para namorar Itamar Franco só mesmo ganhando um Mercedes Classe A.
Luiz Fernandes da Silva
Joinville, SC

 

Bajuladores

Não concordo com o que foi afirmado na reportagem "Se o leitor espirrar, saúde!" (14 de junho). A meu ver, puxar o saco continua sendo visto, sim, como coisa feia. Os puxa-sacos, na melhor das hipóteses, só conseguem agradar às pessoas que são alvo das bajulações, embora isso não seja a regra. Muitas vezes, as pessoas que são cortejadas por puxa-sacos os mantêm próximos muito mais por questão de conveniência que de afinidade. À medida que os bajuladores deixam de ser úteis, são imediatamente descartados.
Edson Beiser de Melo
Maringá, PR

 

Vera Fischer

Realmente belíssima! É surpreendente que uma pessoa, depois de passar por tantos problemas pessoais, consiga dar a volta por cima com tanta majestade. Parabéns a Vera Fischer. Porém, é lamentável que a Rede Globo, tendo exibido poucos capítulos da novela Laços de Família, permita que a personagem Helena beba tanto em tão pouco tempo. Helena bebeu champanhe na festa de formatura de Edu, champanhe e vinho na noite de Natal, cerveja em seu escritório e um drinque com Miguel ("Belíssima!", 14 de junho).
Geovanna Pires
Jundiaí, SP

 

Inmetro

Em relação ao texto "Fora do controle de qualidade" (10 de maio), que cita o lápis preto como um dos 120 produtos que não tiveram nenhuma marca aprovada pelo Inmetro, a Faber-Castell, líder mundial na fabricação de lápis, gostaria de esclarecer que a empresa mantém no Brasil a maior fábrica de lápis de qualidade do mundo, que produz cerca de 1,5 bilhão de unidades por ano. O lápis grafite Faber-Castell feito em nosso país é produzido de acordo com o padrão de qualidade do comércio internacional, uma vez que é exportado para mais de setenta países, entre eles Estados Unidos e várias nações européias. A unidade fabril da empresa, em São Carlos (SP), é certificada com o ISO 9000 e devido ao seu programa florestal, que garante 100% de auto-suficiência nas matérias-primas, detém o certificado FSC – Forest Sterwardship Council. John Quad
Diretor de marketing
São Paulo, SP

 

CORREÇÃO: Ao contrário do que informou a Secretaria de Segurança Pública de Minas Gerais, o bandido Robervaldo Luiz de Lira não está foragido e já foi condenado por dois crimes (total de dezoito anos de prisão) ("Socorro! Um assassinato a cada 13 minutos", 7 de junho).