Conjunção
de altas O mercado financeiro aposta numa
conjunção de altas para o fim deste ano: o crescimento
do PIB e a inflação ficariam um pouco acima dos
5% e os juros chegariam a 13%, no mínimo.
Governo
Preocupação
com
o verde Na reunião de uma
hora que teve no fim da tarde de terça-feira com
o presidente da Abdib, Paulo Godoy, e Ricardo Teixeira, da CBF,
mais os assessores de ambos, Lula parecia tranqüilo
apesar da demissão de Marina Silva, ocorrida horas
antes. A conversa foi, de certo modo, uma grande mesa-redonda
esportiva. Fumando sua cigarrilha, Lula só demonstrou
preocupação com o verde quando discorreu
sobre o estado dos gramados dos estádios brasileiros.
Elogio
para inglês ver Lula, na verdade, esforçava-se
para parecer tranqüilo. Até o embarque para Lima,
na quinta-feira, não havia engolido o fato de ter sido
informado do pedido de demissão de Marina pela imprensa.
Nada disso, porém, fará Lula mudar sua rotina
de, na transmissão de cargo, encher de elogios o ministro
que sai. O caso mais recente foi o de Matilde free shop Ribeiro.
Relação
trincada A relação entre
o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, e o
ministro Edison Lobão já viveu melhores dias.
Disputa sem méritos
Dida Sampaio/AE
Lailson Santos
Lula: quase
um recorde
FHC: ficou
atrás
Se a média
de medidas provisórias enviadas neste ano ao Congresso
for mantida, Lula poderá, em julho, encher o peito
e soltar o bordão: "Nunca antes neste país
um presidente... editou tantas MPs". Com as medidas
provisórias da semana passada, Lula atingiu 328
MPs, segundo levantamento da consultoria Arko Advice.
Uma média de 3,8 por mês em 2008. Em seus
oito anos de poder, FHC editou 334. Lula, que na oposição
bradava contra as medidas provisórias, hoje não
vive sem elas apesar da chiadeira do Congresso.
Eleições 2008
Está
combinado, mas... Lula disse a mais de um interlocutor
que já conversou com Ricardo Berzoini para que a reunião
do Diretório Nacional do PT, no dia 30, derrube o veto
à aliança entre petistas e tucanos em Belo Horizonte.
Se valer o combinado, o diretório lançará
um documento aprovando a coligação com o PSB e
não fará nenhuma menção ao PSDB
deixando, assim, o caminho livre para o acordo com Aécio
Neves. Bem, isso é o que foi combinado na semana passada.
Se é o que vai acontecer no dia 30, já é
outra história.
Ambiente
O
desmatamento e
o fast-food No momento em que a questão
do desmatamento na Amazônia está pegando fogo,
é bom ficar de olho numa reunião do dia 5 de junho,
em Bruxelas. Os principais compradores europeus de subprodutos
da soja brasileira (óleo, carne de frango e boi) vão
se reunir para discutir se mantêm a moratória na
compra de grãos plantados em áreas de desmatamentos
na Amazônia. Na mesa, estarão pesos-pesados como
McDonalds, KFC e Carrefour. O prazo da moratória
decidida em 2006 por pressão desses compradores
acaba em julho. O lobby dos dois lados, sojicultores
e ambientalistas, é poderoso.
Minc
com a palavra O que dirá do assunto
o novo ministro Carlos Minc, que já andou batendo boca
com o governador Blairo Maggi, um dos maiores plantadores de
soja do mundo?
Propaganda
Negócio
(quase) fechado A holding ABC, de Nizan Guanaes,
está fechando a compra do controle da Loducca, da qual
já é sócia. A participação
nas ações da agência passará de 20%
para 51%.
Brasil
Grampos
curtos e
longos Pouca gente aqui na "grampolândia"
sabe, mas, segundo a lei, os pedidos de escuta telefônica
à Justiça são concedidos por quinze dias,
prorrogáveis por mais quinze. Ninguém, no entanto,
cumpre a lei a própria Justiça tem permitido
a extensão desse prazo legal. Mas isso pode mudar. O
STJ está, desde a semana passada, discutindo o processo
de uma escuta que durou dois anos. O advogado de defesa, Antônio
Carlos de Almeida Castro, pede que a ação, que
resultou na condenação do cliente, seja anulada
exatamente por esse motivo. O primeiro voto, do ministro Nilson
Naves, foi pela manutenção do prazo legal. A votação
continua nesta semana. Se mais um ministro seguir o voto de
Naves, será a primeira vez que uma condenação
num processo que envolve escuta telefônica terá
sido anulada.
Os reis das rádios
brasileiras
Fotos Divulgação
e João Raposo
Roberto Carlos e Rick: líderes
há dois anos
Nada de novo na música
que os brasileiros ouvem. Essa é a conclusão
que se tira da lista dos dez compositores mais tocados
nas rádios em 2007: são exatamente os mesmos
do ano anterior, segundo um levantamento inédito
do Ecad. Na ponta, Rick (da dupla Rick e Renner), seguido
por Roberto Carlos. Da relação, constam
ainda medalhões, como Caetano Veloso (7º lugar),
Gilberto Gil (10º), Djavan (6º) e Erasmo Carlos
(4°). No ano passado, foram distribuídos 250
milhões de reais aos artistas pelas execuções
em rádios. Esses compositores, no entanto, não
fizeram nenhuma das dez músicas mais tocadas nas
rádios. Nessa listagem, as quatro primeiras colocadas
integraram trilhas de novelas ou tocaram no Big Brother
como a líder Big Girls Dont
Cry, com a cantora americana Fergie.
Refrigerante
A
Coca Light não pára de emagrecer A Coca-Cola Light continua
seu processo de emagrecimento. Em abril, chegou ao seu ponto
mais baixo de participação no mercado, desde que
foi lançada, há onze anos: 1,2%, ante o 1,3% de
março. A culpada por essa perda é a Coca-Cola
Zero, que passou de 4% para 4,1% entre março e abril.
Desde que a Coca Zero foi lançada, catorze meses atrás,
a Coca Light perde consumidores para a irmã mais nova.
Há um ano, a Light era dona de 3,5% do mercado.
Água
de guaraná Surfando na onda do H2OH!,
ou seja, uma água levemente gaseificada e com sabor,
a AmBev está lançando nos próximos dias
o Guarah, uma espécie de água com a essência
do Guaraná Antarctica.
Tecnologia
Só
no fim do ano A Claro fechou acordo com
a Apple para vender o iPhone no Brasil, mas o aparelho só
deve estar disponível para o consumidor no quarto trimestre.