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Guia Jovens como os que aparecem
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Não há nada de novo no fato de tais universidades aprovarem estudantes de desempenho exemplar. O que mudou foi o foco nos estrangeiros, cujo aumento tem uma motivação objetiva: quanto mais deles houver na sala de aula, maior é a chance de uma universidade surgir no topo dos novos rankings de ensino. De uma dezena de indicadores, esse está entre os que mais ganharam peso nos últimos anos. O cenário é melhor ainda para os brasileiros, segundo informa Thais Pires, do Centro de Orientação para Estudos nos Estados Unidos, um escritório no Brasil reconhecido oficialmente pelo governo americano: "Já existe uma grande concentração de asiáticos nas universidades americanas. É o momento de atrair mais gente da América Latina". Ela se juntou a outros especialistas e a um grupo de sete brasileiros que estudam em universidades como Yale, Harvard e Stanford para destrinchar o passo-a-passo do processo de admissão dessas escolas. O resultado é um valioso conjunto de dicas para quem planeja se candidatar.
Exames de admissão
Como funciona na prática: embora as boas universidades não definam uma nota de corte, a experiência mostra que, num exame como o SAT, é raro um estrangeiro ser aprovado com menos de 2 100 pontos, de um total de 2 400. No Toefl, é realista sonhar com uma vaga a partir de 90 pontos, de 120 possíveis. Para quem não conseguir chegar a tais patamares, é indicado tentar de novo e não perder tempo submetendo às universidades um mau resultado Dica: comprar livros que contenham simulados das provas e repeti-los à exaustão
Histórico escolar
Como funciona na prática: as universidades miram aqueles estudantes cujo boletim ao longo de todo o ensino médio revele médias em torno de 9 em todas as disciplinas numa escala de zero a 10 Dica: a única chance para quem quer entrar em uma dessas universidades é começar a estudar muito desde cedo não apenas no último ano
Cartas de recomendação
Como funciona na prática: essas cartas devem incluir não apenas observações acadêmicas como também apreciações sobre a personalidade e o caráter do aluno, todas devidamente ilustradas com exemplos concretos. Os avaliadores costumam desprezar adjetivos sem fundamento e duvidar de candidatos cuja descrição se aproxime da perfeição Dica: quase 60 000 cartas como essas chegam às boas universidades por ano, portanto a concisão é bem-vista. Cartas em inglês elementar também podem espantar os avaliadores. Vale a pena contratar um tradutor
Formulário de aplicação
Como funciona na prática: com base em tal formulário, os avaliadores saberão, por exemplo, se o candidato participa de atividades voluntárias ou se ocupou lugar de liderança na escola, dois dos itens mais valorizados pelas instituições Dica: nas questões sobre o porquê da escolha daquela universidade, seja o mais específico possível e demonstre conhecer bem a escola. Os avaliadores odeiam generalidades
Tudo por uma boa redação Nenhuma outra fase da seleção permite ao aluno se diferenciar tanto quanto a redação, em que as universidades pedem de dois a três textos sempre de teor pessoal. Durante essa etapa, o trabalho de gente como a especialista Patrícia Monteiro passa a ser mais requisitado, ainda que custe caro: sua consultoria para orientar os alunos e revisar seus textos sai por 7 000 reais. Ela dá dicas para uma boa redação: 1 O tom não deve ser informal demais, a ponto de conter gírias, nem rebuscado, sob o risco de ficar pedante 2 É fundamental que as informações incluídas no texto sejam coerentes com o restante do material enviado à universidade. Não dá para se revelar sedentário no formulário e mostrar admiração por esportes na redação 3 Não se defina como alguém próximo da perfeição. A autocrítica é entendida como um sinal de maturidade 4 Se participou de uma ONG ou foi capitão de uma equipe de futebol, esse é um bom espaço para enfatizar tais experiências elas agradam aos avaliadores
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