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Para contar no bar:
a última do canadense


Sergio Castro/AE

Churrasco em São Paulo: sindicalistas se vestem de canadenses e protestam


Os canadenses são tidos como muito rígidos, sem jogo de cintura. Há muitas piadas sobre eles, especialmente nos Estados Unidos. Algumas:

Excesso de alces – Dois caçadores alugaram um pequeno avião para levá-los a uma região remota do Canadá. Antes de deixá-los, o piloto avisou:

"Na volta só poderei carregar um alce, porque o avião não agüenta mais peso".

Uma semana depois, os caçadores esperavam na beira do lago com dois alces. O piloto disse:

"Lembram-se do que eu havia falado? Vocês vão ter de deixar um dos alces aqui".

E um dos caçadores retrucou:

"Deixa de ser medroso. No ano passado o piloto nos levou com dois alces".

Dálcio


Para não passar por covarde, o piloto concordou em trazer os dois alces. Mas o avião não foi muito longe: perdeu altura até cair sobre as árvores. Assustado, um dos caçadores perguntou ao outro:

"Onde caímos?"

E o outro respondeu:

"Não sei... Acho que quase no mesmo lugar do ano passado."

 

Teste de QI – O primeiro-ministro canadense encontrou Bill Clinton, quando ainda era presidente, e perguntou como Al Gore chegara a vice.

"Ele passou no teste de inteligência", disse Clinton.

"Como assim?", questionou o canadense.

O presidente americano devolveu:

"Perguntei a ele: qual é o filho da sua mãe que não é nem seu irmão nem sua irmã? E o Al Gore respondeu, na hora, que era ele próprio".

O primeiro-ministro adorou o método e resolveu adotá-lo na formação do ministério. Na primeira ocasião, repetiu a pergunta:

"Qual é o filho da sua mãe que não é nem seu irmão nem sua irmã?"

O sujeito pensou, pensou e não conseguiu responder. Irritado, o primeiro-ministro disparou:

"É o Al Gore, seu idiota!"

 

Portal de São Pedro – Um americano e um canadense sofreram grave acidente de trânsito e foram para o hospital na mesma ambulância. No meio do caminho, ambos morreram. Alguns minutos depois, o americano voltou à vida e abriu os olhos. Surpresos, os enfermeiros perguntaram o que acontecera. Resposta:

"São Pedro apareceu e disse que, por apenas 50 dólares, deixaria que a gente voltasse. Tirei o dinheiro da carteira rapidinho e entreguei a ele".

"E o canadense?", quis saber um dos enfermeiros.

"Preferiu ficar por lá, pois não sabia como declarar a despesa no imposto de renda."

 

Maior que o seu – Uma família canadense mudou-se para Nova York e pôs o filho na escola. No primeiro dia, a professora mandou os alunos contar até 50. Ele foi o único que conseguiu. Orgulhoso, foi contar ao pai.

"É porque você é canadense, filho."

No dia seguinte, a professora pediu para que os alunos recitassem o alfabeto. Novamente, foi o único a conseguir. Correu para contar ao pai.

"É porque você é canadense, filho."

No terceiro dia, veio a educação física. No chuveiro, o canadense percebeu, na comparação com os coleguinhas, que mais uma vez levava vantagem. Foi falar com o pai.

"É porque sou canadense, pai?"

"Não, filho. É porque você tem 18 anos."

 

Aventura no deserto – Um inglês, um americano e um canadense decidiram atravessar o Saara. O americano levaria a comida e o inglês a água, enquanto o canadense poderia escolher algo que julgasse importante para a aventura. No dia seguinte, os três chegaram ao deserto. Conforme o combinado, o americano trouxe muita comida e o inglês vários galões de água. Viram o canadense com uma mala enorme e ficaram curiosos:

"O que você trouxe?", perguntaram.

"Bem", respondeu o canadense, com ares de gênio. "Trouxe uma porta de carro. Assim, quando sentirmos muito calor, poderemos abrir a janela."

 

Na boquinha da garrafa – Um canadense caminhava na praia quando encontrou uma garrafa quase enterrada na areia. Puxou e um gênio saiu lá de dentro. "Como você me libertou da garrafa, tem direito a três desejos", prometeu o gênio.

O canadense estava com sede e pediu um caneco cheio de cerveja. Foi atendido e deu um gole enorme. Quando olhou novamente para o caneco, percebeu que continuava com cerveja até a boca.

"Este é um caneco mágico", explicou o gênio. "Por mais que você beba, ele permanecerá sempre cheio. E, agora, quais são os outros dois desejos?", indagou.

"Ora, que dúvida", respondeu o canadense. "É lógico que eu quero mais dois desses!"

 

Gordinhos agora bem mais cedo

Quem já estava preocupado com o crescimento da obesidade entre as crianças deve agora redobrar o alerta. Pesquisa recém-divulgada na Inglaterra mostrou que os bebês e a primeira infância também se tornaram alvo da escalada do ponteiro da balança. Foram pesquisados 35.662 recém-nascidos, entre 1 e 3 meses de idade, e 28.768 crianças entre 2 e 4 anos, nos anos de 1989 a 1998. Conclusão: a proporção da meninada com sobrepeso subiu de 14,7% para 23,6%, e a de obesos de 5,4% para 9,2%. O trabalho saiu no British Medical Journal. Algo semelhante ocorre nas grandes capitais do Brasil, segundo o pediatra Ary Lopes Cardoso, chefe do Grupo de Nutrição e Metabolismo do Instituto da Criança, do Hospital das Clínicas de São Paulo. O excesso de peso nessa idade pode trazer graves conseqüências no futuro: 80% das crianças obesas aos 5 anos vão apresentar doenças cardiovasculares e diabetes até os 30. O pediatra dá algumas orientações para enfrentar o problema:

Estabelecer horários para as refeições.

Ter variedade de alimentos saudáveis no lugar de comidas gordurosas.

Evitar a compra de guloseimas, como chocolates, doces e bolachas, e só reservá-las para ocasiões especiais.

BOA NOTÍCIA

Um benefício em dobro

A droga tamoxifeno, para prevenção do câncer de mama, usada no Brasil, pode diminuir também o risco de doenças cardiovasculares. É o que apontou um estudo conduzido pela médica Mary Cushman, da Universidade de Vermont, nos Estados Unidos, com a participação de 111 mulheres. O grupo de pacientes que tomou o medicamento teve diminuídos os níveis de duas substâncias associadas ao risco elevado de males do coração: a proteína C-reativa e o fibrinogênio, reduzidos em 26% e 22%, respectivamente.

MÁ NOTÍCIA

Mais uma do cigarro

Não bastassem as inúmeras doenças ligadas ao hábito de fumar, pesquisadores na Inglaterra acrescentaram mais uma à lista: a artrite reumatóide (tipo de inflamação das articulações). A turma que fuma vinte ou mais cigarros por dia durante um longo período corre maior risco de desenvolver a doença do que a média. E quem se excedeu no vício por décadas apresentou treze vezes mais probabilidade de ter o mal. O trabalho, publicado no Annals of the Rheumatic Diseases, foi realizado com 239 pessoas com artrite reumatóide e 239 indivíduos saudáveis.

 

Assédio moral

Paschoal Rodrigues


Depois do combate ao assédio sexual nas empresas, está em voga nos EUA a preocupação com o assédio moral – o abuso de expressões ríspidas e palavrões na relação entre chefes, subordinados e colegas de trabalho. Uma pesquisa conduzida pela escola de negócios Kenan-Flagler procurou comprovar os danos causados pela violência verbal. Dos funcionários submetidos a situações do gênero, 37% disseram que a dedicação ao trabalho diminuiu após o episódio e 46% pensaram seriamente em trocar de emprego, plano colocado em prática por 12%. Agora, já existe até manual de comportamento, o Cuss Control, o controle do hábito de praguejar, do consultor James O'Connor. Segundo ele, há formas mais requintadas e objetivas que um termo chulo para expressar o mesmo sentimento. Se você já estranhava a turma do politicamente correto, prepare-se, pois a nova onda, como todos os modismos americanos, tem tudo para chegar ao Brasil.

Coordenado por Fábio de Oliveira.
Colaborou Maurício Oliveira.
e-mail: parausar@abril.com.br

 

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