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"A
disputa Embraer x Bombardier é apenas um exemplo
de que nosso país poderá tornar-se em
breve uma liderança internacional."
Marcos Antônio de Menezes
Carvalho
marcoscarval@uol.com.br
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Brasil
x Canadá
Acredito
que o tiro tenha saído pela culatra. O Canadá
acaba de promover a maior divulgação internacional
da competência brasileira no ramo aeronáutico
("Não é a vaca que está louca", 14
de fevereiro).
Aldo
Ferraro
Florianópolis,
SC
É
com imensa indignação que recebemos a retaliação
canadense à carne bovina brasileira. Trata-se de
uma atitude intempestiva, totalmente política e que
tem por objetivo prejudicar nosso país indiretamente,
por meio da Embraer, uma empresa-modelo que domina o setor
onde atua, exemplo para um país que visa a uma prosperidade
econômica e tecnológica. Podemos chegar a uma
conclusão: o Canadá torna-se para nós
a Argentina da América do Norte, ambos colocam no
Brasil a responsabilidade por um fracasso, seja na economia,
como na Argentina, seja no mercado de aeronaves, como faz
o Canadá.
Rodrigo
Tosetti Geara
rtosetti@terra.com.br
Freqüentei
a área social da Embaixada do Canadá durante
os dez anos em que minha mãe trabalhou lá
e, durante esse tempo, nutri grande simpatia pelos canadenses.
Em 1985 fui escolhido para participar de um programa patrocinado
pelo governo do Canadá, no qual jovens de vários
países em desenvolvimento e também canadenses
conheceram empresas de alta tecnologia, das áreas
de comunicações e informática, o que
aumentou ainda mais minha afeição pelo país.
O objetivo do governo canadense certamente era espalhar
pelo mundo uma imagem de nação avançada,
sem a arrogância que costumeiramente acompanha o desenvolvimento.
Infelizmente, a simpatia transformou-se muito depressa em
indignação depois de todas as ações
infames praticadas pelo Canadá. É difícil
entender como um país tão preocupado com sua
imagem no exterior pode, subitamente, ter atitudes tão
antipáticas, absurdas e contra qualquer norma de
bom relacionamento. Atualmente só tenho uma certeza:
a viagem de turismo ao Canadá que eu e minha mulher
havíamos planejado para assim que tivéssemos
tempo e dinheiro acaba de ser cancelada.
André
Kresch
Florianópolis,
SC
As
autoridades sanitárias do Ministério da Agricultura
devem ficar atentas. Não ficaria surpreso se o Canadá
alegasse que o atual surto de raiva bovina transmitida por
morcegos, que aflige o sul de Minas Gerais e o leste de
São Paulo, pode, na verdade, ocultar o mal da vaca
louca.
Luis
Gonzaga Gomes
São
João da Boa Vista, SP
Boa
reportagem de VEJA, quanto à decisão das autoridades
do Canadá de proibir a importação de
carne brasileira. Tal decisão é simplesmente
ridícula e não merece nem comentários.
Porém, neste ano, há dois acontecimentos em
minha vida que estariam relacionados a esse país:
em julho estava pensando em visitá-lo com minha família
e assim queimaria minhas milhas. Tenho um jet-ski GSX 97
Sea Doo (Bombardier) e após o verão iria trocá-lo
por um novo, mas quem sabe não é hora de experimentar
um Kawasaki 150 cavalos? Assim como eu, acredito que muitos
brasileiros gostariam de poder, de alguma maneira, dar o
troco na arrogante e infantil postura desse país,
que se diz civilizado.
Waldir
F. Candelária
waldircandelaria@uol.com.br
Roberto
Pompeu de Toledo
Hambúrguer
à parte, é sempre um prazer saborear os ENSAIOS
(com maiúsculas) do jornalista Roberto Pompeu de
Toledo. Bem mais saborosos que os Big Macs e infinitamente
mais agradáveis ao olfato que os queijos do senhor
Bové (Ensaio, 14 de fevereiro).
Jorge
A. Mayerhoffer
Campos,
RJ
Sou
contra esse modelo de globalização em detrimento
dos países mais pobres, mas acho que é um
processo irreversível. Também penso que não
devemos pegar uma rede americana de lanchonetes, que tem
lojas no mundo inteiro, como bode expiatório, até
porque concordo com parte dos argumentos do senhor Roberto
Pompeu de Toledo. Quando vamos a uma cidade maior, vizinha
à nossa, minha esposa faz questão de almoçar
no McDonald's, pois é a única loja do shopping
que oferece oportunidade de trabalho a um deficiente mental.
Paulo
Antonio C.B. Bannwart
Assis,
SP
Excelente
o ensaio de Roberto Pompeu de Toledo. A comparação
entre os consumidores de hambúrguer e do queijo roquefort,
assim como o relato sobre o que podemos chamar de "democracia
mcdonaldiana", foi de uma clareza fenomenal. Perguntem ao
senhor Bové como são tratados os imigrantes
e até mesmo os turistas na França. Deveríamos
impedir sua entrada no Brasil.
André
Luiz Lima
andre_lima@uol.com.br
Educação
Tenho
dois cursos superiores, uma especialização,
mestrado, estou prestes a me doutorar e conheço três
idiomas. Além disso, carrego dezenove anos de experiência
na área em que atuo (educação). Não
ganho nem o salário que a matéria aponta como
sendo o de quem tem curso superior e fala uma língua
estrangeira! ("O 'X' da questão", 14 de fevereiro)
Rose
Roggero
roseroggero@uol.com.br
Adoção
Sou
assistente social do Judiciário catarinense e parabenizo
o governador do Rio de Janeiro pela iniciativa da lei. Somente
por ações como essa as crianças maiores,
de outras raças que não a branca e com problemas
de saúde poderão receber acolhimento em uma
família ("Pai remunerado", 14 de fevereiro).
Lucia
Medeiros Gaspar de Souza
Laguna,
SC
Ambiente
Gostaríamos
de parabenizar VEJA pela oportuna reportagem "Uma espécie
a menos" (14 de fevereiro), que trata da extinção
da ararinha-azul, pois, além de servir de alerta
ao gravíssimo problema, é útil para
mostrar um triste contraste: enquanto alguns direcionam
a vida às causas ecológicas, tentando proteger
os bens naturais, entre eles os animais, outros têm
como objetivo apenas amealhar riquezas materiais para si,
sem a mínima sensibilidade socioambiental.
Antonio
Silveira R.dos Santos
Programa
Ambiental A Última Arca de Noé
São Paulo, SP
Ilhas
Quero destacar que a Secretaria de Patrimônio da União
realmente identificou distorções nos valores
de avaliação de algumas ilhas situadas no
litoral brasileiro e está procedendo a um levantamento
desse patrimônio para a eliminação de
tais ocorrências. Trata-se de trabalho complexo, pois
envolve evidentemente todo o litoral brasileiro e não
apenas as ilhas citadas na reportagem. A SPU está
promovendo a padronização das normas de avaliação
dos imóveis da União, depois de constatar
que existem diferenças acentuadas entre os valores
do metro quadrado adotados pelas gerências regionais
de Patrimônio da União, o que se reflete no
valor das taxas de ocupação. De igual forma,
o órgão cumpre a legislação
vigente ao considerar na avaliação o valor
da terra nua, sem as benfeitorias, destacando entretanto
que, no caso de transferências dos direitos de ocupação,
é cobrado do transmitente laudêmio equivalente
a 5% do valor atualizado do imóvel, mais benfeitorias
existentes ("Paraísos em alto-mar", 14 de fevereiro).
Maria José Vilalva Barros Leite
Secretária
de Patrimônio da União
Brasília, DF
Gustavo Franco
Excelente o artigo "Os subsídios esquecidos" (14
de fevereiro), de Gustavo Franco. Ele nos faz ver que a
política de subsídios empregada hoje pelo
governo é totalmente onerosa e deficiente, tornando
assim os contribuintes os reais subsidiadores do governo.
Rosinaldo dos Santos Gomes
Macapá,
AP
Diogo
Mainardi
Foi com surpresa e desapontamento que constatamos em artigo
do senhor Diogo Mainardi ("A nossa especialidade", 14 de
fevereiro) uma citação desabonadora a respeito
da atividade contábil no Brasil. Consideramos a citação
feita pelo senhor Diogo Mainardi uma generalização
grosseira, já que, infelizmente, profissionais de
caráter duvidoso não são exclusividade
de nenhuma profissão ou atividade humana em particular.
José Serafim Abrantes
Presidente
do Conselho Federal de
Contabilidade
Brasília, DF
Fitas do PMDB
É
impressionante que logo no início do novo milênio
tenhamos de assistir, patéticos, à coroação
do particular sobre o coletivo, do público sobre
o privado. Os parlamentares, hoje, estão mais para
jogadores de futebol, e os partidos para clubes, onde cartolas
e caciques inescrupulosos envergonham seus eleitores/torcedores
com manobras e tapetões que caberiam melhor nas páginas
policiais que nas esportivas ou políticas ("Crédito
e débito, tudo direitinho", 14 de fevereiro).
Guilherme Nobre Aguiar
Montes
Claros, MG
A
brilhante reportagem de VEJA traz à tona a face oculta
da política brasileira. Traz, também, o que
são capazes de fazer homens que, mediante atividades
legislativas, lidam com o Erário, além de
dispor do gigantesco poder que a seus cargos é inerente.
O pior é que VEJA mostra apenas uma infinita parte
do que se negocia nos bastidores políticos. Se VEJA
conseguisse desvendar, com suas reportagens, toda a face
oculta de um Brasil que não tem ética nem
moral e suas transações escusas, acho que
o efeito seria devastador. Não sobraria nada!
Marcos V. Barroso
Varginha,
MG
CORREÇÕES:
Por erro, as empresas TCO - Centro-Oeste Celular e NBT,
Norte Brasil Telecom, são listadas no quadro "Pesos-pesados"
como sendo canadenses. Na verdade, trata-se de companhias
com 100% de capital nacional, controladas pelo grupo Splice
do Brasil ("Não é a vaca que está louca",
14 de fevereiro).
. A
tropa que aparece na foto da página 46 é russa
e não americana ("Casablanca tropical", 7 de fevereiro).
O salário de Fábio
Koff, presidente do Clube dos 13, não é de
150 000 reais por mês, como afirmou a coluna Radar
(14 de fevereiro). Em sua última declaração
de renda, Koff informou ter recebido cerca de 1,2 milhão
de reais do Clube dos 13, o que deu ao cartola um rendimento
médio mensal de 100 000 reais.
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O
PRÊMIO DE MUSA ADOLESCENTE VAI PARA...
O
quadro "O embate das musas adolescentes" (Gente, 24
de janeiro) falou sobre a disputa entre a comportada
Sandy, da dupla Sandy e Junior, e a espevitada Britney
Spears pelo título de musa teen do Rock in
Rio. Alguns leitores acusaram VEJA de puxar a brasa
para a sardinha da brasileirinha. Três acreditam
que nenhuma das duas faz jus ao título. Viviane,
por e-mail, criticou: "Faltou dizer quem fez a melhor
dublagem. Assisti pela TV a cabo e deu para perceber
que elas ficaram preocupadas com o figurino e as coreografias
e o mais importante, que é cantar, esqueceram".
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A
REALIDADE É DIFERENTE DO CÓDIGO
Na
edição de 7 de fevereiro, VEJA dedicou
a reportagem de capa ao tema "impunidade", uma das
principais razões para a onda de bandidagem
nas grandes cidades brasileiras. Num dos quadros que
ilustram a reportagem, intitulado "Crimes iguais,
castigos diferentes", foram listados diversos crimes
e comparadas as punições mais freqüentes
que seus autores recebem no Brasil e nos Estados Unidos.
Segundo a tabela, vê-se que um motorista flagrado
dirigindo bêbado no Brasil costuma ser condenado
a pagar uma multa de 970 reais, e só. Já
nos Estados Unidos a pena usual é multa de
6 000 reais e suspensão da carteira. De acordo
com o mesmo quadro, um condenado por homicídio
no Brasil fica um ano e meio atrás das grades,
enquanto nos Estados Unidos alguém condenado
pelo mesmo crime permanece doze anos na cadeia. Essas
informações levaram vários leitores
a protestar e muitos escreveram para informar que
a revista errou. Afinal, o Código Brasileiro
de Trânsito prevê a pena de cadeia para
o motorista embriagado. E o Código Penal brasileiro
fixa pena de seis a vinte anos para quem matar alguém.
"A comunidade brasileira não precisa de mais
desinformação", reclamou a leitora Ana
Paula Balhes Caodaglio, de São Paulo. Compreende-se
a indignação, mas é preciso lembrar
que, como está dito no quadro, nele se comparam
práticas, não códigos. A tabela
de VEJA foi produzida com base em entrevistas feitas
com policiais, promotores e juízes. O que se
apurou é que, tanto no Brasil quanto nos Estados
Unidos, é muito raro um condenado receber o
castigo máximo estipulado pelo Código
e, mais raro ainda, cumprir a pena até o fim.
(No Brasil é muito mais raro que nos Estados
Unidos, diga-se.) O sistema judicial prevê uma
grande lista de benefícios para os sentenciados.
A relação vai da liberdade condicional
por bom comportamento à possibilidade de cumprir
a pena em casa quando não existe vaga na prisão.
Era disso que tratava o quadro.
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NÃO
DEIXAM A MUSA EM PAZ!
Sobre
a reportagem "A moça que 'sastifaz' "
(31 de janeiro), que fala das dificuldades da modelo
e apresentadora de TV Luciana Gimenez com o vernáculo,
a leitora Celia Flores Gangl, de Brasília,
escreveu: "Eu morei dezesseis anos no exterior e nem
por isso voltei com o português empobrecido.
Acho que o problema é falta de leitura e de
informação mesmo". Morar no exterior,
para Celia, não é justificativa para
falar mal a própria língua. "A culpa
do besteirol que essa moça vem exibindo na
televisão é de quem a contratou. É
mais uma inversão de valores, quando comparamos
a dificuldade que nossos jovens têm para entrar
no mercado de trabalho com a oportunidade dada a ela",
escreveu Oberlan Cambeiro. Maria Waldete de Oliveira
Cestari, de Jaú, São Paulo, diz: "Luciana
Gimenez conseguiu acabar com a crença de que
as loiras é que são burras". Humberto
Cavalieri, de São Paulo, capital, foi um dos
leitores que saíram em defesa da morena: "A
nova apresentadora tem mostrado simpatia, vontade
de acertar, simplicidade e humildade em reconhecer
os erros. E, cá entre nós, num país
em que as apresentadoras de TV têm de ser loiras
e mostrar atributos físicos antes de mais nada,
não importando a essência do que apresentam
ou do que são, a Luciana está conseguindo
se sair muito bem".
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