Geral Casamento

Esta semana

Sumário
Brasil
Internacional
Geral
Depois da separação, todos querem casar-se
Estudo mostra quando a exposição ao sol prejudica a pele
Os segredos industriais que resistem à pirataria
São Caetano do Sul cuida mais da garotada, segundo o Unicef
Professora vai morar na favela e alfabetiza 8.000 crianças
Este pode ser o último Natal com caviar
A ação dos bandidos que resgatam os comparsas da cadeia
O número de universitários no país explode
O perfil genético do brasileiro
Os cuidados que devem ser tomados no momento do assalto
Estilistas de roupa atacam de mobiliário
Otávio Piva, o rei do vinho
Os novos santos do papa João Paulo II
Sites mostram mulheres famosas em poses sensuais
As absurdas pesquisas on-line
A vida na estação espacial
Técnica revoluciona o combate ao infarto

Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos


Colunas
Diogo Mainardi
Stephen Kanitz
Gustavo Franco
Roberto Pompeu de Toledo

Seções
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA on-line
Radar
Contexto
Holofote
Veja essa
Arc
Notas internacionais
Hipertexto
Gente
Datas
Cotações
Para usar
VEJA Recomenda
Literatura brasileira
Os mais vendidos

Arquivos VEJA
Para pesquisar nos arquivos da revista, digite uma ou mais palavras

Busca detalhada
Arquivo 1997-2000
Busca somente texto 96|97|98|99
Os mais vendidos
 
Montagem de Alex sobre fotos Rogério Voltan/Jenny Acheson

Estudo derruba mito de que, depois da
separação, todos querem cair
na farra.
Ao contrário.
A maioria busca relações
estáveis e
duradouras

Cristina Poles

Eles estavam juntos havia um bom tempo. Mas não deu certo. Recém-separados, cada um foi para um lado. Para "tirar o atraso" dos tempos de compromisso, caíram na gandaia. Tanto ele quanto ela, em busca das emoções perdidas. Com o fim de um relacionamento estável, o que todos querem é a liberdade dos encontros de uma noite só, dos amores fugazes. É sempre assim? Não com a freqüência que se imagina nem com a assiduidade que se vê nas telas de cinema. Quem já viveu um relacionamento estável (e feliz, óbvio) quer sempre mais. Palavra de quem entende do assunto, o sociólogo John DeLamater, professor da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, estudioso da sexualidade humana há quase trinta anos. "Se alguém já sentiu o gostinho de uma relação sólida, vai sempre querer envolvimentos duradouros", disse DeLamater a VEJA. "É por isso que mal saem de um casamento eles já engatam em outro relacionamento estável."

Durante um ano, o sociólogo e sua equipe acompanharam o comportamento sexual de 3.215 homens e mulheres com idade entre 18 e 59 anos. Ao término do estudo, a surpresa: aqueles que haviam terminado um relacionamento de, no mínimo, um ano não saíram feito loucos atrás de aventuras amorosas. O trabalho de DeLamater, ainda a ser publicado no Journal of Sex Research, revista da Sociedade para o Estudo Científico da Sexualidade, mostra que, em média, esses homens e mulheres mantiveram apenas um relacionamento no ano seguinte ao da separação. É o mesmo número de parceiros anotado entre os solteiros.

Uma das explicações para o fenômeno encontradas pelos especialistas está no fato de que, ao término de uma relação (não importa se o rompimento foi dos mais pacíficos), tanto o homem quanto a mulher saem machucados. Como se costuma dizer: não há fim sem dor – e nessa fase raras são as pessoas com disposição para embarcar na montanha-russa emocional provocada pelos encontros fortuitos. A maioria está atrás de um namoro que supere o anterior em qualidade. "E não se alcança a qualidade com uma grande quantidade de casos superficiais", diz o psicoterapeuta Luiz Cuschnir, professor da Universidade de São Paulo.

O outro motivo apontado pelos estudiosos pode parecer menos nobre que o anterior, mas tem um peso enorme quando alguém que acabou de se separar opta novamente por um parceiro fixo. É a garantia de sexo na hora em que a pessoa bem desejar. A pesquisa de DeLamater confirma a tese. Durante o ano do estudo, os recém-separados mas novamente comprometidos fizeram, em média, 25% mais sexo que os descompromissados.

Comparados aos casados e separados, os solteiros são os que menos experimentam as delícias de uma noite de amor. Dois em cada dez homens e três em cada dez mulheres chegam a amargar um ano inteiro sem uma única relação sexual. E os que estão ativos não podem gabar-se de ter uma vasta lista de parceiros à disposição. A média não ultrapassa um por ano. "Cair na farra significa ter de ir à luta, e saber que nem sempre se é bem-sucedido", alerta Cuschnir. As frustrações geradas pela paquera infrutífera ou a ansiedade com o telefone que não toca no dia seguinte são uma fonte e tanto de stress. Está cientificamente provado que os comprometidos (mais uma vez, os felizes) são mais saudáveis. Sofrem menos de depressão e infarto. Viva o compromisso!

 

Copyright 2000
Editora Abril S.A.
  VEJA on-line | Veja São Paulo | Veja Rio | Veja Recife | Guias Regionais
Edições Especiais | Site Olímpico | Especiais on-line
Arquivos | Downloads | Próxima VEJA | Fale conosco