Edição 1876 . 20 de outubro de 2004

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A plástica tem hora


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A
rigor, cirurgia plástica só deve ser realizada por adultos que estão muito certos do que pretendem fazer com seu corpo. Há casos, porém, em que a evidente desproporção de uma parte do corpo pode ser corrigida previamente. Mesmo assim, cada cirurgia plástica tem uma idade mínima para ser realizada. O limite está quase sempre relacionado ao fim dos processos de formação das partes do corpo. Os especialistas afirmam que idade mínima não é sinônimo de idade ideal. O momento certo varia de acordo com a pessoa e com as conseqüências da falta de proporção em seu corpo. O histórico do paciente deve ser considerado ao se avaliar a necessidade do procedimento, qualquer que seja a idade.

Correção da orelha de abano
Idade mínima: 7 anos
Nessa idade a criança já tem a orelha praticamente do tamanho que conservará até a idade adulta e suporta melhor o pós-operatório.

Redução ou aumento dos seios
Idade mínima: 16 anos
A mama já atingiu 95% de seu crescimento e a pele está com a elasticidade ideal para adaptar-se aos novos contornos. Em alguns casos, quando há crescimento anormal dos seios e danos à coluna, por exemplo, é possível adiantar a cirurgia.

Lipoaspiração
Idade mínima: 17 anos
Até a pré-adolescência, o processo que leva ao surgimento das células de gordura ainda não terminou. Os resultados de uma lipoaspiração poderiam, assim, ser revertidos. Aos 17 anos, o desenvolvimento está completo e já dá para saber as proporções do corpo. Mas a cirurgia é um recurso extremo. Antes, devem-se tentar a educação alimentar e os exercícios.

Nariz
Idade mínima: 14 anos
Na pré-adolescência, o nariz cresce mais que o restante da face, gerando certo desconforto. Esse processo se completa por volta dos 14 anos.

Fontes: Oswaldo Saldanha, secretário nacional da Sociedade
Brasileira de Cirurgia Plástica, e Américo Marques,
da Universidade Federal de São Paulo

 

Vídeo caseiro que dá para assistir

Geralmente os vídeos domésticos acabam sendo uma tortura para os familiares, obrigados a assistir a horas de gravação enfadonha. Para tornar os momentos inesquecíveis dignos de ser vistos com prazer, eis alguns conselhos de Laís Bodansky, diretora do premiado filme Bicho de Sete Cabeças.

Durante a gravação:

Antes de começar, é preciso acertar a posição da câmera, estudar o enquadramento e ter em mente o foco de ação que será filmado. Sem esse planejamento, a edição fica mais difícil e perde-se tempo gravando cenas sem importância.

Antes e depois de gravar cada cena, é aconselhável dar um espaço de três segundos. Isso também ajuda a edição.

Os planos devem ser objetivos e curtos. Quando não há uma ação que segure a cena, cinco segundos são suficientes para o registro.

Paisagens demais deixam o vídeo cansativo. É recomendável filmá-las por alguns segundos, apenas para registro. Depois, na edição, pode-se fazer um clipe ou acrescentar um efeito que simule álbum de fotos.

O zoom deve ser usado com parcimônia. Na dúvida, é melhor que ele fique aberto porque a imagem treme menos.


Durante a edição:

É preciso ter olhar crítico: manter apenas os melhores momentos e jogar fora imagens que pouco acrescentam ao resultado final. Geralmente descarta-se mais da metade do material.

Ter um roteiro facilita o trabalho. É recomendável assistir ao vídeo anotando a ação e o tempo em que ela ocorre para se ter uma idéia do conjunto.

Efeitos especiais, como planos girando, podem ser usados, mas sem exagero.

Vale manter o som ambiente em algumas cenas, mas acrescentar música em determinados momentos deixa o vídeo mais leve.

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Editado por Eduardo Burckhardt.
Colaboraram Constança Tatsch e Tatiana Schibuola

 
 
 
 
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