|
|
Estados Unidos O
placar do debateKerry
saiu-se melhor no último dos
três debates com Bush e empata nas pesquisas
eleitorais
O
presidente George W. Bush e o senador John Kerry, que disputam as eleições
presidenciais dos Estados Unidos, têm opiniões mais conflitantes
sobre temas domésticos do que sobre política exterior. Essa é
a conclusão que se tira do terceiro e último debate televisivo entre
os candidatos, na quarta-feira passada. Foi o debate que mais tratou de assuntos
internos dos americanos, como o desemprego, a previdência social e o direito
ao casamento gay e ao aborto. Bush e Kerry assumiram posições diametralmente
opostas desde o início. Só pareceram concordar quando falaram de
religião e de suas famílias. Não se viram tantas diferenças
entre os dois nos debates anteriores, em que o terrorismo e a guerra no Iraque
foram abordados com mais ênfase. O calendário das eleições
americanas tem, tradicionalmente, dois momentos bem definidos que permitem a um
candidato virar o jogo. O primeiro é a fase das convenções,
em que republicanos e democratas escolhem seus candidatos e se tornam o centro
das atenções da mídia e dos eleitores. O segundo momento
de virada é a fase dos debates televisivos. Foi somente depois da convenção
democrata, em julho, que Kerry assumiu pela primeira vez a dianteira sobre Bush
nas pesquisas eleitorais. Em seguida, a convenção republicana, em
agosto, deu a Bush novamente a vantagem. A menos de três semanas das eleições
do dia 2 de novembro, Kerry conseguiu usar os debates para voltar ao páreo.
Antes dos embates ao vivo entre os candidatos, Bush tinha quase 10 pontos porcentuais
de vantagem sobre o oponente nas pesquisas. O senador democrata aproveitou os
debates para dissipar a imagem que os eleitores tinham dele como uma pessoa indecisa,
pouco firme e de opiniões confusas. Resultado: na semana passada, ele estava
tecnicamente empatado com Bush nas pesquisas de intenção de voto.
Kerry retornou ao jogo da campanha, mas está longe de ser o favorito. Não
significa que já ganhou. |