Edição 1875 . 13 de outubro de 2004

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Estados Unidos
O placar do debate

Kerry saiu-se melhor no último
dos três debates com Bush e
empata nas pesquisas eleitorais


NESTA REPORTAGEM
Quadro: Quem venceu

EXCLUSIVO ON-LINE
Em Profundidade: Eleições nos EUA

O presidente George W. Bush e o senador John Kerry, que disputam as eleições presidenciais dos Estados Unidos, têm opiniões mais conflitantes sobre temas domésticos do que sobre política exterior. Essa é a conclusão que se tira do terceiro e último debate televisivo entre os candidatos, na quarta-feira passada. Foi o debate que mais tratou de assuntos internos dos americanos, como o desemprego, a previdência social e o direito ao casamento gay e ao aborto. Bush e Kerry assumiram posições diametralmente opostas desde o início. Só pareceram concordar quando falaram de religião e de suas famílias. Não se viram tantas diferenças entre os dois nos debates anteriores, em que o terrorismo e a guerra no Iraque foram abordados com mais ênfase. O calendário das eleições americanas tem, tradicionalmente, dois momentos bem definidos que permitem a um candidato virar o jogo. O primeiro é a fase das convenções, em que republicanos e democratas escolhem seus candidatos e se tornam o centro das atenções da mídia e dos eleitores. O segundo momento de virada é a fase dos debates televisivos. Foi somente depois da convenção democrata, em julho, que Kerry assumiu pela primeira vez a dianteira sobre Bush nas pesquisas eleitorais. Em seguida, a convenção republicana, em agosto, deu a Bush novamente a vantagem. A menos de três semanas das eleições do dia 2 de novembro, Kerry conseguiu usar os debates para voltar ao páreo. Antes dos embates ao vivo entre os candidatos, Bush tinha quase 10 pontos porcentuais de vantagem sobre o oponente nas pesquisas. O senador democrata aproveitou os debates para dissipar a imagem que os eleitores tinham dele como uma pessoa indecisa, pouco firme e de opiniões confusas. Resultado: na semana passada, ele estava tecnicamente empatado com Bush nas pesquisas de intenção de voto. Kerry retornou ao jogo da campanha, mas está longe de ser o favorito. Não significa que já ganhou.

 
 
 
 
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