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Moda Armadilhas
de verão
Bata, saia rodada, shortinho: as roupas do
momento exigem cuidados especiais
AFP
 | MISTURA
DE ESTAMPAS
A FAVOR: visual moderno,
com personalidade; se bem-feita, um atestado de estilo
CONTRA:
mal combinada, vira um desastre
DICAS:
as cores e os padrões têm de "conversar" entre si; listas e pois
são um par infalível; uma das estampas deve ser dominante
SEMPRE:
usar acessórios sem detalhes ou nenhum
NUNCA: optar
por uma estampa desproporcional ao seu tamanho
Foto:
modelo Prada, Milão |
| Por
que mulheres normalmente no domínio de suas faculdades mentais usariam
roupas que deixam as gordas mais volumosas, as magras mais esqueléticas,
as baixas mais comprimidas? Porque está na moda, oras. Algumas dessas roupas
podem ser vistas tanto nas vitrines das lojas brasileiras quanto em nova
prova da persistência dos estilistas nos últimos desfiles
internacionais, para desalento das mulheres que acumulam mais idade, mais peso
e menos altura do que recomenda seu uso. São elas, por ordem de dificuldade:
a batinha vaporosa, a mistura de estampas, o short "de sair" e, desafio dos desafios
de brasileiras cadeirudas, a saia rodada. "São, todos, estilos muito jovens.
Mulheres acima de 35 anos devem tomar muito cuidado para não ficar infantis
demais, meio bobinhas com essas roupas", alerta Débora Gelman, consultora
de moda e estilo em São Paulo.
A bata decotada, justa no busto e franzida para baixo, que desde o verão
passado freqüenta guarda-roupas informais e de festa também, está
estourando nessa temporada. Para as grávidas, é uma bênção
dos deuses da moda a apresentadora Angélica comprou quinze até
agora. Para as jovens e esguias, também traz um toque de graciosidade,
combinando à perfeição com jeans ou minissaia de cós
baixo, deixando entrever uma frestinha de barriga, enxutíssima, é
claro. Dois problemas acompanham a bata, porém. Um é justamente
o excesso para onde quer que se vire há uma moça vestindo
uma, o que cria a impressão de que está todo mundo de uniforme.
Outro é seu uso com o propósito de disfarçar gorduras mais
alentadas, o que geralmente produz o resultado oposto: destaca o que pretende
esconder. Sim, até batas se encaixam na fatídica exigência:
ficam bem em quem está no peso certo. "As mais fáceis de usar são
as de tecido molinho, que cai com fluidez", aconselha a consultora de imagem Ilana
Berenholc.
AP
 | BATA
A
FAVOR: disfarça gordurinhas ligeiras no torso e abdômen; é
graciosa e leve, ideal para o verão
CUIDADO:
não pode ser larga demais
CONTRA: destaca qualquer excesso
de gordura, engrossa a silhueta e pode ser confundida com gravidez inexistente
SEMPRE:
com calça bem justinha
NUNCA: com saião ou calça
larga cria um excesso de volumes
Foto: modelo Ungaro, Paris
|
| Bem
mais complicado é compor de forma harmoniosa a mistura de estampas aparentemente
descombinadas, outra tendência que os estilistas sempre jogam na passarela,
com grande efeito, mas que agora está chegando de fato à moda da
vida real. Nesse caso, vale um recurso que as mulheres não adquirem, nascem
com ele: o olho clínico. "Misturar cores e estampas exige personalidade
e coragem", diz Emanuela Carvalho, professora de produção de moda
do Senac em São Paulo. "O segredo é produzir um certo caos, mas
um caos harmônico." Na dúvida (e dúvidas, com certeza, não
faltarão), opte por comprar peças em que a mistura já vem
pronta. O shortinho, por assim dizer, social (diferente do que se usa para ir
à praia ou a um churrasco em família) já requer discernimento
próprio em todas as circunstâncias. A recomendação
é que seja usado em festas, à noite, com salto alto, casaquinho
acinturado e, principalmente, o acessório indispensável: pernas
jovens e perfeitas. Portanto, se tiver mais de 25 anos, pense bem. Igual conselho
vale para aquelas que cogitarem usar saia rodada, mas não tiverem a silhueta
longilínea de Adriane Galisteu ou a figura de bonequinha de Débora
Falabella, que está ajudando a propagar o modismo em razão dos graciosos
figurinos escolhidos por Beth Filipeck para a personagem Maria Eduarda, de Senhora
do Destino. "A saia rodada tem força horizontal e, portanto, achata
a silhueta", diz Emanuela Carvalho. Se não puder mesmo resistir, experimente
um franzido bem leve, complementado por uma blusa justinha. Daí, olhe-se
no espelho. À menor lembrança de uma capa de bujão de gás,
troque tudo imediatamente. E espere, com calma, passar a onda que a estilista
italiana Miuccia Prada desencadeou e o mundo copiou. Não será a
primeira vez: era exatamente essa roupa que as avós das garotas hoje às
voltas com suas primeiras saias rodadas usavam nos anos 50.
Reuters
 | SAIA
RODADA
A FAVOR: nada. Apenas as
de tecido leve e volume quase imperceptível podem ser tentadas pelas mulheres
normais as com quadris. O comprimento correto é logo abaixo do joelho
CUIDADO:
só mulheres altas devem se arriscar. As baixinhas ficam parecendo abajur
SEMPRE:
com top justinho. De dia, sandália rasteira; à noite, sandália
com salto ou sapato idem, de bico arredondado
NUNCA: exagerar no
tom "anos 50"
Foto: modelo Dries Van Noten, Paris |
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AP
 | SHORT
SOCIAL
A FAVOR:
é jovem, moderno e combina
com o verão. Mais apropriado onde há vista para o mar. Baixinhas,
aproveitem alonga o visual
CONTRA: requer, sob pena de prisão,
pernas naturalmente firmes, bem torneadas e sem marcas. Fatal para maiores de
25
SEMPRE: com sapato alto e camisa ou casaquinho acinturado, se
a ocasião é de festa
NUNCA:
curto demais, justo demais, baixo demais. No local de trabalho, só
se você for VJ
Foto:
modelo Christian Lacroix, Paris |
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