Edição 1876 . 20 de outubro de 2004

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Beleza
Pílulas que douram

A promessa do verão são as cápsulas
que aceleram e protegem o bronzeado


Anna Paula Buchalla

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Em Profundidade: Beleza e Boa Forma

As pílulas de bronzeamento prometem ser a novidade do verão que se aproxima. Anunciadas como "preparadoras" da pele para o sol, elas estimulam a formação de melanina, o pigmento natural da pele. E, ao aumentarem a produção de melanina, alardeiam seus fabricantes, as pílulas não só bronzeiam mais rapidamente como protegem contra as agressões dos raios solares. Para tanto bastaria uma cápsula por dia, tomada um mês antes e durante todo o período de exposição ao sol. As primeiras pílulas de bronzeamento surgiram no fim da década de 70. O aspecto do bronzeado proporcionado por elas, no entanto, era de um alaranjado extremamente artificial (veja quadro). Isso porque agiam nas camadas mais superficiais da pele. As novas cápsulas, cujas marcas mais famosas são a Imedeen Tan Opitimizer, do laboratório dinamarquês Ferrosan, recém-lançada no Brasil, e a francesa Oenobiol, oferecem resultados bem mais naturais. Feitas à base de licopeno, pigmento que dá a cor vermelha aos alimentos, e vitaminas C e E, as novas pílulas agem em nível celular, dando um empurrãozinho no processo de bronzeamento. Esse tipo de produto faz parte de uma nova tendência da indústria da beleza – a dos cosméticos administrados por via oral, como se fossem medicamentos.

O bronzeado provocado pelo sol é uma resposta do organismo a uma agressão – no caso, a dos raios ultravioleta. O dourado da pele nada mais é do que um aumento na produção de melanina. As pílulas proporcionam um bronzeamento sem que haja necessidade de esturricamento. Ainda assim, não dispensam o uso do filtro solar. "Da forma como são anunciadas, elas parecem oferecer total proteção contra os raios solares, o que não é verdade", diz a dermatologista paulista Denise Steiner, da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Por enquanto, o que existe de mais seguro nesse mercado, segundo os especialistas, são os autobronzeadores à base de DHA, a diidroxiacetona. Com eles, nem é preciso sol para pegar uma cor. A substância permanece nas camadas mais superficiais da pele, não havendo perigo de absorção sanguínea. O risco mesmo é que o usuário fique parecido com um cenoura ambulante.

 




Foto Photodisc/J. Miranda

 
 
 
 
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