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Beleza
Pílulas que douram
A promessa do verão são as cápsulas
que aceleram e protegem o bronzeado

Anna Paula Buchalla
As pílulas de bronzeamento prometem
ser a novidade do verão que se aproxima. Anunciadas como
"preparadoras" da pele para o sol, elas estimulam a formação
de melanina, o pigmento natural da pele. E, ao aumentarem a produção
de melanina, alardeiam seus fabricantes, as pílulas não
só bronzeiam mais rapidamente como protegem contra as agressões
dos raios solares. Para tanto bastaria uma cápsula por dia,
tomada um mês antes e durante todo o período de exposição
ao sol. As primeiras pílulas de bronzeamento surgiram no
fim da década de 70. O aspecto do bronzeado proporcionado
por elas, no entanto, era de um alaranjado extremamente artificial
(veja quadro).
Isso porque agiam nas camadas mais superficiais da pele. As
novas cápsulas, cujas marcas mais famosas são a Imedeen
Tan Opitimizer, do laboratório dinamarquês Ferrosan,
recém-lançada no Brasil, e a francesa Oenobiol, oferecem
resultados bem mais naturais. Feitas à base de licopeno,
pigmento que dá a cor vermelha aos alimentos, e vitaminas
C e E, as novas pílulas agem em nível celular, dando
um empurrãozinho no processo de bronzeamento. Esse tipo de
produto faz parte de uma nova tendência da indústria
da beleza a dos cosméticos administrados por via oral,
como se fossem medicamentos.
O bronzeado provocado pelo sol é uma
resposta do organismo a uma agressão no caso, a dos
raios ultravioleta. O dourado da pele nada mais é do que
um aumento na produção de melanina. As pílulas
proporcionam um bronzeamento sem que haja necessidade de esturricamento.
Ainda assim, não dispensam o uso do filtro solar. "Da forma
como são anunciadas, elas parecem oferecer total proteção
contra os raios solares, o que não é verdade", diz
a dermatologista paulista Denise Steiner, da Sociedade Brasileira
de Dermatologia. Por enquanto, o que existe de mais seguro nesse
mercado, segundo os especialistas, são os autobronzeadores
à base de DHA, a diidroxiacetona. Com eles, nem é
preciso sol para pegar uma cor. A substância permanece nas
camadas mais superficiais da pele, não havendo perigo de
absorção sanguínea. O risco mesmo é
que o usuário fique parecido com um cenoura ambulante.




Foto Photodisc/J. Miranda |
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