Edição 1876 . 20 de outubro de 2004

Índice
Lya Luft
Millôr
Diogo Mainardi
Sérgio Abranches
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Auto-retrato
Contexto
Veja essa
VEJA on-line
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Gente

Com vocês: namoro na TV


Bob Paulino/Revista Contigo
Carvalho e Luciana em festa promovida pela TV, antes de assumirem o namoro: "Não sou mais a encalhada do ano"

Nas palavras da própria Luciana Gimenez: "Desencalhei. Já não sou mais a encalhada do ano". Na semana passada ela assumiu o namoro com Marcelo de Carvalho Fragali, 43 anos, vice-presidente da RedeTV! Os dois estão juntos há algum tempo, mas vinham evitando aparecer em público pelos motivos de sempre – separação complicada por parte dele, namoro com o chefe por parte dela, paixão tempestuosa de ambos, assim descrita pela apresentadora: "Sabe quando a gente se apaixona, quando olha e a pessoa fica colorida? Ou então como desenho animado, que os passarinhos ficam 'piu, piu, piu' em volta da cabeça? Foi assim com a gente". Além de chilreios metafóricos, Luciana está ocupada em escolher o tema do programa que vai ganhar no ano que vem – um seriado cômico. "Ainda não sei se as pessoas vão rir comigo ou rir de mim", brinca.

 

La Gostoselli entra em campo

Maria Paula-Daniela: crucifixo, decote e bico com brilho "de quem comeu frango assado"

Foi memorável a volta de Maria Paula ao Casseta & Planeta: no primeiro programa pós-licença-maternidade, ela arrasou como a hilariante Daniela Gostoselli, doppelgänger da noiva de Ronaldo. "Eu estava louca para fazer isso. Ficava em casa treinando mexer no cabelo e falar com voz rouca", diz. Também deu palpite no visual: crucifixo enorme, decote enorme ("Meu peitão ajudou") e, na boca, bico com muito brilho, para dar aparência "de quem acabou de comer um frango assado". Malhando uma hora e meia por dia, a nova mamãe jura que não está obcecada pela forma. "Sou humorista, não dançarina do Tchan", ressalta.

 

Família produtiva


Divulgação
ação
Zeca no set de filmagem, o pai e a mãe de Zeca na Vanity Fair: ganhos para todos

Aos 12 anos, Zeca Veloso herdou a cara do pai, Caetano, e o tino comercial da mãe, Paula Lavigne. Por quatro cenas, rodadas em três dias, no filme O Coronel e o Lobisomem, pediu – e levou – cachê de 200 reais. Foi sua segunda, e provavelmente última, incursão cinematográfica – a primeira foi em Lisbela e o Prisioneiro, de Guel Arraes, também produzido pela mãe, e em ambos faz o papel de Selton Mello em criança. "Ele é impaciente e viu que a vida de artista é dura", diz a realista Paula, contrariando a imagem com que ela e o marido aparecem no último número da revista Vanity Fair, numa grande reportagem sobre músicos de diferentes partes do planeta: ambos de uma serenidade quase zen – e descalços. "Meu pé está lindo", aprovou Paula.

 

Um cheiro de fraude no reino

Despedida de Eton, o colégio da elite inglesa onde os príncipes William e Harry fizeram o colegial, a professora de artes Sarah Forsyth, 30 anos, apelou à Justiça. No meio das audiências, uma bomba: disse que escreveu o trabalho final de Harry, a mando da diretoria, e exibiu uma gravação do príncipe dizendo que fez "só um pedacinho; acho que uma frase". Eton nega a fraude e a fita, quase inaudível, não foi aceita pelo tribunal. Alívio real: Harry começa o colégio militar em janeiro e o B que recebeu em artes é essencial, num boletim precariíssimo, para garantir a matrícula. Sem contar que trapaça escolar não é coisa de futuro oficial – muito menos príncipe.

 

Escândalo de papel

Carinha adorável de criança arteira, Tatum O'Neil tinha 10 anos quando, ao lado do pai, Ryan, filmou Lua de Papel e ganhou o Oscar de melhor atriz coadjuvante. Daí para a frente, despencou ladeira abaixo: nunca fez outro filme de sucesso, casou com o tenista John McEnroe, divorciou-se, viciou-se em heroína, perdeu a guarda dos três filhos. Agora, aos 40, acaba de lançar uma autobiografia em que, em vez de esconder, como se faz habitualmente, ressalta os escândalos. Uma amostra:

O pai, enciumado, a espancou quando soube da indicação ao Oscar. Aliás, batia com freqüência nela e no irmão mais novo. Mesmo assim, ela vivia disputando a atenção dele com as muitas namoradas. "Dormi muitas vezes na cama do meu pai, mesmo quando havia mulheres nela."

Aos 12 anos, participou de uma orgia regada a ópio, levada por Melanie Griffith, então namorada do pai. "Eu era a parceira de Ryan no circuito das festas de Hollywood, me acostumando com sexo e drogas antes de entrar na adolescência."

Também aos 12, Michael Jackson, cinco anos mais velho, tentou seduzi-la. "Ele suava em bicas e parecia mais intimidado do que eu." Na mesma época, em Paris, depois de tomar comprimidos e bebida, acordou nua na cama, sendo acariciada pelo fornecedor de drogas do pai. Queixou-se, mas ele disse que a filha era culpada.

Essa não é exatamente uma surpresa: o diretor Roman Polanski fez questão que assistisse a um filme pornográfico. Também recebeu cantadas de Keith Moon, da banda The Who. Mas sua primeira relação sexual foi com um dublê, que não identifica. "Não foi nada romântico e doeu."

Quando a carreira de McEnroe começou a declinar, ele passou a bater nela. "A famosa fúria que mostrava na quadra transferiu-se para dentro de casa."

 

Editado por Lizia Bydlowski.
Colaboraram Bel Moherdaui e Roberta Salomone

 
 
 
 
topovoltar