Edição 1816 . 20 de agosto de 2003

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Moda
Seios ao alto

Sutiãs estruturados, que
levantam e dão volume,
conquistam as brasileiras


Bel Moherdaui

 
Fotos Pedro Rubens
Ajustável, com cristais, colorido e com hidratante: mais fácil que plástica

Nem só de silicone vive a legião de brasileiras convertidas nos últimos tempos à obsessão por seios volumosos. Quem não pode ou não tem coragem de enfrentar o bisturi valoriza a comissão de frente com sutiãs estruturados especialmente para esse fim. Antes uma raridade nas lojas do país, de uso limitado a objetivos de sedução explícita, o sutiã com aro e espuma agora é item obrigatório entre os modelos disponíveis. "Há uns cinco anos existiam poucos sutiãs com aro e bojo. Hoje, se eles não têm alguma forma de estrutura, é difícil vender", diz Ralf Hofmann, gerente de marketing da Triumph, que passou de três modelos estruturados em 2000 para quinze neste ano. Estrela de todas as coleções de lingerie, o sutiã que aumenta, levanta e modela os seios corresponde a 60% das vendas da Liz no mercado nacional e a 70% de suas exportações. "Houve uma mudança de hábito muito grande da consumidora brasileira", confirma Denise Areal, estilista da Duloren. "Em 1995, só 5% dos nossos modelos de sutiã eram estruturados. Hoje, chegam a 25%."

A Duloren fabrica por mês cerca de 150.000 sutiãs confeccionados com a novidade do momento: o bojo de espuma pré-moldada, inovação tecnológica que combina espuma e tecido em um material só. "Essa espuma dá suporte, molda o seio e não marca a roupa. Além disso, valoriza quem tem pouco volume e levanta seios caídos", explica Diana Shcolnik, estilista e gerente de desenvolvimento de produto da DeMillus, que também utiliza a espuma pré-moldada. Outra novidade na área são os sutiãs com push-up: uma dose extra de espuma na parte inferior do bojo empurra os seios para cima e para o centro, dando aparência de mais volume. Especialista nesse tipo de produto, a canadense Wonderbra, que já vendeu 40 milhões de sutiãs no mundo, chegou ao Brasil no ano passado. Seu carro-chefe é o Push-up Super (45 reais), que vem com uma cordinha na parte da frente para regular o "efeito Pamela Anderson". Em cima dessas inovações, cada fabricante inventa o que pode. Tem alça em ziguezague, detalhes de cristais, supermicrofibra (quase duas vezes mais fina que a microfibra) e até, quem diria, sutiã com hidratante. O Cosmetic Bra, lançado em maio, contém no tecido microcápsulas de hidratante liberadas pelo calor do corpo e pela fricção com a pele.

Prova maior do sucesso do sutiã com estrutura é o fato de ter caído nas graças até das adolescentes, que tempos atrás não admitiam outro modelo que não o tipo camisetinha, bem básico e discretíssimo. Muito mais naturais e bem moldados do que antigamente, os sutiãs estruturados de agora se acomodam em praticamente qualquer mulher, sem fazer feio. A desvantagem é o preço. Por causa do material e da confecção mais trabalhosa, eles custam quase 50% a mais.

 

 
 
 
 
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