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Medicina
Quando
o stress está na cara
Uma pesquisa prova que muita pressão
emocional pode piorar as espinhas

Paula
Neiva
Que
a acne é uma fonte de stress, já se sabe há
muito tempo. Em maior ou menor grau, não há quem não
se aborreça quando, às vésperas de uma festa
ou de uma reunião importante de negócios, uma espinha
pipoca no meio do rosto. Até recentemente, porém,
a medicina não havia comprovado a influência do stress
sobre a acne. A suspeita dessa relação era fruto do
que os médicos observavam no dia-a-dia de seus consultórios.
A confirmação de que stress pode, sim, agravar a acne
acaba de ser publicada na Archives of Dermatology, a revista
de dermatologia da Associação Médica Americana.
Pesquisadores da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, acompanharam
duas dezenas de estudantes em dois momentos: um mês antes
do período de provas e até uma semana depois dos exames.
Com idade entre 18 e 41 anos, os universitários já
sofriam do problema de pele antes do início da pesquisa médica.
O trabalho de Stanford mostrou que, na época de maior stress,
as espinhas pioravam.
"Esse
estudo dá provas concretas da relação entre
os dois eventos", diz o dermatologista Omar Lupi, professor da Universidade
Federal do Rio de Janeiro. Uma das preocupações dos
autores do artigo foi descartar variáveis, como a piora na
qualidade do sono e mudanças na alimentação
fatores que induzem ao aparecimento da acne. "Com esse cuidado
metodológico, a pesquisa ganha credibilidade, apesar do número
reduzido de pessoas analisadas", diz Lupi. O que explica a relação
entre acne e stress é o desequilíbrio hormonal que
decorre da pressão emocional constante. Um dos hormônios
produzidos em excesso é o cortisol. Em quantidades acima
do normal, ele acelera a produção de sebo pelas glândulas
sebáceas e ainda modifica a consistência desse sebo,
tornando-o mais grosso. Com isso, as espinhas se agravam. O stress
também está associado a inúmeros outros distúrbios,
além da acne de queda de cabelo a hipertensão.
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