Edição 1914 . 20 de julho de 2005

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Stephen Kanitz
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Roberto Pompeu de Toledo
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VEJA Recomenda

CINEMA

As Aventuras de Sharkboy e Lavagirl em 3D (The Adventures of Sharkboy and Lavagirl in 3-D, Estados Unidos, 2005. Estréia nesta sexta-feira) – O diretor Robert Rodriguez, da série Pequenos Espiões, é uma fábrica de filmes infantis. Aqui, ele parte de um argumento proposto por seu filho de 5 anos para elaborar uma fábula sobre um menino, Max (Cayden Boyd), que é repreendido pelos adultos por sua imaginação excessiva. Certo dia, dois dos amigos imaginários de Max – um menino criado por tubarões e uma menina que lança lava pelas mãos – invadem o mundo real para pedir auxílio a ele: se Max não sonhar um destino melhor para o Planeta Baba, ele será destruído. A virtude de Rodriguez não é tentar adivinhar o que as crianças querem, como a maioria dos roteiristas, mas pensar como elas. Veja cenas.

 

TELEVISÃO

Fotos divulgação
Missão Espacial: como seria a vida fora da Terra


Missão Espacial
(quarta-feira, às 21h, no Discovery) – Se existisse vida em outros planetas, de que forma ela seria? Com esse mote, o programa faz um exercício de especulação científica, respaldado pelas idéias de especialistas. Além de pesquisadores da Nasa, a agência espacial americana, há colaboradores como o físico Stephen Hawking, o biólogo J. Craig Venter (que mapeou o genoma humano) e até o criador da série Guerra nas Estrelas, George Lucas. Ao fazerem prognósticos sobre como seria a vida em condições diferentes daquelas da Terra, eles chegam a seres hipotéticos que podem lembrar vagamente uma aranha ou répteis monstruosos. A animação gráfica é da equipe que criou a premiada série No Tempo dos Dinossauros. Veja cenas.

 

DISCOS

 
Jamiroquai: mais hits  

Dynamite, Jamiroquai (Sony/BMG) – Os ingleses do Jamiroquai despontaram na década passada com um estilo chamado acid jazz, que dava tratamento moderninho ao soul e à disco dos anos 70. O destaque era a voz do cantor Jay Kay, que lembrava a de Stevie Wonder. Depois de quatro anos sem lançar discos, o grupo está de volta com um trabalho que agrega duas novidades à receita: o flerte com a música eletrônica e o certo tom politizado de algumas letras. É o caso da balada World That He Wants, em que Kay faz uma discurseira ingênua contra a invasão americana do Iraque. Felizmente, o chororô não vai muito além e o Jamiroquai mostra o que sabe: criar hits infalíveis para as pistas, como Feels Like Just It Should.

 

British Sea Power: novo pop inglês  

Open Season, British Sea Power (Trama) – Surgido na cidade inglesa de Brighton há cinco anos, esse quinteto chama atenção pelo comportamento excêntrico de seus integrantes, que colecionam animais empalhados e sobem ao palco em trajes militares iguais aos dos combatentes da I Guerra Mundial. Mas a música da banda não tem nada de esquisita. As onze canções de Open Season bebem do estilo de dois ícones do pop inglês, o cantor David Bowie e o grupo Echo & the Bunnymen. As letras são irreverentes: To Get to Sleep, por exemplo, enumera diversos tipos de mandinga para combater a insônia.

 

LIVROS

Esqueletos no Saara, de Dean King (tradução de Ana Maria Mandim e Sergio Nunes de Caldas; Companhia das Letras; 464 páginas; 54 reais) – Em 1815, o navio americano Commerce naufragou na costa ocidental da África. O naufrágio foi o início de uma série de provações: atacados por nativos, o capitão James Riley e seus marinheiros voltaram ao mar a bordo de um bote. Desembarcaram à entrada do Deserto do Saara, onde seriam escravizados por nômades árabes. Colaborador da revista National Geographic Adventure e do jornal The New York Times, o americano Dean King reconstitui com detalhes a aventura desses sobreviventes até serem libertados no Marrocos. Leia trecho.

Em Seu Lugar, de Felipe Fortuna (Francisco Alves; 248 páginas; 30 reais) – Aos 42 anos, o carioca Felipe Fortuna, que é diplomata além de escritor, reúne em um único volume os quatro livros de poemas que já escreveu: Ou Vice-Versa (1986), Atrito (1992), Estante (1997) e o antes inédito Em Seu Lugar. Fortuna é um dos poetas brasileiros mais versáteis e habilidosos da atualidade. Desvinculado de panelinhas, mas engajado num rico diálogo com grandes nomes da poesia moderna, como Carlos Drummond de Andrade, ele opera num registro "lírico-irônico" que lhe permite meditar sobre o cotidiano, o erotismo, a morte. Ensaios dos críticos Sérgio Paulo Rouanet, Adriano Espínola e José Paulo Paes ajudam a desvendar a obra do autor.

Pompéia, de Robert Harris (tradução de Luiz Carlos do Nascimento Silva; Record; 336 páginas; 45,90 reais) – O jornalista e escritor inglês Robert Harris é um competente criador de romances históricos. Seus livros se destacam da cambulhada de obras produzidas nesse gênero pelos enredos envolventes e, sobretudo, pela pesquisa acurada – Pompéia, além das informações históricas, traz lições de vulcanologia. Nesse livro, o herói é um engenheiro que trabalha na construção de aquedutos e enfrenta a política corrupta da cidade de Pompéia. O grande feito de Harris é manter a atenção do leitor até a última página, mesmo quando o final é conhecido: Pompéia foi arrasada pela erupção do Vesúvio no ano 79 d.C.

 

 

Fontes: São Paulo: Cultura, Laselva, Saraiva, Livraria da Vila, Nobel, Fnac; Rio: Saraiva, Laselva, Sodiler, Travessa, Argumento; Porto Alegre: Saraiva, Cultura; Brasília: Sodiler, Saraiva, Leitura; Recife: Sodiler, Saraiva, Cultura; Natal: Sodiler; Florianópolis: Livrarias Catarinense; Goiânia: Saraiva, Leitura; Fortaleza: Laselva; Curitiba: Saraiva, Livrarias Curitiba; Londrina: Livrarias Porto; Belo Horizonte: Leitura; Maceió: Sodiler; Belém: Clio; Vitória: Leitura; internet: Cultura, Laselva, Leitura, Saraiva, Sodiler, Nobel, Fnac, Submarino.
 
 
 
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