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VEJA Recomenda
CINEMA As Aventuras de Sharkboy e Lavagirl em 3D
(The Adventures of Sharkboy and Lavagirl in 3-D,
Estados Unidos, 2005. Estréia nesta sexta-feira) O diretor Robert
Rodriguez, da série Pequenos Espiões, é uma fábrica
de filmes infantis. Aqui, ele parte de um argumento proposto por seu filho de
5 anos para elaborar uma fábula sobre um menino, Max (Cayden Boyd), que
é repreendido pelos adultos por sua imaginação excessiva.
Certo dia, dois dos amigos imaginários de Max um menino criado por
tubarões e uma menina que lança lava pelas mãos invadem
o mundo real para pedir auxílio a ele: se Max não sonhar um destino
melhor para o Planeta Baba, ele será destruído. A virtude de Rodriguez
não é tentar adivinhar o que as crianças querem, como a maioria
dos roteiristas, mas pensar como elas. Veja
cenas. TELEVISÃO
Fotos
divulgação
 | | Missão
Espacial: como seria a vida fora da Terra |
Missão
Espacial (quarta-feira, às 21h, no Discovery)
Se existisse vida em outros planetas, de que forma ela seria? Com esse
mote, o programa faz um exercício de especulação científica,
respaldado pelas idéias de especialistas. Além de pesquisadores
da Nasa, a agência espacial americana, há colaboradores como o físico
Stephen Hawking, o biólogo J. Craig Venter (que mapeou o genoma humano)
e até o criador da série Guerra nas Estrelas, George Lucas.
Ao fazerem prognósticos sobre como seria a vida em condições
diferentes daquelas da Terra, eles chegam a seres hipotéticos que podem
lembrar vagamente uma aranha ou répteis monstruosos. A animação
gráfica é da equipe que criou a premiada série No Tempo
dos Dinossauros. Veja
cenas. DISCOS  |  | | Jamiroquai:
mais hits | |
Dynamite,
Jamiroquai (Sony/BMG) Os ingleses do Jamiroquai despontaram na década
passada com um estilo chamado acid jazz, que dava tratamento moderninho
ao soul e à disco dos anos 70. O destaque era a voz do cantor Jay Kay,
que lembrava a de Stevie Wonder. Depois de quatro anos sem lançar discos,
o grupo está de volta com um trabalho que agrega duas novidades à
receita: o flerte com a música eletrônica e o certo tom politizado
de algumas letras. É o caso da balada World That He Wants, em que
Kay faz uma discurseira ingênua contra a invasão americana do Iraque.
Felizmente, o chororô não vai muito além e o Jamiroquai mostra
o que sabe: criar hits infalíveis para as pistas, como Feels Like Just
It Should.  |  | | British
Sea Power: novo pop inglês | |
Open
Season, British Sea Power (Trama) Surgido na cidade inglesa de
Brighton há cinco anos, esse quinteto chama atenção pelo
comportamento excêntrico de seus integrantes, que colecionam animais empalhados
e sobem ao palco em trajes militares iguais aos dos combatentes da I Guerra Mundial.
Mas a música da banda não tem nada de esquisita. As onze canções
de Open Season bebem do estilo de dois ícones do pop inglês,
o cantor David Bowie e o grupo Echo & the Bunnymen. As letras são irreverentes:
To Get to Sleep, por exemplo, enumera diversos tipos de mandinga para combater
a insônia. LIVROS Esqueletos
no Saara, de Dean King (tradução de Ana Maria Mandim e Sergio
Nunes de Caldas; Companhia das Letras; 464 páginas; 54 reais) Em
1815, o navio americano Commerce naufragou na costa ocidental da África.
O naufrágio foi o início de uma série de provações:
atacados por nativos, o capitão James Riley e seus marinheiros voltaram
ao mar a bordo de um bote. Desembarcaram à entrada do Deserto do Saara,
onde seriam escravizados por nômades árabes. Colaborador da revista
National Geographic Adventure e do jornal The New York Times, o
americano Dean King reconstitui com detalhes a aventura desses sobreviventes até
serem libertados no Marrocos. Leia
trecho.
Em
Seu Lugar, de Felipe Fortuna (Francisco Alves; 248 páginas; 30
reais) Aos 42 anos, o carioca Felipe Fortuna, que é diplomata além
de escritor, reúne em um único volume os quatro livros de poemas
que já escreveu: Ou Vice-Versa (1986), Atrito (1992), Estante
(1997) e o antes inédito Em Seu Lugar. Fortuna é um dos
poetas brasileiros mais versáteis e habilidosos da atualidade. Desvinculado
de panelinhas, mas engajado num rico diálogo com grandes nomes da poesia
moderna, como Carlos Drummond de Andrade, ele opera num registro "lírico-irônico"
que lhe permite meditar sobre o cotidiano, o erotismo, a morte. Ensaios dos críticos
Sérgio Paulo Rouanet, Adriano Espínola e José Paulo Paes
ajudam a desvendar a obra do autor.
Pompéia,
de Robert Harris (tradução de Luiz Carlos do Nascimento Silva; Record;
336 páginas; 45,90 reais) O jornalista e escritor inglês Robert
Harris é um competente criador de romances históricos. Seus livros
se destacam da cambulhada de obras produzidas nesse gênero pelos enredos
envolventes e, sobretudo, pela pesquisa acurada Pompéia,
além das informações históricas, traz lições
de vulcanologia. Nesse livro, o herói é um engenheiro que trabalha
na construção de aquedutos e enfrenta a política corrupta
da cidade de Pompéia. O grande feito de Harris é manter a atenção
do leitor até a última página, mesmo quando o final é
conhecido: Pompéia foi arrasada pela erupção do Vesúvio
no ano 79 d.C. |