Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 743 - 20 de março de 2002
Carta ao leitor

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice
Seções
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Luiz Felipe de Alencastro
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Arc
Gente
Datas

Para usar
VEJA on-line
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Arquivo 1997-2002
Reportagens de capa
2000|2001|2002
Entrevistas
2000|2001|2002
Busca somente texto
96|97|98|99|00|01|02


Crie seu grupo




 

O ocaso das oligarquias


Ed Ferreira/AE
Roseana Sarney se defendeu em rede estadual de televisão no Maranhão: poder local

Na apresentação de sua plataforma de governo na campanha presidencial de 1910, Rui Barbosa reservou as palavras mais duras para as oligarquias que, segundo ele, "sangravam e exauriam as províncias em proveito de um grupo, de uma família ou de um homem". Como se sabe, Rui Barbosa nunca chegou à Presidência da República, mas as dinastias políticas regionais que ele denunciou tiveram vida longa no Brasil. Fenômeno predominante no Norte e no Nordeste do país, o poder oligárquico não resiste à modernização e, por isso, como alertava Rui Barbosa, faz "um trabalho contínuo de opressão e de corrupção que adormenta as populações locais mantendo-as na miséria". Uma reportagem da presente edição de VEJA mostra que, quase um século depois, as grandes famílias políticas estão vendo seu poder praticamente desaparecer na esfera nacional. Estão até mesmo sendo desafiadas em seus redutos geográficos.

Os estudiosos constatam que o poder dos sobrenomes tradicionais se nutre da economia estatal e abomina a transparência. Por isso, quando o Estado diminui e a transparência aumenta, as oligarquias entram em ciclo decadente. É o caso recente das dinastias tiradas de cena no Ceará por sucessivos governos estaduais modernizadores. Com base na experiência brasileira, pode-se acrescentar que elas refluem mais rapidamente ainda à força dos escândalos em que se enredam. Caso dos Collor de Mello e dos Suruagy em Alagoas. Ou dos Barbalho no Pará. É ilustrativa do momento de refluxo do poder nacional das oligarquias a imagem da governadora do Maranhão, Roseana Sarney, tendo de se valer na semana passada de uma rede de televisão estadual para tentar explicar o escândalo que dinamitou sua candidatura nacionalmente. É um sintoma claro de isolamento.

 
Veja também
VEJA de 13/3/2002: o caso Roseana/Jorge Murad
Nesta edição: a virada nas pesquisas, a guerra de dossiês, a nova mentira de Jorge Murad e toda a cobertura sobre o clima de campanha eleitoral que se instalou de vez no Brasil

 

 
 
   
  voltar
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS