Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 731 - 19 de dezembro de 2001
Economia e Negócios Entregas

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice
Brasil
Geral
Economia e Negócios
  Empresas de encomendas azeitam a produtividade
Congresso americano é escravo dos lobbies
Internacional
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Claudio de Moura Castro
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Arc
VEJA on-line
Gente
Datas

Para usar
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Digite uma ou mais palavras:

Busca detalhada
Arquivo 1997-2001
Reportagens de capa 2000 | 2001
Entrevistas
2000 | 2001
Busca somente texto 96|97|98|99|00|01


Crie seu grupo




 

Pacote econômico

A competição feroz entre as empresas
de entrega rápida chega ao Brasil e
pode turbinar as exportações

 
Raul Junior

Funcionário usa caneta ótica para registrar as informações do pacote

Um dos poucos gurus empresariais cujo prestígio só aumenta com a passagem do tempo, o americano Peter Drucker costuma dizer que a força da economia moderna não está apenas nos computadores, mas também nas empresas de entrega de encomendas, como FedEx, UPS e DHL. "Elas são o azeite das engrenagens da economia. Estão na base dos ganhos de produtividade", complementa Drucker. A logística dessas empresas realmente é extraordinária. Um computador comprado na Califórnia, via internet ou por telefone, por um cliente em Nova York, às 11 da noite, é entregue na porta de sua casa na manhã seguinte. O efeito positivo nas compras industriais de matérias-primas ou na reposiç& entrega de encomendas, como FedEx, UPS e DHL. "Elas são o azeite das engrenagens da economia. Estão na base dos ganhos de produtividade", complementa Drucker. A logística dessas empresas realmente é extraordinária. Um computador comprado na Califórnia, via internet ou por telefone, por um cliente em Nova York, às 11 da noite, é entregue na porta de sua casa na manhã seguinte. O efeito positivo nas compras industriais de matérias-primas ou na reposição de peças defeituosas é ainda mais notável que a boa impressão do cliente que recebe seu computador comprado do outro lado do país em menos de doze horas. Pouco a pouco, o Brasil também começa a entrar no ritmo do capitalismo turbinado das companhias de entrega. Depois de uma tentativa fracassada de manutenção do monopólio nas mãos estatais dos Correios, o cenário agora é de competição acirrada entre as empresas para ver quem entrega encomendas em menos tempo e a custo menor.

Aqui, o maior impacto está sendo sentido no esforço de exportação que as companhias brasileiras estão fazendo. Esse é o mercado mais cobiçado pelas empresas de entrega rápida. "Dois em cada dez produtos manufaturados consumidos no mundo atravessam alguma fronteira internacional antes de chegar a seu destinatário. Estima-se que em vinte anos esse número chegue a oito em dez", disse a VEJA Michael Ducker, vice-presidente mundial da FedEx Express. Um exportador pode agendar as entregas de suas mercadorias com muito mais agilidade e rapidez que no passado. Empresas estrangeiras e nacionais, como os Correios, competem para trazer ao mercado ferramentas que permitam ao exportador realizar seus negócios via internet.

 
Rogério Montenegro

A DHL é líder no mercado de encomendas do Brasil para o exterior

Com o programa Exporte Fácil Web, dos Correios, os exportadores podem consultar do próprio computador preços e prazos de entrega e fazer a parte burocrática do despacho da mercadoria. Os Correios ainda dominam o mercado, fazendo 70% das remessas em território nacional. Nas encomendas vindas do exterior ou mandadas do Brasil para compradores fora do país, a FedEx é uma das líderes, com 32%. O custo dos fretes ainda é alto. Por enquanto, ele é compensador apenas para quem vende produtos que no jargão dos economistas são definidos como de alto valor agregado -- ou seja, são caros mas seu custo é relativamente baixo e, portanto, a margem de lucro do fabricante é alta. Computadores e peças eletrônicas se encaixam na definição acima.

A Volkswagen/Audi, em Curitiba, é um exemplo de uso racional do serviço de encomendas rápidas. A empresa exporta carros, como o Golf, para os Estados Unidos e o Canadá. Os automóveis vão de navio, mas, quando chegam lá, freqüentemente precisam de peças de reposição por causa das avarias que sofrem durante o transporte. Para expedir essas peças, havia antes uma demora de quinze dias. Mas desde que a empresa fechou parceria com a FedEx, há seis meses, esse prazo foi reduzido para cinqüenta horas. A inovação adotada pela subsidiária brasileira agora está sendo copiada no resto do mundo, inclusive pela matriz, na Alemanha. "A rapidez na reposição das peças da Volks de Curitiba rendeu à montadora o primeiro lugar em tempo de trânsito entre todas as subsidiárias do grupo que enviam carros aos Estados Unidos", diz o analista de logística da Volks, Rodrigo Freitas de Souza. Marco Aurélio Franco, diretor da área de comércio exterior da Volvo, também de Curitiba, conseguiu reduzir o tempo de remessa de peças para suas subsidiárias de 120 para 48 horas. "Em alguns casos, as exportações via encomenda expressa representam redução de custos de até 90% para o cliente. Isso porque, pelas vias normais, as empresas gastam muito dinheiro com despachante e transporte", diz Fabio Peroni, chefe do departamento de operações e negócios dos Correios.

 



 
 
   
  voltar
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS