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Edição 1 731 - 19 de dezembro de 2001
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Outra do Siqueira

O governador planta o filho
Siqueirinha na oposição

 

Fotos Ana Araújo
aújo
A dupla Siqueirão e Siqueirinha

O governador do Tocantins, o pefelista José Wilson Siqueira Campos, e seu filho, o senador Eduardo Siqueira Campos – conhecidos como Siqueirão & Siqueirinha –, voltam a atacar. Desta vez, a dupla tenta apoderar-se do PSDB no Estado. Em outubro, Siqueirinha, que até então presidia a seção estadual do PFL, mudou de legenda e iniciou campanha para assumir a presidência regional do PSDB. O motivo: impedir que o atual vice-governador, João Cruz, brigado com Siqueirão, seja o candidato tucano ao governo do Estado.

O diretório nacional do PSDB recebeu denúncias de que vários delegados à convenção regional do partido teriam passado a apoiar Siqueirinha em troca de cargo público e de dinheiro. A estudante Luzia Alcóvia Neta, de 23 anos, oficializou a denúncia em um depoimento a dois promotores. "Numa reunião, o senador Eduardo Siqueira Campos prometeu que me daria um cargo no gabinete dele, com salário de 1.200 reais, para apoiá-lo", ela afirma. O senador nega. "Só sugeri que quatro jovens poderiam ser selecionados para trabalhar num projeto", ele diz.

Uma comissão provisória vai cuidar da convenção, que acabou adiada. Siqueirinha aposta que está nessa comissão. "Foi o presidente Fernando Henrique quem abonou minha ficha de filiação ao PSDB", ele conta. O precavido Siqueirão colocou também uma filha, Estela, no PPB e outra, Telma, no PTB, além de controlar outra dúzia de legendas. Com uma extensa lista de ações eleitoreiras inventivas como essa, o governador enfrenta, apenas desde agosto, 25 representações em vários escaninhos da Justiça.

   
 
   
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