Outra do Siqueira
O governador
planta o filho
Siqueirinha na oposição
Fotos Ana Araújo
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aújo
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dupla Siqueirão e Siqueirinha
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O governador
do Tocantins, o pefelista José Wilson Siqueira Campos, e seu filho,
o senador Eduardo Siqueira Campos conhecidos como Siqueirão
& Siqueirinha , voltam a atacar. Desta vez, a dupla tenta apoderar-se
do PSDB no Estado. Em outubro, Siqueirinha, que até então
presidia a seção estadual do PFL, mudou de legenda e iniciou
campanha para assumir a presidência regional do PSDB. O motivo:
impedir que o atual vice-governador, João Cruz, brigado com Siqueirão,
seja o candidato tucano ao governo do Estado.
O diretório
nacional do PSDB recebeu denúncias de que vários delegados
à convenção regional do partido teriam passado a
apoiar Siqueirinha em troca de cargo público e de dinheiro. A estudante
Luzia Alcóvia Neta, de 23 anos, oficializou a denúncia em
um depoimento a dois promotores. "Numa reunião, o senador Eduardo
Siqueira Campos prometeu que me daria um cargo no gabinete dele, com salário
de 1.200 reais, para apoiá-lo", ela
afirma. O senador nega. "Só sugeri que quatro jovens poderiam ser
selecionados para trabalhar num projeto", ele diz.
Uma comissão
provisória vai cuidar da convenção, que acabou adiada.
Siqueirinha aposta que está nessa comissão. "Foi o presidente
Fernando Henrique quem abonou minha ficha de filiação ao
PSDB", ele conta. O precavido Siqueirão colocou também uma
filha, Estela, no PPB e outra, Telma, no PTB, além de controlar
outra dúzia de legendas. Com uma extensa lista de ações
eleitoreiras inventivas como essa, o governador enfrenta, apenas desde
agosto, 25 representações em vários escaninhos da
Justiça.
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