
estasemana
colunas
seções
arquivoVEJA
 |
 |
| (conteúdo
exclusivo para assinantes VEJA ou UOL) |
 |
Crie
seu grupo

|
|
Chegando perto
Cada partido
governista fala
em lançar seu próprio candidato,
mas só Roseana cresce
Maurício
Lima
Joedson Alves/AE
 |
Ana Araujo
 |
| Lula,
do PT, e Roseana, do PFL, os líderes das pesquisas: a diferença diminuiu |
Como os casais
que vivem a chamada crise dos sete anos, a aliança governista deu
na semana passada mais um sinal de que o casamento anda estremecido. Os
presidentes da tróica partidária, PSDB, PFL e PMDB, fizeram
questão de vir a público afirmar que terão, cada
um deles, um candidato próprio na eleição presidencial
do ano que vem. O PSDB nem pensa em abrir mão da cabeça
de chapa. O PFL anda tão assanhado com o bom desempenho da governadora
Roseana Sarney nas pesquisas que já fala grosso quando cogita disputar
a eleição com uma chapa puro-sangue com candidato
a presidente e vice da mesma legenda. E até os próceres
mais governistas do PMDB, como o deputado Michel Temer, já começam
a simpatizar com a idéia do candidato próprio desde
que não seja, é claro, o governador Itamar Franco. Nesse
cenário, cada partido teria seu nome e a unidade só se daria
num eventual segundo turno para enfrentar um adversário comum.
Faz parte do pôquer político que os partidos simulem cacife
alto para seduzir aliados mas a bola, de novo, está caindo
no pefelê.
Na semana
passada, uma pesquisa do instituto Sensus fez simulações
para um segundo turno em 2002. Pela primeira vez, um concorrente ultrapassou
Luís Inácio Lula da Silva, do PT. A façanha coube
a Roseana Sarney. No levantamento, a governadora obteve 42,7% das intenções
de voto, contra 38,4% de Lula. Foi a única. Todas as simulações
com os outros candidatos foram favoráveis ao petista, particularmente
quando seu adversário é o ministro da Saúde, José
Serra (veja quadro).
Na pesquisa sobre o primeiro turno, o panorama também é
positivo para Roseana. Lula continua na liderança, mas agora abaixo
dos 30 pontos porcentuais. Roseana, ao contrário, subiu de 19%
para 24%. É um salto razoável, embora ainda seja impossível
dizer se seu desempenho é um foguete duradouro ou um cometa passageiro.
O certo é que o PFL está adorando o jogo e vai mantê-lo,
com a mesma disciplina e o mesmo profissionalismo vistos até aqui.
O próximo
lance, além de colocar Roseana como estrela única da propaganda
partidária que vai ao ar em janeiro, será levar a governadora
para um tour europeu em fevereiro. A idéia dos pefelistas é
construir a imagem de que Roseana, a exemplo do presidente Fernando Henrique
Cardoso, também pode fazer bonito no exterior. A outra tática
é manter Roseana longe de qualquer polêmica. Na semana passada,
ela até pediu a seu consultor econômico, Michal Gartenkraut,
que evite dar entrevistas, porque não gostou de ouvi-lo elogiando
o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e não quer que as opiniões
dele sejam confundidas com as suas. A amigos, só a amigos, tem
dito que o único intocável em seu governo seria o presidente
do Banco Central, Armínio Fraga.

Saiba mais |
|
|
|
|
|
 |