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Parte do
terror imposto pelo Talibã termina com a derrota desse grupo terrorista
criminoso. Mas o sofrimento da população afegã não
acabou, e pelo visto ainda vai muito longe. O Afeganistão volta
agora à sua condição de país extremamente
pobre, onde se morre aos milhares por falta de comida, água e trabalho
("A derrota do terror", 12 de dezembro). Liquidar
o terrorismo não pode nem deve, sob hipótese alguma, implicar
a supressão de liberdades e direitos individuais previstos em texto
constitucional. Como advogado, entendo que julgar os suspeitos é
necessário, mas não sem a presença de advogado de
defesa e sem a garantia do acesso ao contraditório, sob pena de
um julgamento ilegal, sobretudo, por ferir a Declaração
Universal dos Direitos Humanos, da ONU. Não podemos nos igualar,
por nossos erros e fraquezas, a loucos facínoras como Osama bin
Laden e o mulá Omar, conhecidos pelo fundamentalismo e pela intolerância.
Osama bin
Laden, "descrito como um herói que abandonou os palácios
e o estilo de vida luxuoso de Jidá para juntar-se aos miseráveis
afegãos", me faz lembrar Moisés. No entanto, algumas diferenças
entre os dois heróis devem ser ressaltadas. Moisés saiu
realmente do palácio onde vivia e juntou-se a seus irmãos.
Laden, por outro lado, escondeu-se nas montanhas, enquanto seus súditos,
para quem ele não liga a mínima, se matavam por ele em nome
de Alá. VEJA abordou
o tema de forma diligente, com capacidade meticulosa de análise
imparcial dos fatos. Estamos de
acordo quando se trata de condenar atos terroristas. Neste caso, uma vez
comprovado, seria o terrorismo e não a condição física
o que desqualificaria o xeque Ahmed Yassin ("Outro mestre do terror",
12 de dezembro). Não fica adequado qualificá-lo de velho
paralítico. A propósito, é bom lembrar que já
houve um presidente que governou os Estados Unidos em uma cadeira de rodas.
Brilhante
o texto de Mario Sabino, "Que Lula é esse?" (12 de dezembro). Brilhante
na lógica, na analogia, na indagação. Pena não
ter sido reportagem de capa, para que a mensagem se propagasse nos outdoors
de nossas cidades. Obrigado, Fidel, por ter recebido Lula. Obrigado, Lula,
pela sinceridade de seus atos. Obrigado, Sabino. Com todos
os erros, o autoritarismo, os crimes cometidos por seu regime ao longo
de seus 42 anos, Cuba ainda é um exemplo, mesmo que bastante imperfeito,
para muitos governos que buscam a fórmula ideal de governar seus
povos. Único país que conseguiu não se curvar aos
EUA e não precisou lançar mão de métodos de
terrorismo para contra-agredir seu vizinho.
Com todo
o respeito que merece o professor Alencastro ("O gringo talibã",
Ponto de vista, 12 de dezembro), não vejo como a expansão
do Islã pelos países ocidentais possa trazer em seu bojo
sua própria transformação, fazendo com que seus seguidores,
no convívio com outras religiões, no seio de Estados que
respeitam o princípio da laicidade, dêem a plena dimensão
de seu humanismo. Muito ao contrário, penso que os seguidores do
Islã se aproveitarão, enquanto lhes for conveniente, das
benesses que lhes proporciona a laicidade dos Estados ocidentais, sem
nunca perder da mente um dos pilares de sua religião, que é
converter o mundo todo à lei do profeta, pela força, se
necessário.
Que os políticos
de nosso país façam alguma coisa para livrar nosso tão
sofrido Brasil de tamanha vergonha com repercussão mundial. Que
o fato seja um alerta, pois estão criando um Estado dentro do Estado
e, o que é pior, com leis e códigos. O que me dói
mais é saber que esses ratos-d'água já haviam sido
condenados e estavam soltos. Esse neozelandês é considerado
um herói nacional, como o é Ayrton Senna para a nação
brasileira ("Assassinado no Brasil", 12 de dezembro).
Sobre a
reportagem "Os melhores refúgios naturais do país" (12 de
dezembro), a hospedagem em casas de caiçaras na Ilha do Cardoso
é bastante precária se se está esperando por um quarto
com café da manhã. Mas para quem vai acampar é um
ótimo negócio. Além disso, no Núcleo Perequê,
na parte norte da ilha, as instalações do Parque Estadual
fornecem casas aconchegantes, café da manhã, almoço
e janta, além dos monitores para caminhadas. No Núcleo Marujá,
na parte sul da ilha, já existe uma pousada, além dos campings,
e os monitores do parque também estão à disposição.
Fiquei emocionada
e apreensiva com a reportagem sobre o turismo ecológico no Brasil.
Lindas as fotos. Espero que tenham despertado a consciência do brasileiro,
que muitas vezes não tem idéia de como é magnífica
a nossa pátria. Minha apreensão vem por causa de vários
lugares que visitei no Brasil. Notei a falta de estrutura de muitos locais
e também a falta de educação ambiental dos turistas
e nativos. Percorri toda a Ilha Grande fazendo trekking e encontrei muito
lixo em praias a que só se chega de barco ou através de
longas caminhadas.
O trajeto
que Diogo fez na orla de Copacabana me deixou com saudade ("Um domingo
no Rio", 12 de dezembro). As pessoas no Rio são tão maravilhosas
quanto a cidade. Gente comum, gente famosa e qualquer tipo de pessoa,
mas todos tentando, do jeito que é possível, ganhar a vida.
O carioca trabalha, sim, e muito. Muito enriquecedora
a última coluna de Diogo Mainardi, em que demonstra ter uma habilidade
extraordinária com a matemática soube contar quantas
pessoas passaram por ele!
Acredito
e espero que o assunto tratado numa revista com a respeitabilidade e a
abrangência de VEJA contribua para a discussão e o esclarecimento
do problema e para aliviar os que sofrem direta ou indiretamente com a
depressão ("Desânimo com bula", 12 de dezembro). Aproveito
para esclarecer que não sou funcionária do Instituto de
Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. Na verdade,
freqüentei o instituto, bem como outras clínicas do HCFMUSP,
durante o curso de graduação pela Escola de Enfermagem da
USP e, depois, como professora do curso técnico de enfermagem da
EESG Carlos de Campos, supervisionando grupos de estagiários. Atualmente,
sou voluntária da Associação Brasileira de Familiares,
Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (Abrata), entidade sem fins
lucrativos que busca melhorar a qualidade de vida dos portadores de depressão
e transtorno bipolar.
Em "Os óculos
ideológicos do PT" (5 de dezembro), VEJA se esqueceu de informar
que o Rio Grande do Sul colheu no ano passado a maior safra agrícola
de verão de toda a sua história 18,5 milhões
de toneladas de grãos. A opção pela produção
de base ecológica apresenta vantagens sob o ponto de vista ambiental,
social e econômico: redução da dependência dos
agricultores para com empresas multinacionais, acesso ao crescente mercado
que busca alimentos ecológicos e garantia de qualidade de vida
para produtores e consumidores. Para o governo do Estado do Rio Grande
do Sul, a reforma agrária é uma questão de política
social, e não de polícia.
VEJA, em
"A CBF perde votação de goleada" (12 de dezembro), trouxe
o seguinte texto: "Pior: já condenado a seis anos de prisão
por sonegação, sentença da qual está recorrendo,
Teixeira perde o benefício da liberdade concedido aos réus
primários". Se Ricardo Teixeira está recorrendo, ele ainda
é primário, pois o réu só deixa de ser primário
quando condenado por sentença irrecorrível, e mesmo assim
somente em relação a crimes que vier a cometer após
o trânsito em julgado dessa sentença.
CORREÇÃO: O nome correto dos fundadores do Magazine Luiza ("É hora de festa no interior", 5 de dezembro) é: Luiza Trajano Donato e Pelegrino José Donato.
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