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Edição 1 731 - 19 de dezembro de 2001
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"Laden escondeu-se nas montanhas, enquanto seus súditos se matavam por ele em nome de Alá."
Maria Lúcia Benevides da Silva
Natal, RN

Guerra ao terror

Parte do terror imposto pelo Talibã termina com a derrota desse grupo terrorista criminoso. Mas o sofrimento da população afegã não acabou, e pelo visto ainda vai muito longe. O Afeganistão volta agora à sua condição de país extremamente pobre, onde se morre aos milhares por falta de comida, água e trabalho ("A derrota do terror", 12 de dezembro).
Jorge Wagner
Ribeirão Preto, SP

Liquidar o terrorismo não pode nem deve, sob hipótese alguma, implicar a supressão de liberdades e direitos individuais previstos em texto constitucional. Como advogado, entendo que julgar os suspeitos é necessário, mas não sem a presença de advogado de defesa e sem a garantia do acesso ao contraditório, sob pena de um julgamento ilegal, sobretudo, por ferir a Declaração Universal dos Direitos Humanos, da ONU. Não podemos nos igualar, por nossos erros e fraquezas, a loucos facínoras como Osama bin Laden e o mulá Omar, conhecidos pelo fundamentalismo e pela intolerância.
Gustavo Henrique de B. Alves Freire
Recife, PE

Osama bin Laden, "descrito como um herói que abandonou os palácios e o estilo de vida luxuoso de Jidá para juntar-se aos miseráveis afegãos", me faz lembrar Moisés. No entanto, algumas diferenças entre os dois heróis devem ser ressaltadas. Moisés saiu realmente do palácio onde vivia e juntou-se a seus irmãos. Laden, por outro lado, escondeu-se nas montanhas, enquanto seus súditos, para quem ele não liga a mínima, se matavam por ele em nome de Alá.
Maria Lúcia Benevides da Silva
Natal, RN

VEJA abordou o tema de forma diligente, com capacidade meticulosa de análise imparcial dos fatos.
Marcelo Marcos Filho
Olinda, PE

Estamos de acordo quando se trata de condenar atos terroristas. Neste caso, uma vez comprovado, seria o terrorismo e não a condição física o que desqualificaria o xeque Ahmed Yassin ("Outro mestre do terror", 12 de dezembro). Não fica adequado qualificá-lo de velho paralítico. A propósito, é bom lembrar que já houve um presidente que governou os Estados Unidos em uma cadeira de rodas.
Tarcísio Vanderlinde
Marechal Cândido
Rondon, PR

 

Lula

Brilhante o texto de Mario Sabino, "Que Lula é esse?" (12 de dezembro). Brilhante na lógica, na analogia, na indagação. Pena não ter sido reportagem de capa, para que a mensagem se propagasse nos outdoors de nossas cidades. Obrigado, Fidel, por ter recebido Lula. Obrigado, Lula, pela sinceridade de seus atos. Obrigado, Sabino.
Clau Sganzerla
São Paulo, SP

Com todos os erros, o autoritarismo, os crimes cometidos por seu regime ao longo de seus 42 anos, Cuba ainda é um exemplo, mesmo que bastante imperfeito, para muitos governos que buscam a fórmula ideal de governar seus povos. Único país que conseguiu não se curvar aos EUA e não precisou lançar mão de métodos de terrorismo para contra-agredir seu vizinho.
Constantinos Dimitrios Lambrinidis
São Paulo, SP

 

Luiz Felipe de Alencastro

Com todo o respeito que merece o professor Alencastro ("O gringo talibã", Ponto de vista, 12 de dezembro), não vejo como a expansão do Islã pelos países ocidentais possa trazer em seu bojo sua própria transformação, fazendo com que seus seguidores, no convívio com outras religiões, no seio de Estados que respeitam o princípio da laicidade, dêem a plena dimensão de seu humanismo. Muito ao contrário, penso que os seguidores do Islã se aproveitarão, enquanto lhes for conveniente, das benesses que lhes proporciona a laicidade dos Estados ocidentais, sem nunca perder da mente um dos pilares de sua religião, que é converter o mundo todo à lei do profeta, pela força, se necessário.
Pedro Yannoulis
São Paulo, SP

 

O assassinato de Peter Blake

Que os políticos de nosso país façam alguma coisa para livrar nosso tão sofrido Brasil de tamanha vergonha com repercussão mundial. Que o fato seja um alerta, pois estão criando um Estado dentro do Estado e, o que é pior, com leis e códigos. O que me dói mais é saber que esses ratos-d'água já haviam sido condenados e estavam soltos. Esse neozelandês é considerado um herói nacional, como o é Ayrton Senna para a nação brasileira ("Assassinado no Brasil", 12 de dezembro).
Sergio Hooffman
Crato, CE

 

Turismo ecológico

Sobre a reportagem "Os melhores refúgios naturais do país" (12 de dezembro), a hospedagem em casas de caiçaras na Ilha do Cardoso é bastante precária se se está esperando por um quarto com café da manhã. Mas para quem vai acampar é um ótimo negócio. Além disso, no Núcleo Perequê, na parte norte da ilha, as instalações do Parque Estadual fornecem casas aconchegantes, café da manhã, almoço e janta, além dos monitores para caminhadas. No Núcleo Marujá, na parte sul da ilha, já existe uma pousada, além dos campings, e os monitores do parque também estão à disposição.
Guilherme Denzin
gdenzin@bol.com.br

Fiquei emocionada e apreensiva com a reportagem sobre o turismo ecológico no Brasil. Lindas as fotos. Espero que tenham despertado a consciência do brasileiro, que muitas vezes não tem idéia de como é magnífica a nossa pátria. Minha apreensão vem por causa de vários lugares que visitei no Brasil. Notei a falta de estrutura de muitos locais e também a falta de educação ambiental dos turistas e nativos. Percorri toda a Ilha Grande fazendo trekking e encontrei muito lixo em praias a que só se chega de barco ou através de longas caminhadas.
Luciana Marinho
Nashville, Tennessee, EUA

 

Diogo Mainardi

O trajeto que Diogo fez na orla de Copacabana me deixou com saudade ("Um domingo no Rio", 12 de dezembro). As pessoas no Rio são tão maravilhosas quanto a cidade. Gente comum, gente famosa e qualquer tipo de pessoa, mas todos tentando, do jeito que é possível, ganhar a vida. O carioca trabalha, sim, e muito.
Marco Antonio M. de Barros
Uberaba, MG

Muito enriquecedora a última coluna de Diogo Mainardi, em que demonstra ter uma habilidade extraordinária com a matemática – soube contar quantas pessoas passaram por ele!
Renato Bittar

Juiz de Fora, MG

 

Depressão

Acredito e espero que o assunto tratado numa revista com a respeitabilidade e a abrangência de VEJA contribua para a discussão e o esclarecimento do problema e para aliviar os que sofrem direta ou indiretamente com a depressão ("Desânimo com bula", 12 de dezembro). Aproveito para esclarecer que não sou funcionária do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. Na verdade, freqüentei o instituto, bem como outras clínicas do HCFMUSP, durante o curso de graduação pela Escola de Enfermagem da USP e, depois, como professora do curso técnico de enfermagem da EESG Carlos de Campos, supervisionando grupos de estagiários. Atualmente, sou voluntária da Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (Abrata), entidade sem fins lucrativos que busca melhorar a qualidade de vida dos portadores de depressão e transtorno bipolar.
Maria Cecília Venturini de Toledo
São Paulo, SP

 

PT gaúcho

Em "Os óculos ideológicos do PT" (5 de dezembro), VEJA se esqueceu de informar que o Rio Grande do Sul colheu no ano passado a maior safra agrícola de verão de toda a sua história – 18,5 milhões de toneladas de grãos. A opção pela produção de base ecológica apresenta vantagens sob o ponto de vista ambiental, social e econômico: redução da dependência dos agricultores para com empresas multinacionais, acesso ao crescente mercado que busca alimentos ecológicos e garantia de qualidade de vida para produtores e consumidores. Para o governo do Estado do Rio Grande do Sul, a reforma agrária é uma questão de política social, e não de polícia.
Denise Mantovani
Assessoria de imprensa do governo
do Rio Grande do Sul
Porto Alegre, RS

 

CPI do Futebol

VEJA, em "A CBF perde votação de goleada" (12 de dezembro), trouxe o seguinte texto: "Pior: já condenado a seis anos de prisão por sonegação, sentença da qual está recorrendo, Teixeira perde o benefício da liberdade concedido aos réus primários". Se Ricardo Teixeira está recorrendo, ele ainda é primário, pois o réu só deixa de ser primário quando condenado por sentença irrecorrível, e mesmo assim somente em relação a crimes que vier a cometer após o trânsito em julgado dessa sentença.
Victor Hugo
Ribeirão Preto, SP


CORREÇÃO: O nome correto dos fundadores do Magazine Luiza ("É hora de festa no interior", 5 de dezembro) é: Luiza Trajano Donato e Pelegrino José Donato.

 

CARDÁPIO EXÓTICO


O leitor Myung Soo Lee, da capital paulista, não gostou da frase "Comer carne de cachorro é como comer humanos", da francesa Brigitte Bardot, reproduzida na seção Veja essa (5 de dezembro). A atriz promete aproveitar a Copa do Mundo de 2002 para fazer campanha contra o consumo de carne canina na Coréia do Sul, um dos países anfitriões do torneio. "Quem consome tal carne (nem 1% da população) não é bem-visto", informou o leitor. Costumes culinários exóticos, quase sempre adotados por minorias, são comuns em várias partes do mundo. Acompanhe:

Austrália: canguru
China: escorpião
Estados Unidos:
intestino cru de foca
França: cavalo
Índia: cérebro de carneiro
Japão: baiacu
Laos: rato
Madagáscar: morcego
Tailândia: barata
Tanzânia: sangue de caça com leite
Brasil: calango



 
 
   
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