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Peão dos bão
O astro
country de 70 milhões
de discos canta em Barretos
Das festas
regionais que acontecem no Brasil, como a do Boi de
Parintins, no Amazonas, ou a Oktoberfest, em Santa
Catarina, a que reúne o maior público é a do Peão de
Boiadeiro de Barretos, no interior de São Paulo. Nos dez
dias de rodeio, circulam pela arena da cidade quase 1
milhão de pessoas, que assistem, além do show de
coices, a espetáculos de música popular. Neste ano, os
organizadores pretendem bater o próprio recorde de
público. Para isso, estão trazendo dos Estados Unidos a
maior estrela da música country, Garth Brooks. O cantor
fará uma única apresentação neste sábado, 22. Mais
que um repertório de sucessos consagrados, capaz de
levar ao delírio a turma que usa chapéu de pêlo de
castor, Garth Brooks mostrará um show que está fazendo
história, em função dos números impressionantes que o
acompanham. Em seis das cidades por onde passou,
incluindo Dublin, na Irlanda, o espetáculo foi visto por
públicos com mais de 100.000 pagantes. Apenas grupos de
rock do tamanho dos Rolling Stones e U2 levam tanta gente
aos estádios.
Para os brasileiros
que vão a Barretos, Garth Brooks pode ser apenas um
cantor de country em meio às outras atrações musicais
da festa do peão. Para os americanos, ele é como um
novo Elvis Presley. Além de arrastar multidões para
seus shows, Brooks já vendeu mais de 70 milhões de
discos. Não dá para comparar com Elvis 1 bilhão
de discos até hoje nem com Michael Jackson (80
milhões só de Thriller), mas chega perto dos
Beatles (107 milhões) e ombreia-se com pesos pesados do
rock como Pink Floyd e Led Zeppelin. Por causa dos
números impressionantes, Garth vem recebendo um prêmio
atrás do outro. "Faço o que tenho de fazer com
paixão", costuma dizer Brooks, para explicar seu
sucesso. Mais do que cantar, no entanto, o que ele gosta
mesmo é de quebrar recordes, como os vaqueiros que
montam éguas chucras. Com a vantagem de que, na busca
por marcas cada vez mais assombrosas, não corre o risco
de ter as costelas fraturadas.
Um dos truques do
cantor para levar tanta gente a seus shows é promover
uma espécie de bingo, oferecendo prêmios para o
público. Em Denver, Colorado, ele sorteou três
carrões. No Brasil não haverá sorteio, mas Brooks fez
questão de que os ingressos fossem vendidos a um preço
popular: 20 reais. É menos do que a média cobrada por
Daniel e o grupo Só pra Contrariar, que abrem a noite
para a estrela da música caipira americana. Assistir ao
vivo e em cores ao show de Brooks será uma oportunidade
e tanto para avaliar se os congêneres nacionais, que
vão a Nashville para gravar discos como se fossem
cantores de música country, estão se saindo bem na
imitação da matriz americana.
Celso
Masson

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