Tolo, tolo

Garotas Selvagens é pura apelação

Dillon e Denise:
na maior selvageria
Foto: Mandalay Entertainment  

Filmado no calor da Flórida com a pretensão de ser um filme noir, Garotas Selvagens (Wild Things, EUA, 1998), que estréia nesta semana no Rio de Janeiro, é uma tolice só. Era uma vez uma moça linda e má, pobretona, moradora de um trailler imundo, cujo principal passatempo é infernizar a vida de seu professor ginasial. Ela é Suzie, a beldade Neve Campbell, a atriz dos Pânico 1 e 2 e do seriado de TV Party of Five, exibido no Brasil pelos canais Sony e Fox. E ele é Sam Lombardo, o hoje rechonchudo e sempre canastrão Matt Dillon, que na vida real namora a esplendorosa Cameron Diaz. Além da dupla, a história inclui também a ricaça Kelly (Denise Richards), uma pobre menina rica. Na ausência de uma boa história para contar, o diretor John McNaughton resolveu condimentar a trama promovendo sexo grupal com toques de homossexualismo feminino. Além de cama, o roteiro envolve assassinatos e tramas paralelas mirabolantes. Investigando tudo isso está Kevin Bacon, que não foi escalado para dormir com ninguém. Feito para chocar, Garotas Selvagens é apenas chato e apelativo. Depois do sucesso da virginal Neve Campbell como a estrela dos filmes Pânico e Pânico II, Hollywood resolveu erotizar a imagem da moça, que ostenta um visual sarjeta, com o corpo cheio de tatuagens e vocabulário de estivador. É de dar dó.

M.C.




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