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Oportunidade Férias fora de horaViajar na
baixa estação está 30% mais
Essa é para quem tem mais tempo disponível do que dinheiro. Com o final das férias de julho, as empresas de turismo estão divulgando as tabelas com os preços que deverão valer até a entrada do verão. É bom prestar atenção. Os pacotes estão custando, em média, 30% menos do que no mês passado. Muita coisa mudou para melhor. Quem viajava para as praias do Nordeste ou para as Serras Gaúchas nos meses de agosto a novembro, época de pouco movimento, pagava, no passado, preços muito parecidos com os da alta estação. Arriscava-se a encontrar restaurantes fechados e a ser mal atendido nos hotéis, que operavam com equipes reduzidas nessa época do ano. Os agentes descobriram as vantagens (e decidiram bancar os custos) de atrair clientes na baixa estação. Podem, assim, faturar o ano inteiro, reduzindo sua dependência das vendas concentradas apenas nos meses de maior movimento. Para dar esse passo foi preciso oferecer benefícios ao turista. "Quem puder viajar na baixa temporada terá muitas vantagens", diz Goiaci Alves Guimarães, presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagens. "Pagará menos e terá um atendimento melhor que na alta estação." Se for considerado apenas o preço da viagem, sairá sempre mais em conta viajar nos aviões fretados e hospedar-se nos hotéis escolhidos pelas agências. Além de mais baratos, os pacotes podem ser pagos em até 21 prestações fixas, com juros de no máximo 2% ao mês. A maioria dos turistas prefere fazer o pagamento em doze meses. Quem quiser organizar a própria viagem sem recorrer aos serviços das agências tem chance também de encontrar preços mais em conta do que nos períodos de maior procura. Na baixa estação, as passagens aéreas podem ser compradas com descontos de até 60% em relação à tarifa normal. As diárias dos hotéis de turismo despencam na mesma proporção. O preço da hospedagem no litoral nordestino, por exemplo, cai cerca de 40% em relação a julho e aos meses do verão. O aluguel do carro fica até 30% mais barato. Lei do mercado Não é pouca gente que reúne condições de viajar fora do período das férias escolares. No ano passado, o primeiro em que as agências adotaram essa política, quase 250.000 turistas compraram pacotes para viajar dentro do Brasil entre agosto e novembro. A estimativa das agências é vender 580.000 pacotes neste ano e dobrar esse número até o ano 2000. Ainda recentes no Brasil, as vantagens oferecidas a quem pode viajar na baixa estação nada têm de original. É assim que funciona o turismo nos países acostumados a receber visitantes durante todo o ano. "É a lei do mercado", diz o executivo Joseline Ramos, gerente da Voetur, uma das maiores empresas de turismo do Brasil. "As agências e as operadoras cobram mais no período em que são procuradas e oferecem vantagens nos meses em que precisam atrair os clientes." Como o momento é
de disputa entre as empresas, o cliente nunca deve
comprar um pacote antes de consultar pelo menos três
agentes de viagem. Em caso de dúvida, falta de
tradição, rumores ou notícias desabonadoras nos
jornais, a idoneidade da agência que oferecer as
melhores condições pode ser checada no órgão de
defesa do consumidor da cidade. Outra providência
aconselhável é um telefonema ao hotel contratado para
confirmar as informações sobre as condições de
hospedagem prometidas pela agência. É bom guardar o
contrato que sacramenta o negócio até o fim da viagem.
Se algo sair errado, o documento será indispensável na
hora de encaminhar as reclamações aos órgãos que
fiscalizam esse mercado. |
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