"É hora de refletir sobre os conceitos básicos de viver em sociedade e o papel da família na formação do indivíduo."
Luiz Cláudio Mariano de Carvalho
luizclaudio@fnn.net

Maníaco do parque

VEJA mais uma vez provou estar à frente dos outros meios de comunicação e conseguiu o depoimento exclusivo, que deixou o Brasil perplexo, dos dez crimes cometidos, verdadeiras atrocidades. O que nos resta descobrir agora é se o famoso motoboy é realmente um psicopata ou se se trata de mais um criminoso criado pela "sociedade ideal" na qual vivemos. É hora de refletir sobre os conceitos básicos de viver em sociedade e o papel da família na formação do indivíduo. É necessário ter em mente que o maior criminoso foi um dia uma criança dócil e inocente ("Fui eu", 12 de agosto).
Luiz Cláudio Mariano de Carvalho
luizclaudio@fnn.net

Não é possível que moças tão jovens e bonitas se deixem levar pela conversa de um estranho que aparece com propostas enganosas como as que ele fazia. Acho que isso reflete também essa crise assustadora do emprego. Só quem convive com a angústia de ter dias melhores pode imaginar o que levou essas moças a entrar naquela mata à procura de uma ajuda até para ganhar o pão de cada dia. E ainda mostra como existem pessoas boas no mundo, como essas jovens, que acreditaram nesse tarado. Para mim ele não é louco, pois soube muito bem se esconder. Ele é um assassino, um perigo para a sociedade, e merece passar o resto da vida preso para que não destrua outras pessoas.
Anderlisa Cândido da Silva
Fortaleza, CE

Revoltante a capa desta edição. Mostra uma falta de criatividade ridícula para uma revista desse calibre, e me dá a sensação de estar vendo uma revista sensacionalista de péssima qualidade.
Paulo Roberto Castro
São Paulo, SP

Parabéns pelo furo de reportagem. VEJA mostrou por que é a melhor e mais lida revista semanal do país.
Carla Pavão
pavao@dialdata.com.br

Foi grande a minha decepção com a capa da VEJA da semana passada. É impressionante como a mídia gosta de dar destaque aos marginais. Vocês conseguiram alimentar o ego desse monstro em busca de notoriedade.
Angela Maria Carvalho Dürr
gunnar@svn.com.br

Quero parabenizar a revista pela reportagem do caso do "maníaco do parque" e seu título: "Fui eu".
Apolônio Rubem Sampaio Cursino
cursino@fortalnet.com.br

Lula

Não vejo Lula como uma solução ideal para o país. Tampouco pretendo defender posições político-ideológicas sejam lá de que candidato for. No entanto, considero a idéia do Orçamento Participativo uma das mais criativas, inovadoras e úteis para o momento atual em que vivemos. No mínimo, excluiríamos dezenas de lobistas que atuam no Congresso Nacional, diminuindo consideravelmente a probabilidade de se repetir o escândalo dos "anões do Orçamento" (lembram-se?). Acredito que temos associações e instituições representativas de parcela considerável da população brasileira que, com poder de decisão, canalizariam o dinheiro arrecadado com nossos impostos para obras e/ou serviços muito mais próximos dos anseios da maioria da população do que da forma atual (Amarelas, 12 de agosto).
Celso Cerchi Bonatti
Taguatinga, DF

Culto, sofisticado, viajado, FHC é e continuará sendo estadista para país de Primeiro Mundo e, no máximo, para os 24% dos brasileiros das classes média e alta. Portanto, acomodado há mais de quatro anos nos louros do Real, é um político sem sensibilidade para uma sociedade cujo maior desafio é dar dignidade aos 64% da população que é pobre e aos 12% de miseráveis. Luís Inácio Lula da Silva não foi sequer aluno universitário, mas subiu de simples operário a líder sindical e de líder sindical à maior força da oposição. É, assim, um candidato sensível à realidade de 76% dos brasileiros.
José Ricardo
cesli@nts.com.br

Cultura

Não há muito o que falar da reportagem de Paulo Moreira Leite ("Tesouro da vida", 12 de agosto). A história emocionante de uma vida dedicada à maior fonte de sabedoria do universo: o livro. O senhor José Mindlin, nosso Indiana Jones das letras, pode-se dizer, tem todo o conhecimento humano em sua biblioteca. E por que não indicá-lo à Academia Brasileira de Letras?
Fabio R. de Pontes
São Paulo, SP

Na excelente reportagem sobre a biblioteca de José Mindlin, o nome correto do anfitrião dos Sabadoyles é Plínio Doyle.
Itaicy Wagner Mendonça
win@npd.uol.br

Reeleição

É lamentável que a imprensa falada e escrita venha divulgando que o governo FHC vai pagar ao funcionalismo os 28,82% de reajuste salarial a que teria direito conforme decisão do STF. Sou funcionário público federal aposentado, não fui beneficiado e até o momento não encontrei nenhum servidor ou classe de servidores que tenham sido contemplados integralmente conforme prevê a medida judicial. Gostaríamos de saber quem são e onde estão os servidores beneficiados ("De pires na mão", 12 de agosto).
Israel Gomes de Galiza
zeu@elogica.com.br

Ponto de vista

Discordo do Provão como instrumento para avaliar a qualidade da educação superior. O que o MEC faz com o Provão é eximir-se da responsabilidade de fiscalizar as instituições que autorizou a funcionar ("Lições do Provão", 12 de agosto).
Roberto Pimenta
rpimenta@uninet.com.br

Ensaio

Tenho 18 anos e vou votar pela primeira vez. Sempre me imaginei escolhendo um candidato sério e competente. Mas agora, às vésperas de minha primeira eleição, me encontro exatamente na situação que Roberto Pompeu de Toledo descreveu em seu ensaio: por excesso de candidatos, ainda não consegui analisar qual deles mereceria o meu voto (As eleições da incompreensão", 12 de agosto).
Lara Tiné
lara@hotlink.com.br

Ensino

Inúmeras experiências inovadoras têm ocorrido não pela iniciativa isolada de professores dedicados. Há instituições que vêm fazendo investimentos em organização curricular e programas de capacitação contínua de professores e coordenadores, propiciando aos alunos um aprendizado criativo e reflexivo plenamente integrado aos tempos atuais e atento às necessidades futuras ("Quem ensina nossos filhos", 12 de agosto).
Fernando Caiuby
Diretor do colégio Elvira Brandão
São Paulo, SP

Cigarro

Em relação à reportagem "Pizza de fumaça" (12 de agosto), gostaria de esclarecer que sou pediatra nutrólogo, chefe do Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente da Universidade Federal de São Paulo e diretor do Centro de Estudos e Pesquisa em Saúde e Nutrição da Universidade São Marcos, e não endocrinologista. A pesquisa citada teve como co-autores, além de mim, os professores Caetano Soraggi Neto (da Unifesp) e Susan Grossman (da Faculdade de Psicologia da Universidade de Virginia, Charlottsville, EUA).
Mauro Fisberg
São Paulo, SP

Radar

Extremamente ofensiva e leviana a nota "O xerife da polícia" (12 de agosto). Devido ao seu caráter genérico, nota-se a intenção maliciosa de desacreditar uma instituição, bem como difamar todos os seus integrantes. Repudiamos veementemente tal comportamento.
Paulo Cesar D. Magalhães
Associação Nacional dos Funcionários da Polícia Federal
Curitiba, PR


CORREÇÃO: A professora Irenice Macedo é formada em Letras há 23 anos, não se formou agora, como publicado na reportagem "Quem ensina nossos filhos" (12 de agosto), seu salário, com gratificações, é de 900 reais.


Nota da redação

Na coluna Opinião de 8 de julho último ("Freio na promiscuidade"), Flávio Pinheiro comentou a implementação do Código de Conduta dos Titulares de Cargos na Alta Administração Federal, que, entre outras medidas moralizadoras do serviço público, estabelecia a quarentena de um ano para que um diretor do Banco Central que pedisse demissão pudesse trabalhar para uma instituição privada. Como exemplo, o autor citou a economista Elena Landau, que deixou o BNDES, onde comandou o processo de privatização da Light, para trabalhar como consultora de uma das empresas que compraram a companhia. Houve um equívoco. Ocorre que Elena Landau saíra do BNDES havia mais de um ano, não sendo seu caso enquadrável no novo código.


Sou paulistano, atualmente morando em Manaus, e decidi transferir meu título de eleitor. Em maio, recebi no TRE um protocolo dizendo que meu título estaria pronto num prazo de sessenta dias. No final de julho, uma notificação do TSE me comunicava que "no cadastro nacional de eleitores foi encontrada mais de uma inscrição em seu nome, o que motivou o cancelamento da mais recente" — eu não poderia votar. Se desejasse modificar essa situação, deveria procurar o cartório eleitoral até 4 de agosto. Lá, me mandaram voltar em janeiro. No dia da eleição teria de justificar o voto, que é obrigatório, no correio. Fui à corregedoria do TRE e me confirmaram que ocorrera um problema com o sistema de cadastramento de eleitores, que só seria solucionado em janeiro de 1999. Ou seja, mesmo tendo cumprido os prazos, sou impedido de votar, por falha no sistema de informação do TSE. Triste o país onde o cidadão fica à mercê da incompetência do sistema, e por esse motivo é impedido de exercer um direito.
Carlos Eduardo Rittl Filho
Manaus, AM


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