"Eu adoro o meu chefe!"
Bajulação? Que nada. Veja
o que dizem as pesquisas
Angela Nunes
Chefes,
agradecei. A não ser que os pesquisadores do Instituto
Gallup estejam querendo bajular eles próprios seus
superiores, a conclusão de um estudo monstro realizado
em 400 empresas em diversos países mostra que a turma
dos postos de comando está com tudo. O Gallup entrevistou
1 milhão de empregados e 80.000
executivos e a conclusão foi a seguinte: o chefe
e sua metodologia de trabalho são a principal variável
quando um funcionário recebe uma proposta de emprego
e precisa decidir se aceita ou fica na companhia. É
evidente que o salário e a possibilidade de ascensão
na empresa são itens vitais, mas o estudo aponta
para um novo ângulo na discussão. Aquele camarada
muitas vezes desagradável, que cultiva o irritante
hábito de lhe dizer verdades doídas, pode
ter qualidades raras no mercado.
O
panorama no Brasil é muito semelhante. Uma pesquisa
realizada pelo Grupo Catho, especializado em consultoria
empresarial, mostrou que 29% dos executivos e gerentes consideram
o relacionamento com o superior o principal motivo de satisfação
no trabalho. Cerca de 60% dos funcionários podem
deixar de aceitar convites externos para permanecer ao lado
do chefe, mesmo quando a proposta de salário é
maior. A resposta para essa mudança no relacionamento
entre subordinado e chefia é o aparecimento de um
"novo" chefe. A imagem do superior carrancudo e inacessível
é uma raridade entre as grandes corporações.
Na visão das empresas, o bom chefe é aquele
que demonstra conhecimentos e sabe ensinar os funcionários.
Esse novo chefe em geral sabe como extrair o melhor de cada
funcionário e os incentiva a desenvolver seu potencial.
Para o empregado, vincular-se a um superior com essas qualidades
pode ser um ótimo negócio.
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