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Chave na mão.
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Quanto
se gasta para deixar
o apartamento novo em
condições de receber a mobília
Quem compra
um apartamento sonha com o dia de pegar logo as chaves, para mudar o quanto
antes. Entre um momento e outro, porém, há considerável
soma a gastar. Só com muito sacrifício uma família
consegue viver num local sem janela na área de serviço nem
pisos adequados nos quartos, com lâmpadas nuas pendendo do teto,
o sol atravessando as vidraças, a fumaça do fogão
virando gordura pelas paredes e a água escorrendo fria de todas
as torneiras. Por essa razão, antes de mudar, é preciso
escolher, comprar e instalar um sem-número de peças e acabamentos
coisas que não estão incluídas na construção.
Tudo isso vai dar um toque pessoal ao novo endereço, o que é
bom, mas exige que se chegue a esse momento com boa reserva no banco.
Quem pode contratar um profissional, arquiteto ou decorador, vai poupar
trabalho e terá resultados quase garantidos sem bater perna atrás
de lojas, eletricistas e marceneiros. Do contrário, paciência
e calculadora serão dois ingredientes bastante úteis para
começar a tarefa. "Dependendo do trabalho que será feito
e do tipo de material, o custo pode chegar a um terço do valor
pago pelo imóvel", diz o arquiteto Neto Porpino, de São
Paulo.
Uma boa
regra é folhear muitas revistas e visitar lojas de decoração
e acabamentos antes de tomar qualquer decisão. Outra é
levar em consideração o padrão do imóvel,
conforme seu tamanho, a localização e a decoração
das áreas comuns. Isso evitará que, da porta para dentro,
o apartamento não combine com o exterior. A menos que você
não tenha interesse em poder recuperar, um dia, o investimento,
é bom desviar-se de luxos incompatíveis com o restante do
condomínio. Em certos casos, nem é possível instalar
aquela banheira de hidromassagem dentro do minúsculo espaço
disponível ou simplesmente não vai fazer sentido colocar
o lustre com pingentes num pé-direito tão baixo. Depois
de se conformar com esse tipo de restrição, vale a pena
conhecer pessoalmente os materiais, fazer orçamentos e entrevistar
os vendedores e os amigos que já tenham utilizado peças
como as que você deseja.
Enquanto
isso, nenhum cheque deve ser preenchido. Lembre que é muito chato
ter de trocar luminárias que exigiriam mais potência que
a disponível na instalação de sua sala. Ou que pode
ser pior ainda conviver, por anos, com metais de banheiro que não
combinam com as maçanetas coisa que só você
vê, mas que realmente incomoda. Uma boa saída para chegar
a médio prazo à decoração de seus sonhos é
providenciar em definitivo apenas os elementos mais difíceis de
trocar no futuro, como os armários e a coifa, e optar por descartáveis
para detalhes que, depois, com mais folga, poderão ser refeitos.
Para alguns itens, como o piso, também se podem procurar soluções
mais simples que têm efeito muito parecido com o das sofisticadas.
Um piso de madeira, por exemplo, tanto pode ser de tábua corrida,
a 100 reais o metro quadrado, quanto de taco, por 20 reais. "Diferentemente
de cortinas e lustres, que podem ser substituídos com facilidade,
na hora de colocar pisos e armários é melhor não
fazer nada provisório e optar logo pelas peças definitivas",
diz a arquiteta paulista Brunete Fraccaroli.
Fotos Frederico Bush/Luis Gomes/Eduardo Pozella/Ricardo
Correa/Jorge Butsuem
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