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A deliciosa
reportagem "O poder da faixa" (12 de junho), sobre os governantes desta
amada República, deixa patente a veleidade que seria colocar no
Planalto uma pessoa despreparada, néscia e com idéias que
variam entre retrógradas, confusas e contraditórias. Precisamos
de alguém que nos mantenha no caminho traçado pelo melhor
de todos os nossos presidentes: Fernando Henrique Cardoso. O poder do
presidente emana do voto popular. Portanto, cabe ao eleitor a responsabilidade
de escolher o candidato que reúna as qualidades necessárias
para exercer o poder com justiça, competência e transparência.
A vaidade
e o complexo de Deus é que não deixam nossos governantes
ser o que esperamos. Por isso, já decidi: não sou candidato
a presidente da República em 2002! Avaliar o
presidente Figueiredo como "intelectualmente primário" é,
no mínimo, incoerente, pois, desde sua passagem como aluno pelo
Colégio Militar do Rio de Janeiro, consta ter sido sempre o melhor
aluno de sua turma. Como não lhe interessava nenhum tipo de marketing
pessoal, foi discreto em relação a sua cultura e capacidade
intelectual. Como bisneta
do presidente Washington Luís e historiadora, fiquei chocada com
a descrição do mesmo como "playboy". Tenho o maior orgulho
de meu bisavô como homem público que foi, fruto de sua época,
que nos deixou um modelo de vida e de compostura a seguir. VEJA errou
ao dizer que o presidente Castello Branco foi o primeiro "a banir todos
os partidos políticos". Esse desonroso ato coube ao presidente
Getúlio Vargas, com o decreto-lei nº 37, de 2 de dezembro
de 1937, que dispõe em seu artigo 1º: "Ficam dissolvidos,
nesta data, todos os partidos políticos".
Sérgio
Abranches acertou na mosca. O "risco Brasil" não se chama Lula,
e sim PT. Certamente, uma vitória de Lula colocaria o ex-metalúrgico
numa "sinuca de bico": romper com as tradições extremistas
do próprio partido, ratificando a mudança que vem pregando
em sua caminhada à Presidência, ou revelar sua verdadeira
face, subjugando-se à vontade do radicalismo petista ("Ruptura
necessária", Em foco, 12 de junho).
Gostaria
de cumprimentar a repórter Tania Menai pela bela reportagem com
o incrível jornalista americano Larry King (Amarelas, 12 de junho).
Com sua inteligência, ele consegue apresentar programas descontraídos
e muito interessantes. Larry King
está simplesmente fantástico! O ás do diálogo
demonstrou que seu brilhantismo independe da posição de
entrevistado ou entrevistador e provou com maestria que uma conversa franca
pode (e deve) ao mesmo tempo divertir e instruir. Definitivamente imperdível.
Parabéns a todos!
A reportagem
"Emagreça. E continue magro" (12 de junho) foi bastante valiosa
e vem derrubar o mito das hiperdietas. Em dezembro de 1999 eu fazia oito
refeições ao dia, em média, e pesava 114 quilos.
Com uma reeducação alimentar e exercícios (em doze
meses), passei para 79, comendo de tudo. Hoje, peso 83 quilos e ainda
como de tudo. O aumento deu-se por eu ter deixado de lado a prática
do exercício. Matérias assim servem para mostrar que, quando
se quer, é possível conseguir. Finalmente
os médicos começam a reconhecer o trabalho do doutor Atkins,
que sempre pregou uma dieta baixa em carboidratos e rica em gorduras e
proteínas. Há três meses li A Nova Dieta Revolucionária
do Dr. Atkins e comecei a mudar minha alimentação. Já
perdi 25 quilos, sem passar fome, sentir tontura, perder o sono e sem
nenhum tipo de alteração. É
evidente que todos os obesos que perdem peso querem continuar magros,
mas há contra eles adversários poderosos, como o meio ambiente,
os "conselhos" e as insinuações dos amigos, as tentações
do dia-a-dia e, mais que tudo isso, a genética, que os empurra
para retomar o peso. Afirmar que exercícios e mudança na
partição de alimentos manterão o peso do ex-gordo
é ser muito simplista e estar fora da realidade.
Excelente
a reportagem sobre como os deficientes podem ser tão bons no trabalho
quanto os outros empregados e, talvez, até melhores ("Os eficientes",
12 de junho). Matérias como essa são importantes para que
as pessoas entendam que discriminar portadores de deficiência é,
no mínimo, ignorância e que temos de incorporá-los
à sociedade.
Roberto
Pompeu de Toledo excedeu-se e chegou a ser magistral ao comparar um tipo
de nossos dias com a figura do brasileiro cordial descrita por Sérgio
Buarque de Holanda em Raízes do Brasil ("Felipão,
um brasileiro", Ensaio, 12 de junho). Depois de ler, avidamente, o seu
"Felipão, um brasileiro", recortei a página para que não
se perdesse no esquecimento, fui até a estante e, de lá
recolhendo a edição da obra do grande Sérgio Buarque
de Holanda, publicada pela José Olympio, com prefácio de
nosso Gilberto Freyre, nela coloquei seu artigo. Por certo, Sérgio
teria todo o prazer de incorporá-lo a uma nova edição
de sua antológica obra. Obrigado, Pompeu, por mais esse momento
de reflexão.
Tim Lopes
é mais um brasileiro que morre tentando mostrar como anda nosso
país ("Trabalho de risco", 12 de junho).
Usar a letra
rebuscada e adjetivada do Hino Nacional como entrave para justificar
a falta de habilidade futebolística dos jogadores de nossa seleção
é de extremo mau gosto ("O hino só atrapalha", 12 de junho).
É
uma vergonha esse tipo de crítica a um símbolo de uma nação.
Diante do infeliz comentário, questionamos o grau de nacionalidade
e patriotismo do autor de "O hino só atrapalha". Pelo menos
que eu saiba, futebol é jogado com os pés. Além
de menosprezar a inteligência e a cultura de nossos jogadores, menosprezou
também um dos símbolos de patriotismo do país. Tanto
o Hino Nacional quanto a bandeira do Brasil e o brasão da
República são símbolos de patriotismo que deveriam
ser exaltados, pois representam nossa história. Confira
outros comentários sobre o artigo de Diogo Mainardi
Não
houve desvio de recursos da indenização recebida da União
pela Rádio Clube de Pernambuco em face da perda de seu canal de
televisão. Ampla documentação contábil e fotográfica
foi apresentada à Justiça do Rio de Janeiro, demonstrando
a aplicação do dinheiro em outras empresas do Grupo Associados,
bem como em novos projetos de mídia ("Confusão sem fim",
12 de junho).
A complementação
da prestação de contas dos gastos do Partido dos Trabalhadores
referentes a 2001, objeto da reportagem "Entre a caixa-preta e o caixa
dois" (5 de junho), foi por nós enviada ao TSE em 3 de junho de
2002 e está protocolada sob o número 6997/2002.
Quando fui
entrevistado para a reportagem "Onde as coisas dão certo" (29 de
maio), fiz uma série de ponderações matizando e até
em sentido contrário a uma avaliação positiva do
"modelo catarinense de desenvolvimento". Mas o publicado acaba por gerar
a impressão de que concordo com essa avaliação e
de que vejo de forma positiva também a continuidade do predomínio
político de algumas famílias em Santa Catarina. Isso não
representa a maneira como penso.
CORREÇÕES:
A apresentadora Ana Maria Braga flutuou em um simulador de vôo
usado para treinar pára-quedistas a cerca de 20 pés (6 metros
de altura), e não a cerca de 20 metros de altura, como foi informado
na nota "É
um pássaro? É um avião?" (Gente, 12 de
junho).
RUIM
DE TIRO
O
PAPA É GAÚCHO MESMO
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