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Música
Falcão
é um gatão
Assim
pensam as
mulheres sobre o
cantor
que conquistou
Deborah
Secco

Sérgio
Martins
Divulgação
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| Falcão
e Deborah (em foto da revista Vizoo): declaração
de amor no pé direito |
Quanto
mais fazem sucesso, mais os novos ídolos do pop brasileiro
se vêem enroscados num dilema: como manter-se fiéis
às raízes e ao mesmo tempo habitar o mundo das celebridades?
Ao contrário do que aconteceu com a primeira geração
do rock nacional, cujo perfil era de classe média e classe
média alta, as bandas que hoje mais entusiasmam a garotada,
como Charlie Brown Jr., Planet Hemp ou O Rappa, têm integrantes
que saíram de famílias pobres. Elas ganharam reconhecimento
com atitudes de rebeldia, letras de denúncia social e discursos
que exaltam sua "comunidade". Quando julgam que eles traíram
as origens, os seus fãs mais radicais podem ser impiedosos.
O Charlie Brown Jr. foi malhado por fazer propaganda de uma marca
de refrigerante, e o cantor Marcelo D2, do Planet Hemp, por tocar
numa butique grã-fina de São Paulo. Agora é
o cantor carioca Marcelo Falcão, de 31 anos, que tem seus
passos observados. Nos onze anos de existência de seu grupo,
O Rappa, que já vendeu 1,3 milhão de discos e faz
uma média de doze shows por mês, ele manteve um perfil
discreto. Mas nos últimos meses foi empurrado para os holofotes
pelas mãos macias de Deborah Secco, a mais espevitada das
atrizes brasileiras. Enquanto o cantor relutava em tornar público
um romance entre os dois, Deborah, de 24 anos, não poupou
esforços para divulgá-lo: ela tatuou no pé
direito os dizeres "Falcão Amor verdadeiro
Amor eterno". Bem entendido, ninguém condena Falcão
por namorar a beldade. "O fundamental é ele não se
deslumbrar e continuar com o jeito simples dele", explica Joana
Cardoso Lopes dos Santos, presidente do fã-clube FanRappa.
Não
são apenas os fãs que temem que Falcão se deslumbre.
Os outros integrantes de sua banda têm manifestado um certo
incômodo com o novo tipo de celebridade alcançado pelo
cantor. Mas a verdade é que, por enquanto, ele não
deu motivos para preocupação. Não se cansa
de reiterar, por exemplo, sua paixão por uma certa "sopa
de veia" servida num boteco da zona portuária do Rio de Janeiro.
Mantém firme seu engajamento na ONG Fase Solidariedade e
Educação, que ajuda a fomentar a vocação
artística entre jovens pobres. E é sempre bom lembrar
que o assédio feminino não é exatamente uma
novidade para ele. Falcão causa furor entre as meninas que
vão aos seus shows. "Ele tem aquele visual largadão
e um jeito de pegador. A mulherada adora", diz uma amiga. Há
quem o compare, por causa das tranças rastafári, do
tipo de música que canta e do "magnetismo animal" que transmite,
ao criador do reggae, Bob Marley. Exagero, é claro, tanto
do ponto de vista musical quanto do ponto de vista do comportamento.
Marley costumava dizer: "Quero ter tantas mulheres quanto há
conchas no mar". Falcão é um rapaz contido. Antes
de Deborah Secco, ele namorou a sério com a modelo Diana
Bouth, apresentadora de um programa de esportes radicais e enteada
de Branco Mello, cantor dos Titãs, e foi casado com uma francesa,
Lauriane Cindy, com quem teve o filho Kayon, de 1 ano e meio. O
menino é o grande xodó do cantor.
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