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Televisão
Serviço
bem-feito
Cláudia
Rodrigues firma seu nome
de comediante no seriado A Diarista

Ricardo
Valladares
Divulgação
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| Cláudia:
a comédia como terapia |
No
começo dos anos 90, o irmão de Cláudia Rodrigues
cometeu suicídio, seu pai morreu e sua mãe afundou
na depressão. Com a família esfacelada, ela decidiu
que a comédia ia ser sua terapia. "Diziam que eu era a palhaça
da casa. Levei a idéia a sério", conta. Formada em
educação física e professora de natação,
Cláudia ingressou no teatro e, em 1996, foi descoberta pela
Rede Globo, que a escalou para a novelinha Caça-Talentos,
então um quadro no programa infantil de Angélica.
Os sete anos seguintes foram de ascensão na emissora e culminaram,
um mês atrás, na estréia do seriado A Diarista.
Escrito por Glória Perez, o programa é inteiramente
calcado na personagem de Cláudia, a empregada Marinete, e
vai ao ar na terça-feira à noite, depois do Casseta
& Planeta Urgente. Embora comece tarde, na seqüência
de uma atração cômica já consagrada,
A Diarista tem mantido uma boa média de audiência
26 pontos e confirmou Cláudia Rodrigues, de
32 anos, como um nome importante do novo humor brasileiro.
A
empregada doméstica é uma antiqüíssima
freqüentadora dos programas humorísticos. A própria
Cláudia já havia desempenhado esse papel. Como a Sirene
do extinto Sai de Baixo, popularizou o bordão "Sou
pobre, mas sou limpinha". Tradicionalmente, as empregadas foram
um bom veículo para a sátira por causa de sua posição
peculiar nos lares brasileiros: alguém que trabalha para
a família, mas em certo sentido também faz parte dela.
A diarista de Cláudia, no entanto, é um pouco diferente
disso: a cada programa está numa casa e, enquanto passa roupa
ou varre a sala, conversa com as amigas pelo telefone celular, fazendo
comentários ácidos ou absurdos. Com sua voz ardida
e seu jeitão debochado, a atriz faz um humor de apelo bem
popular conforme a Globo já comprovou numa pesquisa.
"Embora as classes A e B não rejeitem A Diarista,
elas parecem ter uma certa vergonha de assistir ao programa. Estamos
acrescentando personagens mais classudos à receita para segurar
esse público", diz o diretor José Alvarenga. Cláudia,
enquanto isso, continua à procura de lugares estranhos onde
pendurar o celular de Marinete, como a alça do sutiã.
E explica que mudou de penteado para compor a personagem. "Eu frisei
os cabelos. É como se a Marinete tivesse feito um alisamento
que não deu certo", diz ela.
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