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Medicina
Ataque
fulminante
Combinação
de remédios é a arma
mais eficaz contra altos níveis de
colesterol ruim
Combinar
uma substância chamada ezetimibe com uma estatina significa
dar um tiro no colesterol alto. Essa associação é
capaz de reduzir em até 70% as taxas de LDL, o colesterol
ruim. A combinação é tão promissora
que o laboratório Merck Sharpe & Dhome resolveu lançar
um remédio que junta, num só comprimido, a estatina
sinvastatina (cuja marca mais famosa é a Zocor) e o ezetimibe
(vendido sob o nome comercial de Ezetrol). A novidade começará
a ser vendida no primeiro semestre de 2005 e deverá acirrar
ainda mais a disputa pelo concorridíssimo mercado mundial
de inibidores de colesterol. Esses medicamentos movimentam cerca
de 20 bilhões de dólares por ano, no mundo inteiro.
De todos os remédios anti-LDL, as estatinas são as
mais comercializadas. Cem milhões de pessoas consomem os
medicamentos que as têm como princípio ativo.
Surgidas
em meados dos anos 80, as estatinas revolucionaram a prevenção
e o tratamento do colesterol alto, um dos piores inimigos do coração.
A mais nova e a mais potente delas é a rosuvastatina, vendida
sob o nome de Crestor, do laboratório AstraZeneca. Há
pouco mais de um mês nas farmácias, a rosuvastatina
reduz em pouco mais de 60% a quantidade de LDL, quando administrada
isoladamente. Até a chegada das estatinas, a única
arma eficaz contra o problema era a combinação de
dieta balanceada com exercícios físicos uma
receita que não funciona para todo mundo, já que a
quantidade de colesterol no organismo tem um forte componente genético.
Ao associar uma das estatinas com o ezetimibe, ataca-se o mal por
duas frentes. As estatinas agem diretamente no fígado, diminuindo
a produção de LDL. O ezetimibe atua no intestino,
dificultando a absorção do colesterol ruim, proveniente
sobretudo da alimentação.
Do
total de colesterol circulante na corrente sanguínea, 70%
são produzidos pelo próprio organismo, no fígado.
Os 30% restantes vêm da alimentação. O fígado
produz tanto o colesterol bom, o HDL, quanto o LDL. O bom funciona
como uma espécie de lixeiro dos vasos sanguíneos,
removendo as placas de gordura das paredes das artérias.
O LDL serve de matéria-prima na produção de
hormônios e vitamina D, além de ajudar na formação
das membranas das células. O problema surge quando há
excesso de LDL circulando pela corrente sanguínea. Nesses
casos, ele se acumula na parede das artérias, o que pode
levar ao seu entupimento e, conseqüentemente, a infartos e
derrames. Grandes quantidades de LDL triplicam os riscos de doenças
cardiovasculares.

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