Edição 1952 . 19 de abril de 2006

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Turismo
Tesouros do planeta

Best-seller dos guias de viagem
indica os 1 000 lugares mais
deslumbrantes para visitar


Rosana Zakabi

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Dar a volta ao mundo e conhecer lugares surpreendentes é o sonho de muita gente. A americana Patricia Schultz há vinte anos faz disso uma profissão. Ela é autora de duas dúzias de guias turísticos internacionais que levam marcas conhecidas como Berlitz e Frommer's. Também assina colunas sobre viagens em revistas. Em 2003, Patricia lançou nos Estados Unidos o seu projeto mais ambicioso: o livro 1.000 Lugares para Conhecer Antes de Morrer, uma seleção dos lugares mais atraentes para fazer turismo no mundo. Desde então, a obra permanece na lista de best-sellers do jornal The New York Times – na semana passada, ocupava o 14º lugar. Já foi traduzida para dezessete idiomas e vendeu mais de 2 milhões de cópias. Nesta semana, o megaguia de Patricia chega às livrarias brasileiras, pela editora Sextante.

É possível que o título algo lúgubre da obra afugente alguns leitores – afinal, por que associar a alegria de uma viagem turística à morte? Não é difícil descobrir a intenção da autora ao batizar o livro. Seu critério para a seleção de cada local não é o conforto dos hotéis ou a qualidade dos restaurantes. Ela busca cidades ou regiões que encantam o visitante pelas marcas da história, ou que o induzam à reflexão e – no caso dos países budistas – à meditação. Ou ainda que mostrem a exuberância da natureza do planeta. O que não faltam são viagens exóticas, como uma excursão a cavalo na Mongólia ou um cruzeiro num navio quebra-gelo na Lapônia. O título do livro, dessa forma, é uma espécie de conselho bem-humorado – vá a esses lugares antes que seja tarde demais.

Para selecionar as 1.000 atrações turísticas, Patricia levou em conta sua própria experiência pessoal. "Escolhi os lugares que, durante minhas viagens, sobressaíram de alguma forma e continuaram na minha memória até hoje", disse ela a VEJA. A partir dessa pré-seleção, a autora consultou dezenas de órgãos de turismo de países e colegas de profissão. Foram sete anos de pesquisa. A primeira edição incluiu alguns locais que Patricia ainda não conhecia. Mas a maioria – 80% – ela já havia visitado ao menos uma vez. Evidentemente, a cada nova edição do guia, o serviço é atualizado. A versão original inseria dezesseis lugares do Brasil, desde os mais óbvios, como o Rio de Janeiro no Carnaval, até Belém, com destaque para o Mercado Ver-o-Peso. Na edição brasileira foram incluídas outras atrações do país, entre elas o Deserto do Jalapão, no Tocantins, o Festival Folclórico de Parintins, no Amazonas, e as Cataratas do Iguaçu. Não é difícil entender por que um guia como o de Patricia Schultz faz tanto sucesso. O turismo é um dos setores que mais crescem na economia mundial. Hoje, ele já responde por 10% da economia do planeta. É natural que todos esses viajantes queiram descobrir novos países e novas culturas.

 
 
 
 
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