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Turismo Tesouros
do planeta Best-seller dos guias de viagem
indica os 1 000 lugares mais deslumbrantes para visitar 
Rosana Zakabi
Dar a volta ao mundo e conhecer lugares
surpreendentes é o sonho de muita gente. A americana Patricia Schultz há
vinte anos faz disso uma profissão. Ela é autora de duas dúzias
de guias turísticos internacionais que levam marcas conhecidas como Berlitz
e Frommer's. Também assina colunas sobre viagens em revistas. Em 2003,
Patricia lançou nos Estados Unidos o seu projeto mais ambicioso: o livro
1.000 Lugares para Conhecer Antes de Morrer, uma seleção
dos lugares mais atraentes para fazer turismo no mundo. Desde então, a
obra permanece na lista de best-sellers do jornal The New York Times
na semana passada, ocupava o 14º lugar. Já foi traduzida
para dezessete idiomas e vendeu mais de 2 milhões de cópias. Nesta
semana, o megaguia de Patricia chega às livrarias brasileiras, pela editora
Sextante. É possível
que o título algo lúgubre da obra afugente alguns leitores
afinal, por que associar a alegria de uma viagem turística à morte?
Não é difícil descobrir a intenção da autora
ao batizar o livro. Seu critério para a seleção de cada local
não é o conforto dos hotéis ou a qualidade dos restaurantes.
Ela busca cidades ou regiões que encantam o visitante pelas marcas da história,
ou que o induzam à reflexão e no caso dos países budistas
à meditação. Ou ainda que mostrem a exuberância
da natureza do planeta. O que não faltam são viagens exóticas,
como uma excursão a cavalo na Mongólia ou um cruzeiro num navio
quebra-gelo na Lapônia. O título do livro, dessa forma, é
uma espécie de conselho bem-humorado vá a esses lugares antes
que seja tarde demais. Para selecionar
as 1.000 atrações turísticas, Patricia levou em conta sua
própria experiência pessoal. "Escolhi os lugares que, durante minhas
viagens, sobressaíram de alguma forma e continuaram na minha memória
até hoje", disse ela a VEJA. A partir dessa pré-seleção,
a autora consultou dezenas de órgãos de turismo de países
e colegas de profissão. Foram sete anos de pesquisa. A primeira edição
incluiu alguns locais que Patricia ainda não conhecia. Mas a maioria
80% ela já havia visitado ao menos uma vez. Evidentemente, a cada
nova edição do guia, o serviço é atualizado. A versão
original inseria dezesseis lugares do Brasil, desde os mais óbvios, como
o Rio de Janeiro no Carnaval, até Belém, com destaque para o Mercado
Ver-o-Peso. Na edição brasileira foram incluídas outras atrações
do país, entre elas o Deserto do Jalapão, no Tocantins, o Festival
Folclórico de Parintins, no Amazonas, e as Cataratas do Iguaçu.
Não é difícil entender por que um guia como o de Patricia
Schultz faz tanto sucesso. O turismo é um dos setores que mais crescem
na economia mundial. Hoje, ele já responde por 10% da economia do planeta.
É natural que todos esses viajantes queiram descobrir novos países
e novas culturas. |