Edição 1 645 -19/4/2000

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Dinheiro compra felicidade?

A maioria das pessoas certamente responderia "não" à pergunta do título. Ainda assim, pesquisadores do Dartmouth College, nos Estados Unidos, e da Warwick University, na Inglaterra, resolveram medir a que quantia equivaleria um casamento feliz se pudesse ser trocado por dinheiro. Eles acompanharam milhares de pessoas durante quase trinta anos, avaliando o grau de satisfação no ambiente familiar e até que ponto o dinheiro influencia a felicidade em família. O resultado: só uma renda extra de 100.000 dólares por ano poderia produzir tanta satisfação quanto um casamento bem-sucedido.

 

Banho de inglês

A moda nas escolas de idioma são os chamados "programas de imersão". A proposta é passar dois ou três dias numa chácara ou hotel só ouvindo e falando inglês, por exemplo. A diária sai por 200 reais. As escolas garantem que dá resultado, principalmente para quem vai viajar, já sabe o básico do idioma e só precisa soltar a língua.

 

Ouro para quem acessar

Ivson


A internet não demorou a aderir a uma das mais antigas manias nacionais: a loteria. No ar há duas semanas, o site www.sortesolidaria.com.br apela à atração do brasileiro pelos sorteios para ganhar público e, ao mesmo tempo, fazer caridade. O internauta se cadastra no endereço. A partir daí, toda vez que acessar a rede verá uma pequena janela com anúncios. Enquanto mantiver a janela aberta, com os nomes dos patrocinadores do site piscando em sua tela, o participante acumula números para concorrer pela Loteria Federal a barras de ouro de 50 gramas. Cada peça vale cerca de 900 reais no mercado. Um décimo da renda com os anúncios é doado a programas como a Ação da Cidadania contra a Miséria e pela Vida e entidades como a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).

 

Seguro animal

Ninguém faz seguro com o objetivo de usar o serviço, mas como prevenção. É o caso de um plano novo oferecido por algumas seguradoras, feito para donos de cães bravos. Por 150 reais ao ano, a apólice cobre danos de até 20.000 reais que possam ser causados a terceiros pelo cão. Mesmo que o animal não morda, o seguro cobre as despesas com o tratamento da vítima em caso de tombo ao correr dos latidos.

 

Direções opostas

Um estudo da Universidade de Ulm, na Alemanha, concluiu que homens e mulheres utilizam partes distintas do cérebro para se localizar em lugares estranhos. Os pesquisadores monitoraram os cérebros de pessoas de ambos os sexos durante um teste em que elas tentavam sair de um labirinto virtual em três dimensões. Os homens recorreram a noções geométricas para realizar a tarefa. As mulheres preferiram usar a memória.

 

 

Não há nada pior para uma menina do que a chegada precoce da puberdade. Elas, mais do que os meninos, precisam estar preparadas para encarar essa fase de mudanças físicas e intensa agitação emocional. Um estudo realizado por psicólogos americanos revela que o ambiente familiar equilibrado é fundamental para que uma menina se desenvolva normalmente. A pesquisa detectou dois fatores que apressariam os sintomas da adolescência nas mulheres: um comportamento depressivo da mãe e a presença de um homem estranho à casa, um padrasto, por exemplo.

 

Boa notícia

Ouvir para aprender

Liane Neves


Os ministérios da Educação e da Saúde, em parceria com entidades médicas, resolveram encarar um dos vilões do baixo rendimento escolar: a deficiência auditiva não diagnosticada. Está em curso uma investigação sobre o tamanho do problema no país. Numa primeira etapa, mais de 260.000 alunos foram submetidos a testes com um vídeo distribuído às escolas. As rianças com suspeita de deficiência serão agora examinadas.

 

Má notícia

A praga da automedicação

Marcio Capovila


Comprar remédios e tomá-los por conta própria, sem o acompanhamento de um médico, é prática disseminada entre os brasileiros. Um levantamento do Ministério da Saúde revela que 80% dos medicamentos vendidos no país não têm prescrição médica. Os riscos são altos: segundo a pesquisa, cerca de 24.000 das 80.000 mortes por algum tipo de intoxicação registradas anualmente no Brasil podem estar ligadas à auto-medicação.

 

Um novo começo

A mais recente demanda verificada nas consultorias de recursos humanos não é pela recolocação de executivos desempregados com a onda de fusões entre empresas. Muitos profissionais na casa dos 50 anos, bem empregados e com o futuro garantido financeiramente, têm procurado os consultores com outro tipo de angústia: como se ocupar depois da aposentadoria? Os especialistas os orientam no planejamento de um negócio próprio, em geral ligado a um hobby do cliente. A intenção é que o executivo aposentado possa trabalhar se divertindo em sua "segunda carreira".

 

Preconceito declarado

Mais uma contra os fumantes: agora, parar de fumar pode ser pré-requisito para conseguir um emprego. Uma enquete com mais de 500 executivos realizada pela Manager, uma consultoria de São Paulo, revelou que 11% deles não contratariam um candidato que fosse adepto do cigarro. Mais da metade justificou-se dizendo simplesmente que os fumantes poluem demais o ambiente de trabalho. Outra parte dos antitabagistas alegou que funcionários que fumam apresentam baixa produtividade porque perdem tempo com o vício.

 

Para contar no bar

As pessoas costumam ficar espantadas com as compras milionárias feitas por alguns famosos. Para essas celebridades, no entanto, adquirir uma mansão ou uma Ferrari tem impacto mínimo sobre suas fortunas. O quadro lista alguns exemplos de gastos aparentemente extravagantes de gente muito rica e, por meio de uma conta matemática curiosa, mostra que essas despesas até poderiam ser consideradas normais


Editado por Christian Schwartz
Colaboraram Janaina Degraf e José Edward
e-mail: parausar@abril.com.br