Edição 1 645 -19/4/2000

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Beijinhos um tanto heterodoxos

Adriana Elias/Folha Imagem
Thomas e Borges: entusiasmo de festa, pessoal


Pensa que é a primeira vez que as belas Camila Pitanga e Deborah Secco se beijam na boquinha? Não é, não. Elas apenas repetiram, em desfile no Rio de Janeiro, um gesto da minissérie A Invenção do Brasil, que está para estrear na Globo, na qual vivem as irmãs índias Paraguaçu e Moema. "É só interpretação. As pessoas vão entender assistindo à cena", confia Deborah. Já o beijaço que o diretor de teatro Gerald Thomas pespegou no promoter Paulo Borges, numa festa em São Paulo, pode até ter sido o primeiro, mas durou um tempão. Quanto mais chegavam fotógrafos, mais entusiástico ficava o ósculo. "Homem beija homem, mulher beija mulher. De vez em quando tem até homem que beija mulher", simplifica Thomas. O nibelungo anda mesmo de bom humor ultimamente.

 

Uma coroa e duas uvas

Porthus Brito/Pioneiro


Se a missão da rainha da Festa da Uva de Caxias do Sul, na serra gaúcha, é brilhar e aparecer, a atual soberana, Fabiana Koch, 20 anos, está se saindo melhor que a encomenda. Primeiro, em novembro, ela tirou a concentração do craque Romário ao posar a seu lado num restaurante de sua cidade. Agora, quase perdeu o título quando se soube que a rainha em cima do carro alegórico em um desfile local em fevereiro, assistido por 40.000 pessoas, não era ela, e sim a irmã gêmea, Daniele. "Não foi para enganar. A Fabi só queria que eu sentisse a emoção", justificou Dani. Fabi levou um puxão de orelhas da comissão organizadora da festa, mas acabou perdoada.

 

Papai, mostra a tua cara

 
Fotos Selmy Yassuda
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Rafaella: na estréia, os aplausos do pai, Cacciola, e da
madrasta, Adriana

Em sua estréia como cantora profissional, a carioca Rafaella Cacciola, 27 anos, escolheu para o grand finale a música Brasil, de Cazuza. Na platéia seu pai, o banqueiro Salvatore Cacciola, acompanhado da segunda mulher, Adriana, cantou junto e aplaudiu, entusiasmado. Para quem não se lembra da música: é aquela que manda o Brasil "mostrar a sua cara" e termina em "confia em mim". Para quem não se lembra de Cacciola: é o ex-dono do Marka, banco liquidado depois de uma mal explicada compra de dólares a preço de banana.

 

Cacique na mira de índio

Ed Ferreira/AE
ACM e Iabaday: o senador não precisou chamar a cavalaria para conter o silvícola


O tempo anda fechado para o senador baiano Antonio Carlos Magalhães. Depois de ser atacado pela ex-primeira-dama paulistana Nicéa Pitta na Rede Globo e de enfrentar um bate-boca federal com o colega Jader Barbalho, ACM viu-se na quinta-feira passada na mira de uma flecha do índio suruí Henrique Iabaday, de Rondônia. Integrante de uma marcha contra a comemoração dos 500 anos da descoberta do Brasil, Iabaday furou a segurança da Câmara e encarou o senador, exigindo a aprovação do Estatuto das Sociedades Indígenas. ACM, que não é de se intimidar, nem diante de índio pintado, colocou o dedo em riste e mandou o silvícola para fora no grito, sem precisar chamar a cavalaria.

 

A vez da herdeira

Ivanka: mais uma Trump exibida

Papai não perde a chance de aparecer. Mamãe passa a vida de festa em festa, nos Estados Unidos, na Europa e até por aqui. Não podia dar outra: na edição de abril da revista GQ, Ivanka, 18 anos, filha de Donald e Ivana Trump, ganha brilho próprio em um ensaio sensual. Munida de caras, bocas e uma roupinha transparente, Ivanka mostra – entre muitas outras coisas – que tem jeito para o metiê. Mas não descarta seguir os passos do pai no ramo da construção civil. "Sou apaixonada por arquitetura", suspira.

 

Priscila Arida

Claudio Rossi


Perguntadeira desde criancinha, Priscila, 46 anos, artista plástica e irmã do ex-presidente do Banco Central Persio Arida, lança o livro Oh! Dúvida Cruel, com respostas a dúvidas que não querem calar.

Veja – Por que todo parente de famoso escreve livro?
Priscila – Para pegar carona no nome.

Veja – Quantas dúvidas você tem por dia?
Priscila – Dez, no mínimo.

Veja – A qual você nunca conseguiu responder?
Priscila – Por que jogador de futebol vive cuspindo.

Veja – O que está pesquisando agora?
Priscila – Por que as mulheres vão sempre juntas ao banheiro.
Deve ser timidez ou para falar mal dos outros.

Veja – De que tipo de pergunta você mais gosta?
Priscila – As de comportamento, como: por que o bocejo é contagioso?

Veja – Qual é a resposta?
Priscila – Por empatia, ato reflexo. Ao certo, ninguém sabe. Mas só acontece quando há desinteresse, tédio. Você não está com vontade de bocejar agora, está?

 

Editado por Lizia Bydlowski.
Colaboraram Aida Veiga, Silvia Rogar e Thaís Furtado