Trinados digitais
O neo-romântico Leonardo é
o primeiro
artista brasileiro a entrar na era do DVD
Claudio Rossi
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Leonardo: produção tímida,
se comparada à dos discos
estrangeiros |
O cantor neo-romântico Leonardo lançou o
primeiro disco de vídeo digital produzido no país.
O DVD é aquele CD que substitui com vantagens as
fitas de vídeo: comporta até oito horas de
gravação de filme e tem qualidade de som e
imagem muito superior. Leonardo ao Vivo traz o registro
de um show recente do artista. Além disso, acionando-se
o cardápio que aparece na tela, podem-se ver clipes
e fotos de Leonardo e conhecer os bastidores do espetáculo.
No mercado desde dezembro, o DVD do cantor vendeu até
agora 7.000 cópias, um
número bem razoável. Apesar do relativo sucesso,
o vídeo digital de Leonardo é uma produção
tímida. As imagens do show parecem feitas por um
cinegrafista amador. Falta uma entrevista com o ídolo,
item obrigatório nos similares internacionais. E
a quem interessa ver um grupo de operários montando
o palco para o espetáculo?
Nos Estados Unidos, onde os DVDs musicais oferecem diversão
muito mais completa ao espectador, a nova tecnologia caminha
a passos largos para substituir o videocassete. Só
no ano passado foram vendidos 3,9 milhões de aparelhos
que executam o sistema. No Brasil, estima-se que 60.000
lares já estejam equipados com ele, contra 18 milhões
que têm videocassete. "A nossa expectativa é
de que, no Brasil, o DVD substitua as fitas de vídeo
em oito anos", diz Omar Jundi, diretor-geral da Warner Vídeo.
Por enquanto, o único empecilho para a popularização
do DVD no mercado brasileiro é o preço. Um
aparelho custa em torno de 1.000
reais, mais que o dobro de um videocassete. Em compensação,
não é preciso gastar muito para adquirir um
disco: um filme custa entre 30 e 40 reais. Uma aparente
desvantagem do DVD em relação ao vídeo
é que seus discos não são feitos para
rodar em qualquer aparelho, por causa de um esquema antipirataria
criado pelas empresas produtoras de filmes e equipamentos.
Teoricamente, DVDs comercializados nos Estados Unidos não
poderiam ser executados numa máquina fabricada no
Brasil. Os brasileiros, no entanto, já encontraram
uma solução para esse problema. Técnicos
em eletrônica vêm sendo pagos para fazer com
que as máquinas nacionais rodem todo tipo de vídeo
digital.