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Edição 1978 . 18 de outubro de 2006

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Guia
Um personal para
chamar de seu

O profissional que tem a árdua missão
de não deixar que o aluno sucumba à
preguiça agora dá aulas de outros estilos:
ioga, corrida, bicicleta e danças de salão


Camila Antunes

Primeiro o personal trainer era exclusividade de quem tinha muito dinheiro. Depois se tornou acessível à classe média e foi incorporado ao dia-a-dia da academia – cobrando em média 50 reais por hora de aula. A novidade agora é que professores ensinam outras atividades, como a ioga, prometendo o mesmo benefício comprovado pelos treinos de musculação: 30% a mais de rendimento, comparado ao resultado da aula em grupo.

Movimento semelhante à popularização dos instrutores de educação física ocorre com os equipamentos de ginástica – segmento cujas vendas cresceram 30% no ano passado. Hoje, ter uma academia particular ainda é um luxo. Mas a queda dos preços pela metade nos últimos cinco anos indica que a sala de ginástica em casa vai ficar viável e arrebatar a preferência dos que adiam a prática de atividades físicas com a desculpa de faltar tempo.

 
Fabiano Accorsi
Personal dancer
O que ensina: danças de salão
Quem faz: Hortência Marcari, 47 anos, empresária e ex-jogadora de basquete
Por quê: "Em uma aula individual não é preciso acompanhar o ritmo do grupo. A evolução só depende de meu empenho", diz
O que aprendeu com seu personal: a ter um gingado mais solto
Onde pratica: na academia onde também faz musculação

 

Personal ioga
O que ensina: ioga
Quem faz: Zeca Bittencourt, 40 anos, diretor de teatro
Por quê: a agenda atribulada o impede de ter horários fixos. Além disso, prefere o acompanhamento individual da professora
O que aprendeu com seu personal: técnicas de respiração, concentração, relaxamento e correção da postura
Onde pratica: em casa
Preço da aula: 180 reais
Roberto Setton

 

Fabiano Accorsi
Personal runner
O que ensina: corrida
Quem faz: Adriana Mangabeira,
33 anos, advogada
Por quê: ela sofria de insônia e o médico recomendou a prática de uma atividade física. "Correr com um treinador dá mais ânimo. Eu não falto ao treino à toa", diz
O que aprendeu com seu personal: a dar ritmo à corrida. Ele controla a freqüência cardíaca e ela corre dentro de seu limite
Onde pratica: na academia e no parque
Preço da aula: 70 reais

 

Espaço para malhação

Esteiras e bicicletas correm o risco de virar cabide se colocadas num canto do quarto. A pedido de VEJA, a arquiteta Patricia Totaro, especialista em projetos de academia, sugeriu algumas alterações que transformam um cômodo qualquer num lugar adequado para malhar. O custo das mudanças foi calculado para uma sala de 9 metros quadrados e incluiu o valor da mão-de-obra

1 - Luz
Ideal: sancas de gesso para refletir a luz indireta. Lâmpadas no teto incomodam quando se faz algum exercício deitado
Quanto custa: 570 reais
Solução alternativa: luminária com luz indireta
Quanto custa: 230 reais

2 - Piso
Ideal: emborrachado. Evita marcas no chão feitas pelos halteres e também abafa um pouco o barulho da esteira
Quanto custa: 540 reais
Solução alternativa: forração de madeira
Quanto custa: 400 reais

3 - Ventilação
Ideal: sistema de ar-condicionado com renovação de ar do ambiente, sem abrir a janela
Quanto custa: 1 500 reais
Solução alternativa: instalar um ventilador de teto
Quanto custa: 230 reais

4 - Parede
Ideal: tons quentes, como vermelho, terra ou amarelo, que estimulam a prática esportiva
Quanto custa: 450 reais
Solução alternativa: pintar a parede por conta própria (80% do valor acima refere-se à mão-de-obra)
Quanto custa: 90 reais

 

Os aparelhos estão mais baratos

A tecnologia avançou a ponto de derrubar pela metade o preço dos equipamentos esportivos que há cinco anos eram top de linha. Eis alguns exemplos

Fotos divulgação

 
 
 
 
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