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Radar
Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)
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PT
Chá de sumiço
1
Lula deu uma ordem expressa a José Genoíno,
presidente do PT: quer que Delúbio Soares, tesoureiro do
partido, tome um chá-de-sumiço até o final
do processo eleitoral. Para Lula, quanto menos Delúbio aparecer,
melhor para o governo e para o PT.
Chá de sumiço
2
Aliás, a vida útil de Delúbio Soares
na tesouraria do PT tem os dias contados. Após a eleição,
ele trocará de posto na máquina petista, ocupando
cargo de menor destaque.
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GOVERNO
Tempo bom
José Dirceu e Aldo Rebelo não viraram amigos
(nem há chance de isso vir a acontecer), mas é patente
que se desanuviou o clima pesado entre eles.
O Brasil grande de
Lula
O governo prepara uma supercomemoração de
7 de Setembro. A idéia (já ensaiada no ano passado)
é desmilitarizar a data. Quem está no comando da operação
é o ministro Luiz Gushiken, que na última quarta-feira
reuniu um grupo para discutir o assunto. Vai ter de tudo
até um carro de Fórmula 1 de Ayrton Senna está
sendo providenciado para participar de um desfile em Brasília.
Estatais (Banco do Brasil, CEF e Petrobras à frente) e algumas
empresas privadas já foram acionadas para colaborar.
BC? Tô fora
O Banco Central ouviu oito "não" de executivos do
mercado financeiro convidados por ele para substituir Luiz Candiota
na diretoria de Política Monetária do BC. A turma
do mercado está morta de medo de ir para o governo por causa
de possíveis devassas em seu sigilo fiscal.
Patente ideológica
Num decreto recém-publicado, o governo decidiu que
o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) vai aprovar
os pedidos de patentes e contratos de tecnologia "de modo alinhado
às diretrizes de política industrial e tecnológica
aprovada pelo governo federal". Nem no Estado Novo ou na ditadura
militar isso aconteceu. A questão técnica passa, assim,
a ter um crivo político: o pedido de registro pode estar
absolutamente correto, mas o burocrata de plantão pode cismar
de analisá-lo sob o ponto de vista político.
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O amigão de Gushiken
Givaldo Barbosa/Ag. O Globo
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| Palocci: mensagem na TV para tirar
seu candidato do atoleiro |
Antonio Palocci
vive o paradoxo de ser o artífice da festejada
recuperação da economia e ver seu substituto
na prefeitura de Ribeirão Preto, Gilberto Maggioni,
amargar o quarto lugar nas pesquisas de intenção
de voto para as eleições de outubro. Por
ele, Palocci, que não queria se meter nas eleições,
abriu uma exceção: gravou na semana passada
três declarações de apoio que serão
incluídas no horário eleitoral de TV.
A primeira delas vai ao ar já na terça-feira.
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SEGURANÇA
O placar dos seqüestros
Há seis pessoas em cativeiro hoje na Grande São
Paulo duas delas crianças.
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JUDICIÁRIO
É processo demais
Um estudo do Ministério da Justiça,
que será divulgado na segunda-feira, estabeleceu um ranking
de produtividade entre os juízes brasileiros. Na média,
cada um julgou 1.104 processos em 2003
ou 4,6 por dia útil. Os ministros do STF foram os
mais produtivos: em média, foram 9.896
processos julgados por cada ministro em 2003. O que equivale à
enormidade de 41 a cada dia útil.
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MARANHÃO
Tentativa de trégua
Está em curso uma tentativa de trégua na brigalhada
maranhense. Emissários do cacique José Sarney já
conversaram com o governador José Reinaldo para que se fume
o cachimbo da paz entre as partes. Quem ainda emperra a reaproximação
é Roseana Sarney.
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REFORMA AGRÁRIA
A solução
de Trevisan
Luiz Dulci reúne-se nos próximos dias com
Antoninho Trevisan para discutir o projeto de reforma agrária
preparado pela empresa do consultor e auditor. Trevisan propõe
criar um fundo que emita certificados de entrega de produtos no
mercado de futuros. O dinheiro seria usado para financiar associações
de assentados que teriam de pagar pela terra para ter direito à
propriedade. Lula já leu o projeto e gostou.
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ECONOMIA
Mercadante e os bancos
O senador Aloizio Mercadante apresentará nos próximos
dias um projeto de lei destinado a provocar polêmica junto
aos bancos. Pelo projeto, os empregados passam a escolher o banco
em que seu salário será depositado pelas empresas,
acabando assim, segundo o senador, com a "reserva de mercado" dos
bancos. Seu objetivo é acirrar a concorrência bancária
e forçar a diminuição dos spreads.
Reviravolta no Cade
Os humores mudaram e hoje o mais provável é
que a fusão entre a Nestlé e a Garoto não seja
mais aprovada pelo Cade.
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PF
Sai de baixo
Vem aí, nos próximos dias, uma nova megaoperação
da Polícia Federal destinada a causar muito barulho.
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O
Garoto Bombril sai do ar depois de 26 anos
W/Brasil
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| Moreno: em seu lugar, representantes
das minorias |
O
personagem mais longevo e mais bem-sucedido da história
da propaganda brasileira vai morrer nos próximos
dias. Na quinta-feira vai ao ar o comercial de despedida
do Garoto Bombril, imortalizado pelo ator Carlos Moreno.
À sua maneira tímida e desajeitada, ele
tranqüilizará as donas-de-casa: "Não
se preocupem, fiz um bom pé-de-meia". A decisão
de "matá-lo" é de Washington Olivetto,
que o criou (junto com Francesc Petit), em 1978. Olivetto
sempre sonhou que o adeus fosse dado com sua criatura
no auge. E avaliou que o momento é este. Dois
exemplos: a Bombril tem 87% do mercado, apesar de toda
a crise por que passa a empresa. E o Garoto Bombril,
mesmo há dezoito meses fora do ar, foi considerado
um dos cinco comerciais mais lembrados, numa pesquisa
feita em julho. Com a responsabilidade de substituí-lo,
virá uma bem-humorada série de seis comerciais
com representantes de minorias.
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Colaboraram Eduardo Salgado
e Otavio Cabral
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