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Turismo
Hotéisi
    
= $$$$$$
Cinco estrelas que nada: os grandes
hotéis hoje têm seis e neles tudo é
superlativo inclusive os preços
Fotos divulgação
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CIPRIANI
Onde fica: Veneza, Itália
Diária na suíte: 9 870 dólares
Jardim particular com banheira de hidromassagem entre as
árvores |
Quem se hospeda num hotel de luxo, ou sonha
em fazê-lo, já sabe das mordomias que terá à
disposição: tapetes persas, cosméticos de grife
no banheiro, atendimento digno de mordomo inglês, e assim
por diante. Mas há muito mais. Nos últimos anos, os
hotéis requintados ganharam tantos aperfeiçoamentos
que, hoje, muitos deles formam uma categoria à parte e já
não podem receber a classificação tradicional
de "cinco-estrelas". Eles são chamados de hotéis "seis-estrelas".
Alguns deles são estabelecimentos tradicionais que turbinaram
ainda mais seus padrões de excelência, como o Ritz
de Londres e o Gritti Palace, de Veneza. Outros são construções
recentes, como o espetacular Burj al Arab de Dubai, nos Emirados
Árabes. Todos têm em comum o fato de fornecer aos hóspedes
uma experiência única em termos de conforto e uma tabela
de preços mais salgada do que caviar. Na maioria deles, as
diárias começam em 2.000
dólares e, no caso de uma suíte espaçosa, podem
atingir 10 000 dólares.
Divulgação
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PENINSULA
Onde fica: Bangcoc, Tailândia
Diária na suíte: 2 600 dólares
Vista deslumbrante e salas de estar e jantar para dez pessoas
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E o que oferecem de tão exclusivo, afinal,
os hotéis seis-estrelas? "Eles não têm o lobby
recheado de lojas Prada e Louis Vuitton, cada hóspede é
tratado pelo nome por todos os funcionários e a recepção
é capaz de atender a qualquer pedido", disse a VEJA o arquiteto
americano David Beer, cujo escritório é especialista
na construção ou na reforma dos novos templos da hospitalidade.
"O quarto deve ser arrumado mais de uma vez por dia, a cada vez
que o hóspede o usar", destaca Fabrizio Fasano, dono do hotel
que leva seu nome, o mais chique de São Paulo.
Alguns dos mimos dos seis-estrelas são
realmente de tirar o fôlego. No Burj al Arab, há suítes
de 780 metros quadrados, com biblioteca, elevador privativo e sala
de cinema privada. O serviço de motorista transporta os hóspedes
em automóveis Rolls-Royce ou BMW. No Cipriani de Veneza o
hóspede dispõe de jardim-de-inverno particular no
qual uma banheira de hidromassagem fica "escondida" entre as árvores.
Além disso, o hotel oferece uma lancha (com capitão
e tudo) que fica à disposição do hóspede
seis horas por dia. Em comum, todos esses hotéis põem
um mordomo a serviço de cada hóspede e têm cozinhas
estreladas que funcionam 24 horas se alguém quiser
se deliciar com um jantar francês de cinco pratos às
3 horas da manhã, sempre haverá um chef no comando
de uma equipe para prepará-lo. Por fim, os hotéis
seis-estrelas evitam se tornar ponto de encontro de políticos,
socialites ou artistas locais. Neles não há bares
ou boates reluzentes, grandes salas de convenções
nem algo que atraia público flutuante. Festas de casamento
ou aniversário são malvistas pela maioria dos hotéis.
Seu foco está no hóspede, em seu conforto e bem-estar.
E em sua conta bancária, é claro.
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