Edição 1867 . 18 de agosto de 2004

Índice
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos
Claudio de Moura Castro
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
VEJA on-line
Contexto
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Turismo
Hotéisi = $$$$$$

Cinco estrelas que nada: os grandes
hotéis hoje têm seis e neles tudo é
superlativo – inclusive os preços


Fotos divulgação
CIPRIANI
Onde fica: Veneza, Itália
Diária na suíte: 9 870 dólares
Jardim particular com banheira de hidromassagem entre as árvores

Quem se hospeda num hotel de luxo, ou sonha em fazê-lo, já sabe das mordomias que terá à disposição: tapetes persas, cosméticos de grife no banheiro, atendimento digno de mordomo inglês, e assim por diante. Mas há muito mais. Nos últimos anos, os hotéis requintados ganharam tantos aperfeiçoamentos que, hoje, muitos deles formam uma categoria à parte e já não podem receber a classificação tradicional de "cinco-estrelas". Eles são chamados de hotéis "seis-estrelas". Alguns deles são estabelecimentos tradicionais que turbinaram ainda mais seus padrões de excelência, como o Ritz de Londres e o Gritti Palace, de Veneza. Outros são construções recentes, como o espetacular Burj al Arab de Dubai, nos Emirados Árabes. Todos têm em comum o fato de fornecer aos hóspedes uma experiência única em termos de conforto e uma tabela de preços mais salgada do que caviar. Na maioria deles, as diárias começam em 2.000 dólares e, no caso de uma suíte espaçosa, podem atingir 10 000 dólares.


Divulgação
PENINSULA
Onde fica: Bangcoc, Tailândia
Diária na suíte: 2 600 dólares
Vista deslumbrante e salas de estar e jantar para dez pessoas

E o que oferecem de tão exclusivo, afinal, os hotéis seis-estrelas? "Eles não têm o lobby recheado de lojas Prada e Louis Vuitton, cada hóspede é tratado pelo nome por todos os funcionários e a recepção é capaz de atender a qualquer pedido", disse a VEJA o arquiteto americano David Beer, cujo escritório é especialista na construção ou na reforma dos novos templos da hospitalidade. "O quarto deve ser arrumado mais de uma vez por dia, a cada vez que o hóspede o usar", destaca Fabrizio Fasano, dono do hotel que leva seu nome, o mais chique de São Paulo.

Alguns dos mimos dos seis-estrelas são realmente de tirar o fôlego. No Burj al Arab, há suítes de 780 metros quadrados, com biblioteca, elevador privativo e sala de cinema privada. O serviço de motorista transporta os hóspedes em automóveis Rolls-Royce ou BMW. No Cipriani de Veneza o hóspede dispõe de jardim-de-inverno particular no qual uma banheira de hidromassagem fica "escondida" entre as árvores. Além disso, o hotel oferece uma lancha (com capitão e tudo) que fica à disposição do hóspede seis horas por dia. Em comum, todos esses hotéis põem um mordomo a serviço de cada hóspede e têm cozinhas estreladas que funcionam 24 horas – se alguém quiser se deliciar com um jantar francês de cinco pratos às 3 horas da manhã, sempre haverá um chef no comando de uma equipe para prepará-lo. Por fim, os hotéis seis-estrelas evitam se tornar ponto de encontro de políticos, socialites ou artistas locais. Neles não há bares ou boates reluzentes, grandes salas de convenções nem algo que atraia público flutuante. Festas de casamento ou aniversário são malvistas pela maioria dos hotéis. Seu foco está no hóspede, em seu conforto e bem-estar. E em sua conta bancária, é claro.

 
 
 
 
topovoltar