O
advogado-geral da União, José Antonio Toffoli, anda assustado com
o fantasma dos grampos. Recentemente, numa conversa em seu gabinete, pediu um
favor a seu interlocutor: que ele retirasse a bateria de seu celular. Disse que
tinha medo de ser gravado. E, como se fosse um gesto de entendimento, imediatamente
tirou a bateria do próprio celular. Deve ser o "efeito Paulo Feijó",
o vice-governador do Rio Grande do Sul, que gravou conversas com adversários.
Toffoli faria melhor se pedisse uma dica ao precavido senador José Sarney.
Tempos atrás, Sarney comprou uma caneta que detecta se o interlocutor está
gravando o encontro.
Caso Varig
Curiosidade
nacional Além da VarigLog e da TransBrasil, alguém aí
tem a lista dos clientes do advogado-compadre Roberto Teixeira?
Ataques
estudados Um emissário de Denise Abreu foi ao Palácio
do Planalto às vésperas de seu depoimento ao Senado para acalmar
a turma governista.
Governo
Garibaldi,
o insaciável Lula reclamou com alguns
interlocutores do excesso de pedidos de cargos feitos pelos partidos aliados.
Disse que, apesar de já ter acertado um pacote de nomeações
com cada partido, alguns parlamentares aproveitam a iminência de alguma
votação importante para atacar. Um exemplo citado por Lula foi o
do presidente do Congresso, Garibaldi Alves.
Brasil
Massacre ao aborto 1 É
bom o ministro José Gomes Temporão tomar fôlego. Ele será
convidado a defender o aborto numa audiência pública contra sete
oponentes. Do outro lado estará um batalhão contra o aborto: o presidente
da CNBB, dom Geraldo Lyrio, o ministro do STF Carlos Alberto Direito, a ex-senadora
Heloísa Helena e quatro pastores evangélicos. O requerimento para
o debate será votado na terça-feira na Comissão de Constituição
e Justiça (CCJ) da Câmara, que está analisando um projeto
de descriminalização da interrupção voluntária
da gravidez.
Massacre ao aborto
2 Além do encontro, o massacre à
proposta já está assegurado pelo relator e presidente da comissão,
deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Seu relatório, que deve ser analisado
pela CCJ ainda neste mês, será contra o aborto.
Linha
dura A partir de um pedido do ministro Marcos
Vilaça, o TCU decidiu apertar o cerco em relação à
ação das ONGs na Amazônia: agora, vai auditar todas elas e
enviar ao Ministério Público o resultado.
Internacional
Entendendo Obama Na
terça-feira, o embaixador do Brasil em Washington, Antônio Patriota,
almoça com Anthony Lake, um dos principais assessores de política
externa de Barack Obama. No governo Clinton, Lake integrou o Conselho de Segurança
Nacional.
Economia
Quase
definido A negociação para
a compra da Texaco pelo grupo Ultra já está nos 44 minutos do segundo
tempo. Tem tudo para sair. Mas atenção: GP Investimentos, Cosan
e Ale correm por fora. É negócio para ficar entre 1,5 bilhão
e 2 bilhões. De dólares.
Cigarro
Quem banca a fumaça nas novelas? O
Ministério da Saúde está no ar com uma campanha que diz:
"Sabe por que o cigarro aparece nas telas de cinema e até nas novelas?
Porque a indústria do cigarro quer transformar você, que ainda é
jovem, em um fumante". Ou seja, insinua que o fumante das novelas seria patrocinado
pelas empresas de cigarro, num merchandising disfarçado. Como comercial
de cigarro é proibido, o Conselho Nacional de Auto-Regulamentação
Publicitária (Conar) mandou um ofício ao ministério pedindo
que ele revele em quais novelas essa infração acontece. Com toda
a certeza, a insinuação não será provada.
Livros
Record contrata Gleiser A
editora Record comprou o passe do físico Marcelo Gleiser. Seu novo livro,
Criação Imperfeita, em que pretende demolir a idéia
de que a natureza é regida pela perfeição, sai em 2010.
Pecado na igreja
Janduari
Sim Ies/Folha Imagem
Nossa
Senhora do Carmo: captou, mas não restaurou
Esta
igrejinha em Alcântara (MA), erguida no século XVII, foi reformada
no ano passado pelo Iphan por 338 000 reais. Beleza. Mas a tentativa anterior
de restauração da Igreja de Nossa Senhora do Carmo acabou em pecado:
Alaíde Poquiviqui, ex-presidente da ONG Funativa, captou 745 000
reais pela Lei Rouanet e não concluiu a obra. Pelo visto, ela não
se importa com o sétimo mandamento: é a terceira vez que Alaíde
capta dinheiro para restaurar igrejas e o desvia. O rombo deixado na praça
é superior a 1 bilhão de reais. A quantidade de projetos culturais
beneficiados pela Lei Rouanet que foram parar no Tribunal de Contas da União
por causa de irregularidades não pára de crescer: em 2008, já
foram enviados trinta projetos ao TCU um recorde.
Com
Paulo Celso Pereira. Colaborou Marcelo Bortoloti