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Cartas
Barack Obama Por menos preconceito que
se tenha em relação à questão racial, é inegável
que Barack Obama carrega um simbolismo impressionante, seja por sua cor, seja
por sua origem islâmica. Não bastasse isso, os EUA mostram a força
de um sistema que, a despeito do conservadorismo, dá exemplo da capacidade
de renovação e quebra de paradigmas ("Obama entra para a história",
11 de junho). O
povo americano dá uma lição de democracia, sapiência
e demonstra que não está satisfeito com o estilo de governar dos
últimos presidentes que residiram na Casa Branca. Tomara que essa aula
magna sobre eleição se traduza em reflexão para o povo brasileiro,
que, em sua maioria, provou que, na hora do escrutínio, decepciona aqueles
que desejam mudança. O
ser humano, quando não impedido de desenvolver os seus dons, é capaz
de notáveis conquistas. Um jovem negro, brilhante orador, formado em direito
pela Universidade Harvard, conseguiu romper as barreiras do preconceito de cor
nos Estados Unidos, país marcado por 250 anos de escravidão e pelo
menos 100 anos de intolerância racial. Obama
pode ser o fim de nosso vôo da galinha, caso os investidores acreditem nele
e migrem de nossa especulativa taxa de juro para a terra do Tio Sam. Seria um
adeus melancólico de Lula e seus números nem sempre confiáveis. Como
é bom nascer numa nação em que o povo é sábio,
livre e progressista. Se tivesse nascido numa aldeia tamberna, Obama nunca sairia
na capa de VEJA!
Hegemonia americana A reportagem "Os
séculos americanos" (11 de junho) é didática no sentido
de mostrar como funciona uma verdadeira democracia. É lamentável
que grande parte da opinião pública se limite a demonizar os Estados
Unidos e a criticar a desastrosa atuação do governo Bush. Quem
sabe essa reportagem não ajude a compreender a verdadeira solidez da
democracia americana, que está em via de eleger um presidente negro num
país onde apenas 13% da população é negra e que
até a década de 60 conviveu com sérios problemas de
discriminação racial.
Bolsa-aposentadoria de petistas A propósito
da reportagem "De bolsos cheios" (11 de junho), o Banco do Brasil reitera
que todos os seus executivos que aderiram ao Programa de Desligamento da Empresa
cumpriram integralmente os pré-requisitos legais e normativos internos
na sua concessão. Tão logo recebeu a demanda da revista, o BB colocou
um técnico para dar todas as informações sobre o funcionamento
do programa, que foi criado há mais de vinte anos e vem sendo gradativamente
aperfeiçoado nos últimos anos. Programas semelhantes aos do BB fazem
parte da gestão de recursos humanos de grandes empresas, não apenas
do setor financeiro, e são utilizados para dar estabilidade, autonomia
e segurança aos executivos em processos de transição no comando
dessas empresas ou em reestruturações organizacionais. VEJA omitiu
dos leitores a informação de que os valores recebidos pelos executivos
incluem, em boa parte, direitos trabalhistas acumulados por um período
de quase três décadas, representando poupança e economia feitas
pelos funcionários durante sua carreira, algo que qualquer empresa digna
proporciona a seus empregados. São exemplos dessas verbas as indenizações
decorrentes de férias adquiridas e proporcionais, 13º salário,
licenças-prêmio, abonos-assiduidade, quarentena legal e multa rescisória
do FGTS. A indenização final leva em conta ainda o tempo de serviço
prestado. O tratamento individualizado dado por VEJA pode levar a entender que
se utiliza o programa para beneficiar especificamente um ou outro executivo, o
que não é, absolutamente, verdadeiro. As regras valem para todos
que venham a preencher as condições estipuladas. A presença,
no conselho diretor do banco, de profissionais que tenham cumprido o ciclo empregatício
é prática já utilizada pelo BB em outras oportunidades e
constitui uma forma de preservar conhecimento, competência e comprometimento
para com a empresa. O Banco do Brasil lamenta o vazamento criminoso de informações
restritas, o que fere o sigilo bancário e funcional de executivos, dirigentes
e ex-dirigentes. Finalmente, informa que esse comportamento, certamente movido
por interesses escusos, e que não condiz com a postura dos funcionários
da casa, será apurado em inquérito administrativo interno, aplicando-se
aos responsáveis as medidas normativas e legais cabíveis.
Caso Varig Ao ler a reportagem
"A pergunta de 418 milhões de dólares" (11 de junho),
fica-se com a certeza de que estamos num país não apenas mal governado,
mas que representa o centro de um furacão de imoralidade pública,
um turbilhão de demagogia, mentira e mau-caratismo. O caso da venda da
Varig para a Gol é tão ridículo que, em vez de
ser presidenciável, tem gente que deveria estar atrás das grades.
Situação estapafúrdia, ambiente nocivo e constrangedor na
República. Um autêntico festival de grotesca falta de vergonha na
cara. Nos escândalos
políticos e administrativos anteriores, os personagens zombavam de
nossa inteligência, com manobras sórdidas para escapar do julgamento
social, político e jurídico. Agora, no escândalo da VarigLog, a
rapinagem ficou aguçada porque eles não só zombam do
povo brasileiro como tentam implantar uma espécie de maniqueísmo
administrativo, estando eles do lado do bem. Até quando iremos suportar essas
mazelas? Não está passando da hora de clamarmos pelo restabelecimento
da ordem constitucional neste país? O
Brasil está irremediavelmente perdido. É tanta a corrupção,
a bandidagem, a roubalheira que não dá mais para ter esperança
de que algum dia o país cresça e amadureça, não somente
no aspecto econômico mas também no sentido político. Toda
semana tem um escândalo novo. Aqueles que deveriam defender o país
e o cidadão estão diretamente envolvidos com a criminalidade. Quando
haverá um basta? Às
vezes eu prefiro acreditar que o presidente não sabe de nada. Do contrário,
seria muito cinismo para um chefe de nação.
Comendador Arcanjo Em função
da matéria "De caso com a máfia", publicada na edição
de VEJA de 11 de junho de 2008, determinei a imediata abertura de auditoria na
área, que já foi iniciada. Infelizmente, a auditoria já identificou
que a empresa Sapiens ainda presta serviços residuais ao GDF, decorrentes
de obrigações de contratos firmados por governos anteriores. Determinei
que fosse aberta licitação imediata para substituir essa empresa
nesses serviços. A Sapiens não ganhou nenhuma licitação
no meu governo. Informo, finalmente, que o meu governo reduziu em 77,73% os gastos
com a área de tecnologia. No último ano do governo anterior
2006 foram de 427.989.000 reais. No primeiro ano do meu governo
2007 foram de 95 341 000.
Desmatamento Lendo a reportagem "Muita
retórica, pouca ação" (11 de junho), não resisti
em perguntar: se a fiscalização do Ibama continua tão precária,
por que as vagas para o próximo concurso público para preencher
o quadro de fiscais são apenas 160, contra as 440 da ANI? Será
que tomar conta da vida alheia rende mais dividendos ao governo que fiscalizar
esse desmatamento criminoso com um poder destrutivo tão devastador? Estava mesmo faltando
ao Fome Zero uma ajudazinha: a operação "boi pirata",
do ministro Carlos Minc. Acho que o ministro não surtou. O talento dele
é mesmo de animador de auditório e comediante. Ele demonstra esse
talento até na forma como se veste. Com uma única motosserra derrubando
1 350 árvores por dia, resta-nos chorar mesmo a "seiva derramada", como
já disse o próprio Minc.
Patrick Michaels Parabéns
pela entrevista com o climatologista americano Patrick Michaels (Amarelas,
11 de junho), desmentindo todo esse catastrofismo ambientalista que traz no seu
bojo segundas intenções. Trinta anos atrás se falava de um
inverno glacial ameaçando a Terra; agora é um superaquecimento.
Doutor Patrick desmentiu tudo isso. O
entrevistado afirma que "a resposta política do governo americano
ao aquecimento global" foi a substituição de parte da gasolina
por etanol de milho. Mas não esclarece que, por consumir muito combustível
fóssil, a produção do etanol de milho evita apenas 20% de
emissões de gás carbônico (CO2), enquanto o álcool
de cana produzido no Brasil evita 80%. Michaels diz que, embora as emissões
de CO2 per capita dos países ricos sejam muito grandes, suas emissões
por produto interno bruto são pequenas. No entanto, se calcularmos as emissões
por energia consumida, o índice do Brasil é muito menor que o dos
países ricos. Logo, é uma questão de critério, sendo
que, por se tratar de energia, o último é o mais adequado. Discordo
também quanto ao desmatamento; este é, sem dúvida, a maior
contribuição brasileira para a emissão de CO2. Logo, reduzi-lo
é a melhor forma de o Brasil contribuir para mitigar o aquecimento global. É
uma pena um cientista renomado sugerir o represamento do gelo derretido nos Andes.
É uma pena um cientista dizer que não acredita que muitos de seus
colegas defendem a redução das emissões de gases causadores
do efeito estufa. É uma pena uma pessoa ter estudado tanto e não
ter aprendido nada.
Vida sem filhos Tenho 27 anos,
sou estudante de biologia e sempre tive vontade de fazer vasectomia (minha
opção para não ter filhos), mas tinha um pouco de medo de
como seria meu futuro sem filho. Gostaria de agradecer pela reportagem "A
sós, para sempre" (11 de junho), já que esta elimina o
meu medo e antecipa a minha cirurgia. Meus
parabéns a VEJA, por abordar o tema de maneira imparcial e objetiva. E
parabéns às pessoas que tomaram a sábia decisão de
não ter filhos. A baixa natalidade pode ser um problema em países
desenvolvidos, como mostrado na matéria, mas nunca o será no Brasil.
Devido, principalmente, a várias medidas de incentivo à natalidade,
o país apresenta um notório excesso populacional, e dá várias
mostras de que não comporta mais tanta gente. Essa, inclusive, é
a maior causa das grandes mazelas sociais por que passa o Brasil hoje: pessoas
em excesso geram poluição, degradação do planeta,
miséria, pobreza, desemprego, luta por sobrevivência e, inevitavelmente,
violência, presente como nunca nas grandes cidades brasileiras. A
reportagem "A sós, para sempre" mostrou uma visão materialista
dos casais sem filhos, ao destacar a questão financeira. Já de início,
o título dá a impressão de que essas pessoas não
gostam de companhia. Ao contrário: casais sem filhos amam a liberdade
que têm justamente porque ela os deixa mais disponíveis para
encontros com amigos e familiares, e também para viagens e programas
a dois. Acho importante frisar que gostamos de crianças e respeitamos quem
opta pela maternidade. É
impressionante quanto a sociedade cobra da gente a obrigação de
procriar, como se fôssemos obrigadas a dar continuidade à perpetuação
da espécie humana. Estou casada há doze anos, e não passa
uma semana sem que alguém me cobre "quando é que você
vai ter um nenê?". Quando digo que nunca, as pessoas se espantam, pensam
que é algum problema de saúde comigo ou com meu marido. A sociedade
não aceita sua opção e seu dom de não ser mãe.
Lya Luft Muito bom o artigo
sobre "Honrar pai e mãe" (Ponto de vista, 11 de junho). Sou mãe
de três quase adultos (entre 19 e 23 anos, ainda não os considero
100% adultos). Sempre senti muita dificuldade para discernir o certo do errado,
quanto a gente deve ser duro e quanto a gente deve ceder, em termos de educação de
filhos. A linha que separa os dois lados é muito tênue. Há
que ter bom senso. Mas qual seria o bom senso? Alguém me disse, quando
estava esperando meu primeiro filho: "Aproveite para dormir tranqüila
agora, porque depois que vierem os filhos sua vida nunca mais será a mesma."
É a mais pura verdade... Enquanto
as pessoas não compreenderem que está na família a melhora
das coisas, por meio de valores éticos e morais transmitidos aos filhos,
não se chegará a lugar nenhum. Como querer, entre outras coisas
absurdas, que um jovem não morra ao volante, se seu pai, montado num carro
importado, não respeita nada além de sua conveniência? Quem
ama realmente cuida, dá exemplo, acompanha e honra diariamente a chance
de poder contribuir para a formação de uma pessoa de bem. Amamos
muito nossos filhos e reconhecemos que, para que eles sejam honrados, pais e mães
também devem sê-lo. Abrir mão da responsabilidade de orientar,
estabelecer limites, educar tendo o amor como base descaracteriza nosso papel.
É muito difícil educar, principalmente com a concorrência
desleal que o cotidiano impõe. É difícil dizer não,
alertando contra as facilidades que inebriam. Para os filhos, há sempre
pais melhores que os deles. Gerar e parir é fácil. Difícil
é preparar os filhos para que sejam adultos dignos, éticos,
responsáveis, solidários e comprometidos, amando-os, respeitando-os
e impondo limites. Sou
de 1935 e fui criada sem questionar ordens. As máximas em casa eram: "Não
faças aos outros o que não gostarias que te fizessem" e "Criança
não tem querer". Nem por isso precisei do auxílio de psicólogo
ou psiquiatra para enfrentar tudo o que o destino me reservou. As
transformações por que passamos, sejam elas científicas,
econômicas, políticas ou sociais, não podem e não devem
atingir o comportamento básico dos pais para com os filhos, ou vice-versa,
com a predominância do amor e do respeito mútuos. E o respeito não
está ligado à liberalidade, mas à educação
alicerçada no bom exemplo e na presença constante dos pais no desenvolvimento
de seus filhos. Acho que, se cada brasileiro
pudesse responder honestamente se tem condições de ser boa
mãe ou bom pai, teríamos menos crianças abandonadas, agredidas
e até assassinadas pelos próprios pais. A realidade é que
nem todos têm talento e vocação para isso. Nem deve ser esse
o objetivo ou a obrigação da vida. Num planeta com mais de 6 bilhões
de humanos e recursos naturais escassos, ter filhos é ato de coragem que
nem todos têm. Só para lembrar Machado de Assis nos 100 anos de sua
morte: "Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o
legado de nossa miséria". Assim ele encerra Memórias Póstumas
de Brás Cubas. Em
pleno século XXI, Lya Luft ainda se inebria em discutir utopias. Sua eterna
subjetividade exala nostalgia e nos entorpece. Infelizmente, o século das
luzes ficou para trás. É hora de abandonar teorias subjetivas e
sair do senso comum. Ainda vivemos na Terra, não é?
Minimercados Na
edição 2 064 de VEJA, pude perceber mais de perto o cenário
atual e futuro do varejo brasileiro, no qual nem sempre a prosperidade de um negócio
está no fato de se localizar no centro da cidade ou em seu tamanho,
pois a procura incessante por praticidade, economia de tempo e dinheiro faz com
que o consumidor busque alternativas. Uma dessas é o mercadinho de bairro,
onde é possível encontrar tudo e perto de casa.
Dieta Gostaria
de cumprimentar esses profissionais que entendem nossa dificuldade para manter
uma dieta diferenciada dos nossos próximos e nos facilitam essa tarefa
com alimentos frescos e higienizados. Com esse tipo de dieta não passo
fome e já emagreci o que pretendia (4 quilos em um mês), mas
continuo com a dieta de manutenção para me alimentar de forma correta.
Lorenzo Odone Muito oportuna e esclarecedora a nota
publicada em Datas (11 de junho), com o exemplo da história de vida de
Lorenzo Odone, que viveu 30 anos, contrariando o que os médicos diziam.
Eu e minha ex-esposa também fomos pegos de surpresa quando foi diagnosticado
que o nosso filho era portador de adrenoleucodistrofia, aos 8 anos. Mesmo sem
o óleo de Lorenzo, ele ainda viveu até os 17 anos.
Televisão Fiquei
decepcionada ao ler a reportagem "Que bicho é esse?" (11 de junho),
sobre os Backyardigans. Ao afirmar que o desenho "tem lá algum caráter
educativo", diminuiu o que percebo que existe de mais importante na atração:
fazer com que as crianças de hoje consigam usar a imaginação
e estimular a criatividade.
Aviação Verdadeiro
contra-senso a foto mostrada na reportagem "A fila dos muito ricos"
(11 de junho), sobre os jatinhos do Brasil. Ela exibe o pátio do aeroporto
de Uberaba cheio de jatinhos, enquanto nós, daqui da cidade, para viajar
de avião, somos obrigados a recorrer ao aeroporto de Uberlândia,
o mais próximo. O único vôo de Uberaba para São
Paulo parou de operar no mês passado em nosso aeroporto recém-reformado
em obra de alto custo. Isso mostra que ele só serve para receber jatinhos
particulares. O cidadão mais uma vez ficou na mão.
Tensão profissional Cumprimento VEJA pela excelente
reportagem "Stress no claustro" (4 de junho), sobre o nível de
stress vivido por sacerdotes e freiras católicos. Esse mal não é
um problema enfrentado apenas por religiosos católicos. Essa ausência
de qualidade de vida também é partilhada por pastores protestantes,
rabinos e líderes de outras religiões, cuja vida tem algo especialmente
comum: dedicação em tempo integral aos fiéis de suas organizações.
Legados dos japoneses Excelente
a reportagem especial "De A a Z 100 legados japoneses"
(4 de junho). Até mesmo pela recepção que os primeiros imigrantes
tiveram no Brasil, com rápida integração em nossa sociedade,
pela miscigenação de raças e culturas, enfim, pelo avançado
grau de amizade entre povos tão distintos, calculei que o assunto
despertaria a atenção de nisseis, sanseis e demais descendentes,
já abrasileirados o suficiente para transmitir, com o nosso calor humano
característico, uma mensagem, por menor que fosse, de otimismo, de confiança
e até mesmo de agradecimento à revista. Afinal, não me lembro
de ter visto, nas edições de VEJA, nenhuma reportagem especial "De
A a Z 100 legados de qualquer outro povo" que imigrou para o Brasil.
Eder Coimbra O garoto Eder Coimbra, 15 anos, vencedor
do quadro Soletrando do programa Caldeirão do Huck, afirma que a
palavra mais difícil de soletrar foi "o nome dado a quem nasce em
Piraçununga: piraçununguense" ("Você sabe soletrar
psicroestesia?", Gente, 11 de junho). Segundo as normas ortográficas
vigentes da língua portuguesa, a grafia correta desse topônimo seria
de fato assim como apresentada, com o uso da cedilha, indicativo de palavras de
origem indígena. Entretanto, o nome da cidade do interior do estado de
São Paulo, onde está localizada a Academia da Força Aérea
Brasileira (AFA), é grafado "Pirassununga" (com dois esses),
por força de lei.
Correção: na entrevista que deu a VEJA (Amarelas, 11 de junho), Patrick Michaels equivocou-se. Onde ele diz que "o atual período é 0,8 grau mais quente que o anterior", leia-se "o atual período é 0,8 grau mais quente que o início do século XX". E onde ele afirma que "a temperatura deixaria de subir 0,7 grau em cinqüenta anos", leia-se "a temperatura deixaria de subir 0,07 grau em cinqüenta anos". Na reportagem "Muita retórica, pouca ação" (11 de junho), há um erro de cálculo. Uma motosserra acaba com 1 400 árvores por dia, e não com 1 350 árvores, como informado.
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