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Edição 2065

18 de junho de 2008
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Cartas

"O jovem negro formado em Harvard conseguiu romper as barreiras do preconceito num país marcado por 250 anos de escravidão."
Nelson Santiago Filho
João Pessoa, PB

Barack Obama

Por menos preconceito que se tenha em relação à questão racial, é inegável que Barack Obama carrega um simbolismo impressionante, seja por sua cor, seja por sua origem islâmica. Não bastasse isso, os EUA mostram a força de um sistema que, a despeito do conservadorismo, dá exemplo da capacidade de renovação e quebra de paradigmas ("Obama entra para a história", 11 de junho).
Etienne Douat
Joinville, SC

O povo americano dá uma lição de democracia, sapiência e demonstra que não está satisfeito com o estilo de governar dos últimos presidentes que residiram na Casa Branca. Tomara que essa aula magna sobre eleição se traduza em reflexão para o povo brasileiro, que, em sua maioria, provou que, na hora do escrutínio, decepciona aqueles que desejam mudança.
Valdomiro Nenevê
São José dos Pinhais, PR

O ser humano, quando não impedido de desenvolver os seus dons, é capaz de notáveis conquistas. Um jovem negro, brilhante orador, formado em direito pela Universidade Harvard, conseguiu romper as barreiras do preconceito de cor nos Estados Unidos, país marcado por 250 anos de escravidão e pelo menos 100 anos de intolerância racial.
Nelson Santiago Filho
João Pessoa, PB

Obama pode ser o fim de nosso vôo da galinha, caso os investidores acreditem nele e migrem de nossa especulativa taxa de juro para a terra do Tio Sam. Seria um adeus melancólico de Lula e seus números nem sempre confiáveis.
Ubiratã Caldeira
São Bernardo do Campo, SP

Como é bom nascer numa nação em que o povo é sábio, livre e progressista. Se tivesse nascido numa aldeia tamberna, Obama nunca sairia na capa de VEJA!
Moacir F. de Castilhos
Francisco Beltrão, PR

 

Hegemonia americana

A reportagem "Os séculos americanos" (11 de junho) é didática no sentido de mostrar como funciona uma verdadeira democracia. É lamentável que grande parte da opinião pública se limite a demonizar os Estados Unidos e a criticar a desastrosa atuação do governo Bush. Quem sabe essa reportagem não ajude a compreender a verdadeira solidez da democracia americana, que está em via de eleger um presidente negro num país onde apenas 13% da população é negra e que até a década de 60 conviveu com sérios problemas de discriminação racial.
Carlos Nicolau Conte
Rio de Janeiro, RJ

 

Bolsa-aposentadoria de petistas

A propósito da reportagem "De bolsos cheios" (11 de junho), o Banco do Brasil reitera que todos os seus executivos que aderiram ao Programa de Desligamento da Empresa cumpriram integralmente os pré-requisitos legais e normativos internos na sua concessão. Tão logo recebeu a demanda da revista, o BB colocou um técnico para dar todas as informações sobre o funcionamento do programa, que foi criado há mais de vinte anos e vem sendo gradativamente aperfeiçoado nos últimos anos. Programas semelhantes aos do BB fazem parte da gestão de recursos humanos de grandes empresas, não apenas do setor financeiro, e são utilizados para dar estabilidade, autonomia e segurança aos executivos em processos de transição no comando dessas empresas ou em reestruturações organizacionais. VEJA omitiu dos leitores a informação de que os valores recebidos pelos executivos incluem, em boa parte, direitos trabalhistas acumulados por um período de quase três décadas, representando poupança e economia feitas pelos funcionários durante sua carreira, algo que qualquer empresa digna proporciona a seus empregados. São exemplos dessas verbas as indenizações decorrentes de férias adquiridas e proporcionais, 13º salário, licenças-prêmio, abonos-assiduidade, quarentena legal e multa rescisória do FGTS. A indenização final leva em conta ainda o tempo de serviço prestado. O tratamento individualizado dado por VEJA pode levar a entender que se utiliza o programa para beneficiar especificamente um ou outro executivo, o que não é, absolutamente, verdadeiro. As regras valem para todos que venham a preencher as condições estipuladas. A presença, no conselho diretor do banco, de profissionais que tenham cumprido o ciclo empregatício é prática já utilizada pelo BB em outras oportunidades e constitui uma forma de preservar conhecimento, competência e comprometimento para com a empresa. O Banco do Brasil lamenta o vazamento criminoso de informações restritas, o que fere o sigilo bancário e funcional de executivos, dirigentes e ex-dirigentes. Finalmente, informa que esse comportamento, certamente movido por interesses escusos, e que não condiz com a postura dos funcionários da casa, será apurado em inquérito administrativo interno, aplicando-se aos responsáveis as medidas normativas e legais cabíveis.
Carlos Alberto Barretto de Carvalho
Assessor de imprensa do Banco do Brasil
Brasília, DF

 

Caso Varig

Ao ler a reportagem "A pergunta de 418 milhões de dólares" (11 de junho), fica-se com a certeza de que estamos num país não apenas mal governado, mas que representa o centro de um furacão de imoralidade pública, um turbilhão de demagogia, mentira e mau-caratismo. O caso da venda da Varig para a Gol é tão ridículo que, em vez de ser presidenciável, tem gente que deveria estar atrás das grades. Situação estapafúrdia, ambiente nocivo e constrangedor na República. Um autêntico festival de grotesca falta de vergonha na cara.
Osny Martins
Joinville, SC

Nos escândalos políticos e administrativos anteriores, os personagens zombavam de nossa inteligência, com manobras sórdidas para escapar do julgamento social, político e jurídico. Agora, no escândalo da VarigLog, a rapinagem ficou aguçada porque eles não só zombam do povo brasileiro como tentam implantar uma espécie de maniqueísmo administrativo, estando eles do lado do bem. Até quando iremos suportar essas mazelas? Não está passando da hora de clamarmos pelo restabelecimento da ordem constitucional neste país?
Elson Duques dos Santos
Cuiabá, MT

O Brasil está irremediavelmente perdido. É tanta a corrupção, a bandidagem, a roubalheira que não dá mais para ter esperança de que algum dia o país cresça e amadureça, não somente no aspecto econômico mas também no sentido político. Toda semana tem um escândalo novo. Aqueles que deveriam defender o país e o cidadão estão diretamente envolvidos com a criminalidade. Quando haverá um basta?
Alba M.S. Miranda
Belo Horizonte, MG

Às vezes eu prefiro acreditar que o presidente não sabe de nada. Do contrário, seria muito cinismo para um chefe de nação.
David Maciel de Sousa
Boa Vista, RR

 

Comendador Arcanjo

Em função da matéria "De caso com a máfia", publicada na edição de VEJA de 11 de junho de 2008, determinei a imediata abertura de auditoria na área, que já foi iniciada. Infelizmente, a auditoria já identificou que a empresa Sapiens ainda presta serviços residuais ao GDF, decorrentes de obrigações de contratos firmados por governos anteriores. Determinei que fosse aberta licitação imediata para substituir essa empresa nesses serviços. A Sapiens não ganhou nenhuma licitação no meu governo. Informo, finalmente, que o meu governo reduziu em 77,73% os gastos com a área de tecnologia. No último ano do governo anterior – 2006 – foram de 427.989.000 reais. No primeiro ano do meu governo – 2007 – foram de 95 341 000.
José Roberto Arruda
Governador do Distrito Federal
Brasília, DF

 

Desmatamento

Lendo a reportagem "Muita retórica, pouca ação" (11 de junho), não resisti em perguntar: se a fiscalização do Ibama continua tão precária, por que as vagas para o próximo concurso público para preencher o quadro de fiscais são apenas 160, contra as 440 da ANI? Será que tomar conta da vida alheia rende mais dividendos ao governo que fiscalizar esse desmatamento criminoso com um poder destrutivo tão devastador?
Nídia Dimas Coutinho
Brasília, DF

Estava mesmo faltando ao Fome Zero uma ajudazinha: a operação "boi pirata", do ministro Carlos Minc. Acho que o ministro não surtou. O talento dele é mesmo de animador de auditório e comediante. Ele demonstra esse talento até na forma como se veste. Com uma única motosserra derrubando 1 350 árvores por dia, resta-nos chorar mesmo a "seiva derramada", como já disse o próprio Minc.
Flávio da Silva Oliveira
Belém, PA

 

Patrick Michaels

Parabéns pela entrevista com o climatologista americano Patrick Michaels (Amarelas, 11 de junho), desmentindo todo esse catastrofismo ambientalista que traz no seu bojo segundas intenções. Trinta anos atrás se falava de um inverno glacial ameaçando a Terra; agora é um superaquecimento. Doutor Patrick desmentiu tudo isso.
Felipe Aquino
Lorena, SP

O entrevistado afirma que "a resposta política do governo americano ao aquecimento global" foi a substituição de parte da gasolina por etanol de milho. Mas não esclarece que, por consumir muito combustível fóssil, a produção do etanol de milho evita apenas 20% de emissões de gás carbônico (CO2), enquanto o álcool de cana produzido no Brasil evita 80%. Michaels diz que, embora as emissões de CO2 per capita dos países ricos sejam muito grandes, suas emissões por produto interno bruto são pequenas. No entanto, se calcularmos as emissões por energia consumida, o índice do Brasil é muito menor que o dos países ricos. Logo, é uma questão de critério, sendo que, por se tratar de energia, o último é o mais adequado. Discordo também quanto ao desmatamento; este é, sem dúvida, a maior contribuição brasileira para a emissão de CO2. Logo, reduzi-lo é a melhor forma de o Brasil contribuir para mitigar o aquecimento global.
Luiz Pinguelli Rosa
Diretor da COPPE/UFRJ
Secretário do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas
Rio de Janeiro, RJ

É uma pena um cientista renomado sugerir o represamento do gelo derretido nos Andes. É uma pena um cientista dizer que não acredita que muitos de seus colegas defendem a redução das emissões de gases causadores do efeito estufa. É uma pena uma pessoa ter estudado tanto e não ter aprendido nada.
Oswaldo Sampaio
Rio de Janeiro, RJ

 

Vida sem filhos

Tenho 27 anos, sou estudante de biologia e sempre tive vontade de fazer vasectomia (minha opção para não ter filhos), mas tinha um pouco de medo de como seria meu futuro sem filho. Gostaria de agradecer pela reportagem "A sós, para sempre" (11 de junho), já que esta elimina o meu medo e antecipa a minha cirurgia.
Fernando Carneiro
São Domingos, BA

Meus parabéns a VEJA, por abordar o tema de maneira imparcial e objetiva. E parabéns às pessoas que tomaram a sábia decisão de não ter filhos. A baixa natalidade pode ser um problema em países desenvolvidos, como mostrado na matéria, mas nunca o será no Brasil. Devido, principalmente, a várias medidas de incentivo à natalidade, o país apresenta um notório excesso populacional, e dá várias mostras de que não comporta mais tanta gente. Essa, inclusive, é a maior causa das grandes mazelas sociais por que passa o Brasil hoje: pessoas em excesso geram poluição, degradação do planeta, miséria, pobreza, desemprego, luta por sobrevivência e, inevitavelmente, violência, presente como nunca nas grandes cidades brasileiras.
Bruno Brant Pereira
Santarém, PA

A reportagem "A sós, para sempre" mostrou uma visão materialista dos casais sem filhos, ao destacar a questão financeira. Já de início, o título dá a impressão de que essas pessoas não gostam de companhia. Ao contrário: casais sem filhos amam a liberdade que têm justamente porque ela os deixa mais disponíveis para encontros com amigos e familiares, e também para viagens e programas a dois. Acho importante frisar que gostamos de crianças e respeitamos quem opta pela maternidade.
Cibele Habermann
São Bernardo do Campo, SP

É impressionante quanto a sociedade cobra da gente a obrigação de procriar, como se fôssemos obrigadas a dar continuidade à perpetuação da espécie humana. Estou casada há doze anos, e não passa uma semana sem que alguém me cobre "quando é que você vai ter um nenê?". Quando digo que nunca, as pessoas se espantam, pensam que é algum problema de saúde comigo ou com meu marido. A sociedade não aceita sua opção e seu dom de não ser mãe.
Waldimira Ribeiro Lisboa
Belo Horizonte, MG

 

Lya Luft

Muito bom o artigo sobre "Honrar pai e mãe" (Ponto de vista, 11 de junho). Sou mãe de três quase adultos (entre 19 e 23 anos, ainda não os considero 100% adultos). Sempre senti muita dificuldade para discernir o certo do errado, quanto a gente deve ser duro e quanto a gente deve ceder, em termos de educação de filhos. A linha que separa os dois lados é muito tênue. Há que ter bom senso. Mas qual seria o bom senso? Alguém me disse, quando estava esperando meu primeiro filho: "Aproveite para dormir tranqüila agora, porque depois que vierem os filhos sua vida nunca mais será a mesma." É a mais pura verdade...
Pérola Rawet Heilberg
São Paulo, SP

Enquanto as pessoas não compreenderem que está na família a melhora das coisas, por meio de valores éticos e morais transmitidos aos filhos, não se chegará a lugar nenhum. Como querer, entre outras coisas absurdas, que um jovem não morra ao volante, se seu pai, montado num carro importado, não respeita nada além de sua conveniência? Quem ama realmente cuida, dá exemplo, acompanha e honra diariamente a chance de poder contribuir para a formação de uma pessoa de bem.
Hermano Campos Wanderley Reis
Belo Horizonte, MG

Amamos muito nossos filhos e reconhecemos que, para que eles sejam honrados, pais e mães também devem sê-lo. Abrir mão da responsabilidade de orientar, estabelecer limites, educar tendo o amor como base descaracteriza nosso papel. É muito difícil educar, principalmente com a concorrência desleal que o cotidiano impõe. É difícil dizer não, alertando contra as facilidades que inebriam. Para os filhos, há sempre pais melhores que os deles. Gerar e parir é fácil. Difícil é preparar os filhos para que sejam adultos dignos, éticos, responsáveis, solidários e comprometidos, amando-os, respeitando-os e impondo limites.
Ana Alyde P. de Azevedo Silva Rangel
Manaus, AM

Sou de 1935 e fui criada sem questionar ordens. As máximas em casa eram: "Não faças aos outros o que não gostarias que te fizessem" e "Criança não tem querer". Nem por isso precisei do auxílio de psicólogo ou psiquiatra para enfrentar tudo o que o destino me reservou.
Anna Katharina Holzmann
Guarujá, SP

As transformações por que passamos, sejam elas científicas, econômicas, políticas ou sociais, não podem e não devem atingir o comportamento básico dos pais para com os filhos, ou vice-versa, com a predominância do amor e do respeito mútuos. E o respeito não está ligado à liberalidade, mas à educação alicerçada no bom exemplo e na presença constante dos pais no desenvolvimento de seus filhos.
Marcos Silva
Rondonópolis, MT

Acho que, se cada brasileiro pudesse responder honestamente se tem condições de ser boa mãe ou bom pai, teríamos menos crianças abandonadas, agredidas e até assassinadas pelos próprios pais. A realidade é que nem todos têm talento e vocação para isso. Nem deve ser esse o objetivo ou a obrigação da vida. Num planeta com mais de 6 bilhões de humanos e recursos naturais escassos, ter filhos é ato de coragem que nem todos têm. Só para lembrar Machado de Assis nos 100 anos de sua morte: "Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria". Assim ele encerra Memórias Póstumas de Brás Cubas.
Vera Souza Lima
Rio de Janeiro, RJ

Em pleno século XXI, Lya Luft ainda se inebria em discutir utopias. Sua eterna subjetividade exala nostalgia e nos entorpece. Infelizmente, o século das luzes ficou para trás. É hora de abandonar teorias subjetivas e sair do senso comum. Ainda vivemos na Terra, não é?
Heitor Munhoz Pereira e Camila C. Faria
Campo Grande, MS

 

Minimercados

Na edição 2 064 de VEJA, pude perceber mais de perto o cenário atual e futuro do varejo brasileiro, no qual nem sempre a prosperidade de um negócio está no fato de se localizar no centro da cidade ou em seu tamanho, pois a procura incessante por praticidade, economia de tempo e dinheiro faz com que o consumidor busque alternativas. Uma dessas é o mercadinho de bairro, onde é possível encontrar tudo – e perto de casa.
Mário Henrique Guilherme da Silva
Macaíba, RN

 

Dieta

Gostaria de cumprimentar esses profissionais que entendem nossa dificuldade para manter uma dieta diferenciada dos nossos próximos e nos facilitam essa tarefa com alimentos frescos e higienizados. Com esse tipo de dieta não passo fome e já emagreci o que pretendia (4 quilos em um mês), mas continuo com a dieta de manutenção para me alimentar de forma correta.
Adriana Aquino 
Vitória, ES

 

Lorenzo Odone

Muito oportuna e esclarecedora a nota publicada em Datas (11 de junho), com o exemplo da história de vida de Lorenzo Odone, que viveu 30 anos, contrariando o que os médicos diziam. Eu e minha ex-esposa também fomos pegos de surpresa quando foi diagnosticado que o nosso filho era portador de adrenoleucodistrofia, aos 8 anos. Mesmo sem o óleo de Lorenzo, ele ainda viveu até os 17 anos.
Francisco de Assis Martins de Sousa
Picos, PI

 

Televisão

Fiquei decepcionada ao ler a reportagem "Que bicho é esse?" (11 de junho), sobre os Backyardigans. Ao afirmar que o desenho "tem lá algum caráter educativo", diminuiu o que percebo que existe de mais importante na atração: fazer com que as crianças de hoje consigam usar a imaginação e estimular a criatividade.
Ana Carolina Cobucci Santana
Barbacena, MG

 

Aviação

Verdadeiro contra-senso a foto mostrada na reportagem "A fila dos muito ricos" (11 de junho), sobre os jatinhos do Brasil. Ela exibe o pátio do aeroporto de Uberaba cheio de jatinhos, enquanto nós, daqui da cidade, para viajar de avião, somos obrigados a recorrer ao aeroporto de Uberlândia, o mais próximo. O único vôo de Uberaba para São Paulo parou de operar no mês passado em nosso aeroporto recém-reformado em obra de alto custo. Isso mostra que ele só serve para receber jatinhos particulares. O cidadão mais uma vez ficou na mão.
Marcelo E. Santos
Uberaba, MG

 

Tensão profissional

Cumprimento VEJA pela excelente reportagem "Stress no claustro" (4 de junho), sobre o nível de stress vivido por sacerdotes e freiras católicos. Esse mal não é um problema enfrentado apenas por religiosos católicos. Essa ausência de qualidade de vida também é partilhada por pastores protestantes, rabinos e líderes de outras religiões, cuja vida tem algo especialmente comum: dedicação em tempo integral aos fiéis de suas organizações.
Arifranklin Oliveira de Sousa
Ministro da Igreja Presbiteriana do Brasil
São Paulo, SP

 

Legados dos japoneses

Excelente a reportagem especial "De A a Z – 100 legados japoneses" (4 de junho). Até mesmo pela recepção que os primeiros imigrantes tiveram no Brasil, com rápida integração em nossa sociedade, pela miscigenação de raças e culturas, enfim, pelo avançado grau de amizade entre povos tão distintos, calculei que o assunto despertaria a atenção de nisseis, sanseis e demais descendentes, já abrasileirados o suficiente para transmitir, com o nosso calor humano característico, uma mensagem, por menor que fosse, de otimismo, de confiança e até mesmo de agradecimento à revista. Afinal, não me lembro de ter visto, nas edições de VEJA, nenhuma reportagem especial "De A a Z – 100 legados de qualquer outro povo" que imigrou para o Brasil.
Mauricio de Queiroz
Caçapava, SP

 

Eder Coimbra

O garoto Eder Coimbra, 15 anos, vencedor do quadro Soletrando do programa Caldeirão do Huck, afirma que a palavra mais difícil de soletrar foi "o nome dado a quem nasce em Piraçununga: piraçununguense" ("Você sabe soletrar psicroestesia?", Gente, 11 de junho). Segundo as normas ortográficas vigentes da língua portuguesa, a grafia correta desse topônimo seria de fato assim como apresentada, com o uso da cedilha, indicativo de palavras de origem indígena. Entretanto, o nome da cidade do interior do estado de São Paulo, onde está localizada a Academia da Força Aérea Brasileira (AFA), é grafado "Pirassununga" (com dois esses), por força de lei.
Maria Terezinha Santellano
Porto Alegre, RS

 

 

Correção: na entrevista que deu a VEJA (Amarelas, 11 de junho), Patrick Michaels equivocou-se. Onde ele diz que "o atual período é 0,8 grau mais quente que o anterior", leia-se "o atual período é 0,8 grau mais quente que o início do século XX". E onde ele afirma que "a temperatura deixaria de subir 0,7 grau em cinqüenta anos", leia-se "a temperatura deixaria de subir 0,07 grau em cinqüenta anos".Na reportagem "Muita retórica, pouca ação" (11 de junho), há um erro de cálculo. Uma motosserra acaba com 1 400 árvores por dia, e não com 1 350 árvores, como informado.

 

VEJA na escola

O professor Carlos Antônio dos Santos e seus alunos: VEJA nas aulas de matemática

A Editora Abril e VEJA, em parceria com a Fundação Victor Civita, criaram em 1998 o programa VEJA na Sala de Aula, que transforma as reportagens da revista em temas para os professores trabalharem com seus alunos numa atividade complementar ao currículo escolar.

Além da revista com os temas, há o Guia do Professor, que auxilia os mestres na abordagem dos assuntos em classe. Mas, independentemente dessa ferramenta pedagógica complementar de grande valor, muitos professores adotam VEJA espontaneamente como instrumento para incrementar suas aulas.

É o caso de Carlos Antônio dos Santos, de Pitangui, Minas Gerais, assinante de VEJA há décadas, que usa a revista para enriquecer suas aulas de matemática na rede pública. A reportagem de capa "Com que asas o país vai voar?" (28 de maio), por exemplo, deu ao professor Carlos bastante subsídio para o ensino da matéria: "Achei ótima a reportagem, e aproveitei vários dados de gráficos para mostrar a meus alunos como é a real situação do Brasil. O tema possibilitou criar um debate no qual os alunos puderam conhecer os pontos em que o país começa a se destacar, com um pé no Primeiro Mundo, e em quais ainda está na fase de subdesenvolvimento".

Muitas outras boas idéias para ilustrar suas aulas o professor Carlos pode encontrar no site vejanasaladeaula.com.br.



O legado japonês

Homenagem à imigração: homem e mulher lado a lado

A escultura publicada na página 96 da edição 2 063 de VEJA ("De A a Z – 100 legados japoneses", 4 de junho) é de autoria da escultora Cláudia Fernandes. Em 1997 ela foi convidada a participar de um concurso da Federação das Associações de Províncias do Japão no Brasil para a criação de uma escultura em homenagem à imigração japonesa no país e saiu-se vencedora.

Eduardo Salles Pimenta, advogado da artista, explica: "Ela representou uma família com três personagens, colocando a mulher ao lado do homem, e não atrás, e o filho no centro". A escultura, fundida em 3,5 metros de altura, está instalada na Praia do Boqueirão, no jardim da orla de Santos, em frente à Avenida Conselheiro Nébias.



Tráfico de alho

Mercadinho em Havana: o produto de maior fartura é a escassez

Carlos Eduardo Lulu, de Assis Chateaubriand, Paraná, esteve em Havana, Cuba, entre os dias 23 e 28 de maio e ao desembarcar no Brasil comprou VEJA no aeroporto: "Ao deparar com a entrevista da cubana Yoani Sánchez (Auto-retrato, 28 de maio), na qual ela relata a dificuldade para comprar comida em seu país, a primeira coisa que me veio à mente foi a imagem de um ‘supermercado’ que visitei em Havana. Fiquei abismado com o que vi. Havia pouca comida, e o cubano tem um limite mensal do que pode comprar. Há uma espécie de lista que diz o que e quanto pode comprar de cada alimento".

Carlos ficou chocado com o mercado negro que existe por toda a capital cubana. "Eu já havia visto ou ouvido falar de tráfico de escravos, de drogas e de mulheres, mas em Havana, pela primeira vez, vi tráfico de alho, que o camponês cultiva longe dos olhos do governo revolucionário e vende no mercado negro, para outros cubanos incrementarem o preparo dos escassos arroz, feijão e carne que existem na ilha de Fidel". Carlos envia foto tirada num dos "supermercados" de Havana.



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