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VEJA
Recomenda
DVD
Divulgação
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| Cidade
de Deus: atores saídos
do morro |
Cidade de Deus (Brasil, 2002. Imagem) Filme nacional
mais comentado do ano passado, Cidade de Deus levou 3,2 milhões
de espectadores às salas de exibição
e provou que é possível, sim, fazer cinema arrojado
no Brasil. Em sua chegada ao formato de DVD, a adaptação
do livro do carioca Paulo Lins para a tela ganhou uma apresentação
à altura. O principal atrativo extra é um documentário
a respeito da oficina de preparação dos atores que
atuaram na fita. Quase todos eles são amadores e foram recrutados
nos morros cariocas, como é o caso dos ótimos Alexandre
Rodrigues e Leandro Firmino da Hora, que interpretam, respectivamente,
o narrador Buscapé e o bandido Zé Pequeno. O DVD também
inclui comentários do diretor Fernando Meirelles e do diretor
de fotografia César Charlone.
LIVROS
Correntezas,
de Penelope Fitzgerald (tradução de Roberto
Argus; Bertrand Brasil; 160 páginas; 25 reais) Penelope
Fitzgerald é uma das vozes mais elegantes e originais da
ficção inglesa recente. Só começou a
escrever aos 60 anos, mas até sua morte, no começo
de 2000, aos 84 anos, teve tempo para escrever doze livros em gêneros
variados da comédia de costumes ao romance histórico.
Correntezas foi seu terceiro lançamento e garantiu-lhe,
em 1979, o Booker Prize, o principal prêmio literário
de seu país. Arquitetado com maestria e com um final surpreendente,
o livro fala dos relacionamentos e ligações amorosas
de um grupo de "alternativos" que vivem em barcos, subindo e descendo
o Rio Tâmisa. A própria Penelope viveu de maneira semelhante
com a família, nos anos 60.
O
Ente Querido, de Evelyn Waugh (tradução de
Cid Knipel; Globo; 154 páginas; 25 reais) O inglês
Evelyn Waugh (1903-1966) escreveu alguns dos mais brilhantes romances
satíricos de seu tempo, como Declínio e Queda e
Um Punhado de Pó. O Ente Querido, seu único
livro ambientado nos Estados Unidos, resultou de uma curta passagem
do autor por Hollywood. Na obra, que estava fora de catálogo
havia algum tempo, ele lança um olhar para lá de cáustico
sobre a meca do cinema. A história gira em torno de um bizarro
triângulo amoroso. Ele envolve um embalsamador e uma maquiadora
de defuntos que se apaixonam no local de trabalho que vem
a ser um cemitério onde são enterradas celebridades
de Hollywood. O terceiro vértice da história é
um poeta inglês que luta para fazer carreira no cinema, mas
acaba arrumando um emprego temporário num cemitério
de animais. Leia
trechos do livro.
Leonardo
da Vinci, de Kenneth Clark (tradução de Thaís
R. Manzano; Ediouro; 334 páginas; 47 reais) Kenneth
Clark (1903-1983) foi uma figura importante no meio intelectual
inglês. Dirigiu a National Gallery, de Londres, apresentou
séries de TV sobre cultura, como a célebre Civilização,
e redigiu alguns livros importantes sobre arte clássica,
como O Nu. Publicado originalmente em 1939, Leonardo da
Vinci é um dos melhores estudos a respeito do gênio
renascentista. Ancorado em sólida erudição
e num material excelente (Clark teve acesso, enquanto escrevia,
a desenhos de Leonardo que pouca gente havia manuseado), o livro
é escrito num estilo vivo e tem pontos de vista curiosos,
defendidos com graça e convicção. A edição
brasileira baseia-se numa edição inglesa recente.
Traz uma introdução assinada pelo historiador da arte
Martin Kemp e uma bibliografia atualizada.
DISCOS
May
the Music Never End, Shirley Horn (Universal) A cantora
e pianista americana de 69 anos pertence àquela categoria
de intérprete capaz de rejuvenescer uma canção,
por mais batida que ela seja. Um bom exemplo disso está em
Yesterday, o sucesso dos Beatles mais regravado de todos
os tempos, que reaparece nesse álbum. Shirley modifica o
arranjo original com seu dedilhado ao piano e troca a ordem dos
versos da canção. Soa mais convincente do que as gravações
atuais de seu autor, Paul McCartney. Outro trunfo de May the
Music Never End está na banda de apoio, que inclui talentos
da velha e da jovem guarda do jazz. O efebo Roy Hargrove dá
sua contribuição em Take Love Easy, de Duke
Ellington, enquanto as faixas Maybe September e This Is
All I Ask contam com solos do pianista veterano Ahmad Jamal.
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Ernesto
Nazareth Volumes 1 & 2, Maria Teresa Madeira
(Sonhos e Sons) A pianista carioca traz no currículo
uma participação na minissérie Chiquinha
Gonzaga, da Rede Globo, além de ter sido premiada diversas
vezes pelos temas que criou para peças infantis. O melhor
do seu trabalho está no resgate de compositores brasileiros
do início do século passado. Depois de um CD dedicado
às obras de Chiquinha, Maria Teresa lança dois discos
com as composições de Ernesto Nazareth (1863-1934).
Músico de formação erudita, Nazareth adicionou
acordes de chorinhos e lundus às harmonias clássicas
e definiu suas criações como "tangos lentos". Composições
como Odeon (letrada pelo poeta Vinícius de Moraes),
Brejeiro e Apanhei-te, Cavaquinho viraram standards
da MPB. As versões de Maria Teresa primam pela fidelidade
ao tema original.
Divulgação/Universal
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| Lou
Reed: panorâmica da carreira |
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NYC
Man, Lou Reed (BMG Brasil) Para quem deseja conhecer
a carreira do cantor e compositor americano, esse CD duplo é
excelente. Lou Reed foi integrante do Velvet Underground, uma das
principais bandas alternativas dos anos 60, e nas décadas
seguintes reafirmou seu talento ao retratar em suas letras os tipos
bizarros que pululam no cenário underground de Nova York.
NYC Man funciona como um filtro da carreira de Reed. Pinça
as melhores obras do Velvet, os rocks e as canções
palatáveis que ele criou nos anos 70, e as gemas escondidas
nos discos medianos que ele gravou nas últimas três
décadas. Clássicos como Satellite
of Love, Pale Blue Eyes e I'm Waiting for the
Man vêm acompanhados no encarte por pequenos comentários
de Lou Reed sobre seu processo de criação. Outros
sucessos do cantor.
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