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Cartas
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"Prazeres
com moderação, aliados a cuidados precoces
com a saúde física e mental, constituem a fórmula para uma juventude
prolongada."
Hugo
Lins Coelho
Recife,
PE |
Rejuvenescimento
Como especialista em geriatria e gerontologia, cumprimento VEJA
pela seriedade com que tratou o envelhecimento humano, desfazendo
logo de início alguns mitos que envolvem esse tema, como
a fonte da juventude ou uma pílula milagrosa ("Jovem dos
30 aos 60 anos", 11 de junho). O envelhecimento definitivamente
não é doença. É um processo universal,
intrínseco a todos os seres biológicos. Espero que
a reportagem sirva para alertar as pessoas que buscam tratamentos
milagrosos sem fundamento científico, levando-as a adquirir
hábitos mais saudáveis, mantendo mente e corpo mais
ativos.
Doutor Alex Miranda Ramos
Florianópolis,
SC
Envelhecer
é sinônimo de viver. Até a morte, o processo
de envelhecimento é dinâmico, marcado por transformações
contínuas. As pessoas vivem com medo da transformação
porque ainda acreditam na estabilidade da vida. Enquanto existir
vida, ela será repleta de incertezas e instabilidades. Não
somos máquinas que enferrujam pela devastação
do tempo. Somos seres complexos porque somos humanos. Portanto,
o mais importante não é a idade que contamos, porque
o que é humano não se pode medir, e sim a reflexão
que podemos fazer sobre nossa existência como seres no mundo.
Pedro Paulo Monteiro
Mestre
em gerontologia e autor do livro Envelhecer: Histórias,
Encontros
e Transformações
Petrópolis, RJ
VEJA
mais uma vez atingiu nossas expectativas. Abordou a beleza de forma
clara, simples e muito precisa. Soube usar uma linguagem que mulheres
dos 8 aos 80 anos compreendem. Obrigada.
Eliane Amaral
Belo
Horizonte, MG
Tenho
25 anos e fiquei muito feliz com a reportagem sobre rejuvenescimento.
Principalmente porque durante vinte anos fui criticada por minhas
altas gargalhadas e por meu jeito extrovertido. Mas nunca encontrei
solução melhor para acabar com o stress do dia-a-dia
que uma sessão extra de risadas. Apaixono-me e faço
mais amizades com os homens que me fazem rir do que com os que se
limitam a apenas falar. Perguntam-me o que faço para ter
a pele que tenho. A resposta é muito simples: sorria!
Michelle Gomes Lelis
Viçosa,
MG
Interessantes
duas entrevistas contidas na edição 1806. Na foto
de Flavio de Andrade (Amarelas, 11 de junho), notamos que, aos 54
anos, ele parece bem mais velho, talvez graças aos vinte
cigarros diários que consome, enquanto Michael Roizen ("É
possível prolongar a juventude", 11 de junho), de 57 anos,
parece ter bem menos. Quem será que está certo? Quem
tem melhor forma física? Quem viverá mais? Fica com
o público a resposta.
Carlos Alberto de Oliveira e Silva
Belo
Horizonte, MG
Não
gostei da chamada de capa sobre a manutenção da juventude
aos 30, 40, 50... e 60 anos. Como ficamos eu, minha mulher e muita
gente que já passou dos 70 e não está nem aí
para a velhice?
Carlos R. Cabral
Rio
de Janeiro, RJ
Flavio
de Andrade
A entrevista com o senhor Flavio de Andrade, presidente da Souza
Cruz, revela três detalhes curiosos: primeiro, sua fotografia,
que mostra um rosto envelhecido, sugerindo muitos mais anos que
os alegados 54, conseqüência do vício de fumar.
Segundo, revela uma alma empedernida diante da consciência
que já não lhe dói, mas pelas 200.000 mortes
que o cigarro, produto que vende, causa anualmente no Brasil. Seria
bom que se lembrasse dos órfãos e viúvas que
o cigarro provoca. Finalmente, negar a existência do fumante
passivo é uma "verdade" na qual nem mesmo ele acredita, pois
estudos honestos estão aí para provar que quem convive
com fumante sofre os mesmos males que o próprio (Amarelas,
11 de junho).
Adir de Castro
Presidente
da Associação Nacional de Combate ao Tabagismo (Anacota)
Belo Horizonte, MG
Pesquisa
realizada em São Paulo pelos professores doutores Ronaldo
Laranjeira (Ph.D. da Universidade Federal de São Paulo) e
Martin Raw (Ph.D. da Universidade de Londres) sobre o efeito do
fumo passivo entre os garçons que trabalham em restaurantes
da cidade de São Paulo concluiu que a concentração
de cotinina na saliva deles ao fim do dia de trabalho indicava 9,1
nanogramas. Esses profissionais já começam o dia com
resíduos da substância em sua saliva, aspirados em
dias anteriores. Assim, o programa Convivência em Harmonia
atende tão-somente às prerrogativas comerciais das
indústrias tabaqueiras.
Mário Albanese
Presidente
da Associação de Defesa da Saúde do Fumante
(Adesf)
Por e-mail
Agradeço
a VEJA a oportunidade de mostrar ao Brasil a prepotência da
indústria do tabaco em todo o mundo, através da entrevista
com o senhor Flavio de Andrade. Sabemos por inúmeros estudos
científicos sérios, no mundo todo, a importância
do consumo do tabaco na indução de doenças
como o câncer, respiratórias e cardiovasculares. Fica
muito fácil atribuir ao fumante a "livre escolha" entre fumar
e não fumar, como se a indústria não fizesse
nenhuma campanha para seu uso, não introduzisse substâncias
que produzem dependência física e química. Durante
décadas, a indústria do tabaco mostrou que é
bonito fumar, que os melhores fumam, que prosperam e têm fortunas,
que conquistam as mulheres mais bonitas e que todos os respeitam.
Bem, essa imagem está sendo aos poucos esquecida, pois, como
o senhor Flavio mesmo falou, 70% da população do Brasil
escolheu não fumar, e deve ser respeitada por sua decisão.
Carmencita Lang
Presidente
da Comissão Estadual de Políticas para o Controle
do Câncer em Mato Grosso do Sul
Campo Grande, MS
A
maioria dos fumantes não tem força de vontade necessária
para agüentar as reações da síndrome de
abstinência ao deixar o vício. O fumante precisa mais
de ajuda e menos de repreensão. Aqueles fumantes motivados
que querem largar o cigarro mas não têm força
de vontade suficiente para isso podem beneficiar-se muito de algumas
técnicas antitabagistas existentes. Principalmente daquelas
que eliminam a dependência à nicotina (sem a reposição)
e que não se utilizam de antidepressivos (que podem causar
inúmeros efeitos colaterais indesejáveis).
Fage Marat
Instituto
Marat
São Paulo, SP
Carta
ao leitor
Sucinto, esclarecedor e didático, o texto "Crise sem conteúdo"
(Carta ao leitor, 11 de junho) relembra as principais crises e mostra
que as vaias artificiais ao presidente Lula só poderiam gerar
uma crise artificial. Parabéns pela seriedade.
Rufino Almeida
Belém,
PA
Veja
essa
Seria de bom grado se o senhor Domenico De Masi passasse mais do
que um dia na Bahia, para ver que "o ócio criativo" aqui,
para muitas pessoas, pode ser denominado trabalho (Veja essa, 11
de junho).
Telma Sales
Salvador,
BA
Juros
Num país onde a grande maioria das pessoas não é
economista nem administradora, ou algo parecido, a reportagem "Um
monumento aos juros" (11 de junho) serviu como uma aula de "economês"
para muitos leigos que vêem nos noticiários intermináveis
discussões sobre a alta ou a queda dos juros. Espero que
depois dessa venham outras reportagens que nos expliquem esse mundo
confuso e virtual que rege nossa economia atual, em que muitas vezes
um boato faz com que uma série de cadeias produtivas virem
pó.
Raphael Périco Dutra
Florianópolis,
SC
Votei
em Lula, mas sinto que o Fome Zero já está corroído
em suas raízes pelos juros exorbitantes. A farinha e a rapadura,
cardápio dos esquecidos, também subiram de cotação
na feirinha local. Talvez o presidente já não se considere
um sertanejo nordestino. Coisas do poder.
Amadeu Robson Machado Cordeiro
João
Pessoa, PB
O
vice-presidente José Alencar deu uma verdadeira demonstração
de coragem para combater abertamente os oligopólios financeiros
existentes no Brasil. Essa mesma coragem deveria contagiar o presidente
Lula e estimulá-lo a combater os cartéis dos combustíveis.
Viva o vice ("O inferno são os outros", 11 de junho)!
Fernando Augusto de Santana Jardim
Itaberaí,
GO
Reduzir
inflação com altas taxas de juros, inibindo o consumo
e a produção, qualquer um faz. Baixar a inflação
com produção e emprego, só com cabeça
pensante, e não é o que temos há muito tempo.
Arlei Carlos da Costa
Por
e-mail
A
Selic é apenas uma taxa de referência. O que o governo
tem de coibir são os abusos dos bancos, inclusive dos bancos
oficiais. Por exemplo, a taxa de juros do banco do governo, o Banco
do Brasil, pode chegar a 181,27% ao ano para o cartão de
crédito rotativo. A taxa Selic no primeiro semestre de 2002
chegou a cair para 18%, e nem por isso as taxas do cheque especial,
cartão de crédito e empréstimo caíram.
Portanto, o problema não é do Copom, mas da Polícia
Federal.
Ezequiel Pedrosa
Rio
de Janeiro, RJ
Europa
Não me parece adequada a assertiva de que a população
européia está envelhecida ("Aposentadoria só
aos 67 anos", 11 de junho). Na verdade, o que envelheceu, no mundo
inteiro, foi o conceito de velhice. Estão tratando como velhas
as pessoas na mesma faixa etária há quase um século,
sem levar em conta o significativo aumento da expectativa de vida.
Adalberto Alves de Matos
Barra
do Garças, MT
Televisão
É
realmente uma falta de respeito com o telespectador a transmissão
de programas de tão baixo nível, justamente num horário
em que tantas crianças e adolescentes assistem à televisão.
É muito bom saber que a imprensa se preocupa com a verdade
e a honestidade ("Sangue, lágrimas e escândalo", 11
de junho).
Carolina Almeida de Paula, 16 anos
Curitiba,
PR
Excelente a matéria de Ricardo Valladares a respeito da enxurrada
de programas apelativos e sensacionalistas transmitidos nos fins
de tarde. Em épocas de estatutos para as cidades, crianças,
idosos e até mesmo para os torcedores de futebol, talvez
seja oportuna a elaboração de um Estatuto do Telespectador,
com a finalidade de garantir o direito de acesso à boa informação
e controlar a inutilidade veiculada em tais programas. É
preocupante observar que, diante das telas, inúmeras crianças
presenciam diariamente a banalização da violência,
o vexame público, dramas familiares fúteis, entre
outras bizarrices.
Oliver N. Uber
Curitiba,
PR
O
sucesso da baixaria na TV só comprova quanto a sociedade
brasileira é hipócrita. Todo mundo reclama, mas os
programas dão muita audiência. Se todos deixassem de
vê-los, eles simplesmente não existiriam.
Farlley Rodrigues
Por
e-mail
VEJA
Sou assinante de VEJA e me sinto privilegiado em pertencer a esse
grupo tão competente. Digo isso porque todas as vezes em
que precisei de alguma ajuda da Editora Abril, como Passaporte Abril,
assinatura de revista etc., sempre fui muito bem atendido e nenhuma
vez fiquei sem resposta aos meus questionamentos. Isso sem falar
do bom atendimento que recebo das atendentes via telefone, que são
superatenciosas e educadas. Faço tal agradecimento por saber
quanto somos maltratados em vários órgãos de
nosso país, mesmo naqueles em que somos responsáveis
pelo salário dos servidores e de seus superiores.
Marcelo Nogueira da Silva
Por
e-mail
Desce
Sobre o projeto de minha autoria, que obriga a União a divulgar
pela internet sempre a versão em português dos textos
divulgados, informo que o objetivo é permitir que brasileiros
que desconhecem línguas estrangeiras ou que queiram
lê-los em sua língua possam ler o que o governo
divulga (Desce, 11 de junho).
Senador Aloizio Mercadante
Brasília, DF
Joaquim
Roriz
Sobre
a reportagem "Capítulos finais" (11 de junho), esclareço
que o governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, jamais foi
proprietário de 200 lotes em nenhum condomínio no
DF, como pode dar a entender a legenda "Vista geral de área
perto do Palácio da Alvorada: 200 lotes para Roriz".
Paulo Fona
Secretário de Comunicação do GDF
Brasília, DF
Diogo
Mainardi
VEJA
tem o melhor time de colunistas. Diogo Mainardi foi simplesmente
"divino" em suas colocações ("Menos deus, por favor",
11 de junho).
Luiz Antonio de Campos
Porto Velho, RO
Esses
"atletas de Cristo" deveriam tratar de jogar mais e falar menos.
Marcelo Melgaço
Goiânia, GO
Mainardi
é fantástico! Também torço contra os
fanáticos "atletas de Cristo". A propósito, por que
será que tantas pessoas que dizem acreditar piamente em Deus
e usam imagens ou adesivos de Jesus no veículo utilizam os
serviços de companhias seguradoras para proteger seus bens?
Francisco Daniel Imhof
Jaraguá do Sul, SC
Congratulo
a associação dos Atletas de Cristo pelo fato de a
única objeção levantada contra o grupo ter
sido a de os atletas expressarem publicamente algo que lhes é
importante. Não existem evidências de que a fé
em Jesus seja nociva à saúde, apesar de provocar alguns
franzimentos de testa em círculos de intelectuais.
Emanuel Kohlscheen
Estocolmo, Suécia
Esse
homem é um caso sério! Um dia, meu caro, o senhor
terá de se apresentar perante o Todo-Poderoso, e aí
não haverá mais oportunidade de arrependimento. Não
esqueça que o senhor foi avisado.
Angelica Pileggi
Vinhedo, SP
A Opus
Dei pertence à estrutura hierárquica da Igreja Católica,
e nunca foi qualificada de seita pelo governo belga. Em 30 de abril
de 1997, no final de um relatório de 670 páginas elaborado
por uma comissão parlamentar sobre seitas, relacionavam-se
numerosas organizações, entre elas diversas instituições
católicas. Esses fatos geraram veementes protestos da Conferência
Episcopal Belga, bem como do cardeal Danneels. O Parlamento belga,
em 7 de maio do mesmo ano, decidiu por ampla maioria não
incluir essa relação em suas conclusões.
Ricardo Cunha
Escritório de Informações do Opus Dei no Brasil
http://www.opusdei.org.br
São Paulo, SP
Beleza
O
fato de os homens estarem mais vaidosos é uma boa forma de
dizer que estamos evoluindo e "quebrando" alguns tabus. É
certo que ainda há muito o que melhorar, mas chegarão
lá. É ótimo ter alguém por perto que
esteja bem-arrumado, com a pele lisa e cheirosa. As mulheres estão
procurando isso nos homens ("O triunfo da vaidade masculina", 11
de junho).
Thais Macedo
São Paulo, SP
Livros
Fiquei
muito feliz ao abrir a revista e ser tocado por um tema tão
especial, escrito de forma a suscitar a grande admiração
por este amigo: o livro ("Um livro amigo é...", 11 de junho).
Feliz daquele que descobre o prazer da leitura. Livro depois de
lido, na estante, é um troféu que deve ser compartilhado.
Meus heróis não são jogadores de futebol nem
pilotos de Fórmula 1. Meus heróis são os escritores!
Marcelo de Oliveira
Barretos, SP
Carreira
Com
relação à reportagem "Ficou mais difícil"
(4 de junho), gostaria de dizer que a Poli tem orgulho de ter participação
direta nas transformações ocorridas no Brasil durante
as últimas décadas e desde o ano passado se preocupa
em estimular o espírito empreendedor em seus alunos, por
meio do Programa Minerva de Engenharia Empreendedora, que procura
disseminar essa cultura entre os seus alunos e os de toda a Universidade
de São Paulo. Atualmente, já existem disciplinas optativas
de graduação com conteúdo relacionado com o
empreendedorismo. Entretanto, sabemos que a capacidade empreendedora
não depende somente do contato com ferramentas, técnicas
e procedimentos, área confortável para os engenheiros,
mas, principalmente, da introjeção dos valores éticos
fundamentais, de atitudes e de comportamentos. Esse é o grande
desafio que temos pela frente.
Vahan Agopyan
Diretor da Escola Politécnica da Universidade de São
Paulo
São Paulo, SP
Içami
Tiba
Excelente
a entrevista com o doutor Içami Tiba (Amarelas, 4 de junho).
Tenho certeza de que é uma verdadeira aula para pais e professores.
Orientação como a transmitida por ele contribui para
dar um freio a este mal as drogas. Se todos nos engajarmos
nessa luta, alcançaremos resultados satisfatórios.
Ivone de Aguiar
Itaguaí, RJ
CORREÇÕES:
A leitora Lana Danubia Ferreira Pimentel é de Goiânia,
Goiás, e não de São Paulo ("Carreira
e sucesso", Cartas, 11 de junho).
Na reportagem "Com
o paciente acordado" (11 de junho), onde estava escrito
"anestésicos potentes", o correto seria "analgésicos
potentes".
O
triatlo
Na
entrevista que concedeu a VEJA (Amarelas,
28 de maio), a atriz Suzana Vieira disse que seu pai,
com 86 anos, foi um triatleta. A declaração
chamou a atenção do leitor Rodrigo Xavier,
de Porto Alegre, que escreveu: "Seria triatlo o que ele
praticava? Afinal, esse é um esporte relativamente
novo, que atrai pessoas com um perfil e idade diferenciados".
O triatlo competição que mistura
natação, ciclismo e corrida surgiu
nos Estados Unidos, na década de 70. A versão
olímpica da modalidade foi introduzida nos Jogos
de Sydney, em 2000. Altamente competitivo e praticado
por atletas com invejável preparo físico,
o triatlo tem provas adequadas a pessoas de todas as faixas
etárias, incluindo as da terceira idade. Saiba
mais sobre o triatlo nos sites: www.olympic.org
e www.triathlon.org. |
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O
Concorde até outubro
No quadro "Fim
de linha para o Concorde" (11 de junho),
está dito que o jato de fabricação
anglo-francesa foi o "primeiro avião comercial
mais veloz do que o som" e que em 31 de maio deste ano
ele realizou seu último vôo. O leitor Manoel
Augusto do Rêgo Barros de Lima escreveu: "O soviético
Tupolev (TU-144) inaugurou a fracassada era supersônica
comercial em 31 de dezembro de 1968". Deu-se a polêmica.
Quem veio antes: o Concorde ou o Tupolev? Depende. Por
um lado, o TU 144 foi desenvolvido um ano antes do Concorde,
em 1968. Acontece que a aeronave russa só voaria
comercialmente com passageiros em 1977, um ano depois
do Concorde. Alan M. Simon, dono de agência de
viagens em São Paulo, também escreveu
para a redação corrigindo uma informação
da matéria: "A empresa aérea British Airways
ainda mantém vôos regulares com o Concorde
até outubro. O fim da linha foi somente para
a Air France". Portanto, quem quiser voar, Nova YorkLondres,
com o supersônico anglo-francês ainda tem
alguns meses.
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