Edição 1905 . 18 de maio de 2005

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Lya Luft
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Diogo Mainardi
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André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
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VEJA Recomenda

DVDs

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Ludwig: a decadência da aristocracia na visão de Visconti


Ludwig
(França/Itália/
Alemanha, 1972. Versátil) – Tendo já lançado onze filmes do diretor Luchino Visconti – entre eles Rocco e Seus Irmãos e O Leopardo –, a distribuidora Versátil põe agora à venda sua obra mais singular. Ludwig, aqui em sua versão integral, romantiza a trajetória daquele que ficou conhecido como "o rei louco da Baviera", desde sua coroação, em 1864, até sua morte, em 1886. Mecenas do compositor Richard Wagner, construtor de castelos extravagantes, bissexual mal assumido, que cortejou tanto sua prima Elisabeth da Áustria (Romy Schneider) quanto rapazes, e um homem mergulhado na egolatria e na megalomania, Ludwig II sempre pendeu mais para o cômico do que para o trágico. Mas não no roteiro de Suso Cecchi d'Amico, colaboradora habitual de Visconti: na visão do filme e na interpretação do alemão Helmut Berger, ele se torna o exemplo definitivo da decadência da aristocracia européia e de um modo de vida que viria abaixo, com estrondo, nos conflitos do século XX. A edição com dois discos contém, entre outros extras, entrevistas e um vídeo sobre os castelos do rei.



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Morrissey: de volta aos hits dos Smiths


Who Put the M in Manchester,
Morrissey (Sony/BMG) – Ex-vocalista e letrista dos Smiths, uma das bandas mais influentes da década de 80, o cantor inglês Morrissey raras vezes cedeu aos apelos dos fãs para que incluísse canções do grupo nos shows de sua carreira-solo. Ele quebrou esse jejum em maio do ano passado, quando comemorou seu aniversário de 45 anos com uma apresentação ao vivo em Manchester, sua terra natal, onde não cantava havia mais de dez anos. No show, que deu origem a esse DVD, ele faz interpretações arrasadoras de sucessos dos Smiths como Headmaster Ritual e There Is a Light that Never Goes Out. Também não faltam, é claro, os carros-chefe de sua carreira-solo, a exemplo de Hairdresser on Fire e Everyday Is Like Sunday.

 

LIVROS

Os Livros e os Dias, de Alberto Manguel (tradução de José Geraldo Couto; Companhia das Letras; 216 páginas; 38 reais) – Autor do excelente Uma História da Leitura, o argentino naturalizado canadense Alberto Manguel dedicou-se, nesse novo livro, a falar de sua própria experiência como leitor. Os Livros e os Dias é uma bem realizada mistura de memória e crítica literária. Trata-se de um diário de leitura no qual os livros são evocados contra o pano de fundo dos fatos cotidianos. Um exemplo: Manguel relê A Invenção de Morel, romance fantástico do argentino Adolfo Bioy Casares, em sua primeira visita ao país natal depois da arrasadora crise econômica do fim de 2001. Esses passeios literários percorrem doze livros, um para cada mês do ano – de obras clássicas de Goethe e Machado de Assis à ficção científica de H.G. Wells. Leia trecho.

A Divina Comédia, de Dante Alighieri (tradução de Vasco Graça Moura; Landmark; 894 páginas; 88 reais) – O maior clássico da literatura italiana retorna às livrarias em uma nova edição bilíngüe. A fluente tradução do poeta português Vasco Graça Moura é uma excelente opção para o leitor que deseja conhecer a obra-prima do florentino Dante Alighieri (1265-1321). Guiado, no início da jornada, pelo poeta latino Virgílio, Dante visita o inferno, o purgatório e o paraíso. Talvez o poeta mais ambicioso da história, ele faz de seu livro uma reflexão cosmológica e um compêndio do conhecimento acumulado por sua época nas mais variadas áreas – além de um fulgurante trabalho artístico. Leia trecho.

Terroristas do Milênio, de J.G. Ballard (tradução de Celso Nogueira; Companhia das Letras; 328 páginas; 44 reais) – O profissional liberal, com escritório, casa própria e filhos na escola, dificilmente seria um candidato típico a ser recrutado por movimentos terroristas – a não ser na imaginação delirante do escritor britânico (nascido na China) J.G. Ballard. Admirado por autores como Martin Amis e Anthony Burgess, o autor de Crash é um mestre na criação de versões extremas e doentias da sociedade moderna. Em Terroristas do Milênio, o autor apresenta o médico pediatra Richard Gould, um visionário louco que inspira uma violenta revolução conduzida pela classe média. Com direito até a barricadas nas ruas – feitas com os carros de luxo desses inusitados terroristas. Leia trecho.

 

DISCO
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k.d. lang: sim, existe música no Canadá  

Hymns of the 49th Parallel, k.d. lang (Warner) – A cantora canadense (que exige que seu nome seja grafado em minúsculas) homenageia nesse disco sete compositores de seu país, entre medalhões e novas promessas. A idéia é menos árida do que parece – afinal, Neil Young e Leonard Cohen estão entre os talentos musicais do Canadá. Todas as letras falam da relação do homem com a natureza, embora Hymns of the 49th Parallel não seja propriamente um disco temático. Segundo lang, o apreço pela terra é uma qualidade essencial dos canadenses. Músicas como Helpless (de Young) e Hallelujah (de Cohen) estalam de novas graças aos vocais cristalinos da intérprete.

 

COLEÇÃO

Jornada nas Estrelas – A Série Clássica – A Primeira Temporada (Star Trek, Estados Unidos, 1966. Paramount) – Bons tempos aqueles em que um barranco qualquer nos fundos do estúdio podia passar por um planeta longínquo, no qual o Capitão Kirk, o Senhor Spock e o restante da tripulação da nave Enterprise enfrentariam perigos inimagináveis – ao menos para as platéias ingênuas de 1966, quando o seriado criado por Gene Roddenberry estreou na televisão americana. Cancelada em 1969, devido à baixa audiência, a série virou objeto de culto (e que culto) nos anos seguintes, com suas numerosas reprises. Desde então, já foi explorada em filmes e num punhado de outras séries estreladas pelas "novas gerações", sem nunca perder o apelo de público e sua incrível capacidade de prover um ganha-pão para os remanescentes do elenco original. Os primeiros 29 episódios, contidos nessa coleção com oito discos, dão uma pista para o segredo de Roddenberry: uma mistura contagiante de audácia e entusiasmo, aplicada a roteiros competentes, com personagens bem delineados.

 

Fontes: São Paulo: Cultura, Laselva, Saraiva, Livraria da Vila, Siciliano, Nobel, Fnac; Rio: Saraiva, Laselva, Sodiler, Siciliano, Travessa, Argumento; Porto Alegre: Saraiva, Siciliano, Cultura; Brasília: Sodiler, Siciliano, Saraiva, Leitura; Recife: Sodiler, Saraiva, Siciliano, Cultura; Natal: Sodiler; Florianópolis: Siciliano, Livrarias Catarinenses; Goiânia: Siciliano, Saraiva, Leitura; Fortaleza: Siciliano, Laselva; Salvador: Siciliano; Curitiba: Siciliano, Saraiva, Livrarias Curitiba; Londrina: Livrarias Porto; Belo Horizonte: Siciliano, Leitura; Maceió: Sodiler; Belém: Clio; Vitória: Leitura; internet: Cultura, Laselva, Leitura, Saraiva, Sodiler, Nobel, Fnac, Siciliano, Submarino.
 
 
 
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