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VEJA Recomenda
DVDs
Divulgação
 | | Ludwig:
a decadência da aristocracia na visão de Visconti |
Ludwig
(França/Itália/ Alemanha, 1972. Versátil) Tendo
já lançado onze filmes do diretor Luchino Visconti entre
eles Rocco e Seus Irmãos e O Leopardo , a distribuidora
Versátil põe agora à venda sua obra mais singular. Ludwig,
aqui em sua versão integral, romantiza a trajetória daquele que
ficou conhecido como "o rei louco da Baviera", desde sua coroação,
em 1864, até sua morte, em 1886. Mecenas do compositor Richard Wagner,
construtor de castelos extravagantes, bissexual mal assumido, que cortejou tanto
sua prima Elisabeth da Áustria (Romy Schneider) quanto rapazes, e um homem
mergulhado na egolatria e na megalomania, Ludwig II sempre pendeu mais para o
cômico do que para o trágico. Mas não no roteiro de Suso Cecchi
d'Amico, colaboradora habitual de Visconti: na visão do filme e na interpretação
do alemão Helmut Berger, ele se torna o exemplo definitivo da decadência
da aristocracia européia e de um modo de vida que viria abaixo, com estrondo,
nos conflitos do século XX. A edição com dois discos contém,
entre outros extras, entrevistas e um vídeo sobre os castelos do rei.
Divulgação
 | | Morrissey:
de volta aos hits dos Smiths |
Who
Put the M in Manchester, Morrissey (Sony/BMG) Ex-vocalista e letrista
dos Smiths, uma das bandas mais influentes da década de 80, o cantor inglês
Morrissey raras vezes cedeu aos apelos dos fãs para que incluísse
canções do grupo nos shows de sua carreira-solo. Ele quebrou esse
jejum em maio do ano passado, quando comemorou seu aniversário de 45 anos
com uma apresentação ao vivo em Manchester, sua terra natal, onde
não cantava havia mais de dez anos. No show, que deu origem a esse DVD,
ele faz interpretações arrasadoras de sucessos dos Smiths como Headmaster
Ritual e There Is a Light that Never Goes Out. Também não
faltam, é claro, os carros-chefe de sua carreira-solo, a exemplo de Hairdresser
on Fire e Everyday Is Like Sunday.
LIVROS
Os
Livros e os Dias, de Alberto Manguel (tradução de José
Geraldo Couto; Companhia das Letras; 216 páginas; 38 reais) Autor
do excelente Uma História da Leitura, o argentino naturalizado canadense
Alberto Manguel dedicou-se, nesse novo livro, a falar de sua própria experiência
como leitor. Os Livros e os Dias é uma bem realizada mistura de
memória e crítica literária. Trata-se de um diário
de leitura no qual os livros são evocados contra o pano de fundo dos fatos
cotidianos. Um exemplo: Manguel relê A Invenção de Morel,
romance fantástico do argentino Adolfo Bioy Casares, em sua primeira visita
ao país natal depois da arrasadora crise econômica do fim de 2001.
Esses passeios literários percorrem doze livros, um para cada mês
do ano de obras clássicas de Goethe e Machado de Assis à
ficção científica de H.G. Wells. Leia
trecho. A
Divina Comédia, de Dante Alighieri (tradução de Vasco
Graça Moura; Landmark; 894 páginas; 88 reais) O maior clássico
da literatura italiana retorna às livrarias em uma nova edição
bilíngüe. A fluente tradução do poeta português
Vasco Graça Moura é uma excelente opção para o leitor
que deseja conhecer a obra-prima do florentino Dante Alighieri (1265-1321). Guiado,
no início da jornada, pelo poeta latino Virgílio, Dante visita o
inferno, o purgatório e o paraíso. Talvez o poeta mais ambicioso
da história, ele faz de seu livro uma reflexão cosmológica
e um compêndio do conhecimento acumulado por sua época nas mais variadas
áreas além de um fulgurante trabalho artístico. Leia
trecho.
Terroristas
do Milênio, de J.G. Ballard (tradução de Celso Nogueira;
Companhia das Letras; 328 páginas; 44 reais) O profissional liberal,
com escritório, casa própria e filhos na escola, dificilmente seria
um candidato típico a ser recrutado por movimentos terroristas a
não ser na imaginação delirante do escritor britânico
(nascido na China) J.G. Ballard. Admirado por autores como Martin Amis e Anthony
Burgess, o autor de Crash é um mestre na criação de
versões extremas e doentias da sociedade moderna. Em Terroristas do
Milênio, o autor apresenta o médico pediatra Richard Gould, um
visionário louco que inspira uma violenta revolução conduzida
pela classe média. Com direito até a barricadas nas ruas
feitas com os carros de luxo desses inusitados terroristas. Leia
trecho. DISCO Divulgação
 |  | | k.d.
lang: sim, existe música no Canadá | |
Hymns
of the 49th Parallel, k.d. lang (Warner) A cantora canadense (que
exige que seu nome seja grafado em minúsculas) homenageia nesse disco sete
compositores de seu país, entre medalhões e novas promessas. A idéia
é menos árida do que parece afinal, Neil Young e Leonard
Cohen estão entre os talentos musicais do Canadá. Todas as letras
falam da relação do homem com a natureza, embora Hymns of the
49th Parallel não seja propriamente um disco temático. Segundo
lang, o apreço pela terra é uma qualidade essencial dos canadenses.
Músicas como Helpless (de Young) e Hallelujah (de Cohen)
estalam de novas graças aos vocais cristalinos da intérprete.
COLEÇÃO Jornada
nas Estrelas A Série Clássica A Primeira Temporada
(Star Trek, Estados Unidos, 1966. Paramount) Bons tempos aqueles
em que um barranco qualquer nos fundos do estúdio podia passar por um planeta
longínquo, no qual o Capitão Kirk, o Senhor Spock e o restante da
tripulação da nave Enterprise enfrentariam perigos inimagináveis
ao menos para as platéias ingênuas de 1966, quando o seriado
criado por Gene Roddenberry estreou na televisão americana. Cancelada em
1969, devido à baixa audiência, a série virou objeto de culto
(e que culto) nos anos seguintes, com suas numerosas reprises. Desde então,
já foi explorada em filmes e num punhado de outras séries estreladas
pelas "novas gerações", sem nunca perder o apelo de público
e sua incrível capacidade de prover um ganha-pão para os remanescentes
do elenco original. Os primeiros 29 episódios, contidos nessa coleção
com oito discos, dão uma pista para o segredo de Roddenberry: uma mistura
contagiante de audácia e entusiasmo, aplicada a roteiros competentes, com
personagens bem delineados. |