Edição 1905 . 18 de maio de 2005

Índice
Lya Luft
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
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Gente
Datas
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Os livros mais vendidos
 
 

Radar

Lauro Jardim (e-mail: ljardim@abril.com.br)

• GOVERNO

Meirelles no fogo
O inferno astral de Henrique Meirelles deve prosseguir nos próximos dias. O mercado financeiro em peso aposta numa subida de 0,25% nas taxas de juros nesta semana. Fogos amigos e inimigos vão cair sobre a cabeça do presidente do BC.

Ele está em todas
José Dirceu não pára: recentemente, arranjou um tempo em sua agenda para jantar a sós com Emílio Odebrecht.  

Malas e ratos
Quem se habilita? A Presidência da República abriu duas licitações na semana passada. Uma para adquirir sessenta "maletas tipo 007, cor preta, dotadas de duas fechaduras com segredo". Pagará 22.000 reais pelas sessenta maletas. Vai também contratar uma empresa para dedetizar e desratizar a Granja do Torto e os palácios do Planalto e da Alvorada, por 25.600 reais.

 

• ECONOMIA

Mudanças na Globopar
Ronnie Vaz Moreira, presidente da Globopar, deixa o cargo no fim de julho, quando terminar o processo de reestruturação da dívida da Globo.

A hora da Goldman
Nos próximos dias, será anunciada a venda do banco Pactual para a Goldman Sachs. A instituição passará a se chamar Goldman Pactual e terá como presidente o banqueiro carioca André Esteves, de 36 anos. Ele é um dos donos do Pactual e será sócio do novo banco. Os americanos pagaram o equivalente a 1 bilhão de reais pelo negócio.

Morte do papel
Dentro de dois meses, a VR, segunda maior empresa de vale-refeição do país, pára de operar com os tradicionais talões de papel: 100% da operação será feita via cartão digital.  

A China amedronta
Vem aí ataque orquestrado à China. Calma, a guerra é comercial: as exportações chinesas de produtos têxteis e de calçados, entre outros, vão tomar algumas bordoadas. Quem vai bater primeiro é o senador Aloizio Mercadante.

Cai o veto
Uma pesada contenda judicial que se arrasta há anos teve mais um capítulo na semana passada: a Justiça obrigou a Petrobras a aceitar a Marítima, do empresário German Efromovich, em suas megaconcorrências.

 

Os últimos dias de Aldo

Joedson Alves/AE
Rebelo: ataques adiam sua saída


Lula iniciou a semana disposto a aceitar a demissão de Aldo Rebelo, mas resolveu adiar a decisão após os ataques de Luiz Gushiken ao ministro da Coordenação Política. O presidente não quis passar a impressão de que é refém do PT e da insaciável sede do partido por mais espaço no governo. Já o PCdoB ensaiou romper com o governo em solidariedade a Aldo. Na terça-feira, o presidente do partido, Renato Rabelo, esteve com Aldo para combinar o discurso de rompimento. Mas o pragmatismo dos comunistas, que comandam centenas de cargos no governo, falou mais alto. De qualquer forma, a semana terminou pendendo para que a coordenação política do governo retorne às mãos de José Dirceu. Como está é que não fica.

 

• AVIAÇÃO

Não colou
O governo quis, na última hora, incluir um nome de sua confiança para integrar o novo conselho da Varig, escolhido na semana passada. O pedido não foi aceito pela turma que entrou.  

Ataque ao bolso
Além da taxa de embarque velha de guerra, o governo está querendo embutir mais dois tributos nos bilhetes aéreos – um de segurança e outro, cujo projeto de lei já está no Congresso, destinado a formar um fundo para auxiliar as empresas regionais.

 

• BRASIL

Precisa de advogado?
Não há dado melhor para mostrar a péssima qualidade dos cursos de direito do país: no atual exame da OAB de São Paulo apenas 12% dos inscritos passaram na primeira fase. E olhe que a parte realmente difícil do teste ainda está por vir.

Os bunkers das bancas
Algumas das grandes bancas de advogados do país estão alugando salas – ou bunkers, como estão sendo chamadas – longe da sede para guardar documentos de certos clientes. A precaução é conseqüência das cerca de vinte operações de busca e apreensão feitas pela Polícia Federal em escritórios de advocacia, alguns deles gigantes, como o Demarest & Almeida.

 

• FUTEBOL

A seleção é uma mina
A CBF começou a negociar um novo patrocínio para a seleção brasileira. Desta vez, com uma companhia aérea. Não se pensa na exposição da logomarca da empresa nos uniformes, mas em locais alternativos por onde passa a seleção – campos de treinamento, por exemplo.

 

• LIVRO

Cinco meses em um
Apesar de não liderar as listas dos mais vendidos, ocupadas pelo furacão Dan Brown ou por Jô Soares, o novo livro de Paulo Coelho (O Zahir) vendeu em seu primeiro mês de lançamento 162.000 exemplares. O anterior (Onze Minutos) demorou cinco meses para atingir 150.000 cópias.

 

• TELEVISÃO

Padrão da Globo no SBT
Numa operação surpreendente, o SBT tirou Ana Paula Padrão da Globo. A apresentadora, titular do Jornal da Globo havia cinco anos, rompeu o contrato que tinha com a emissora carioca até 2006 e fechou com Silvio Santos.

 

Pedidos bilionários das indústrias

Simone Marinho/Ag. Globo
Steinbruch: quer 7 bilhões do BNDES


Quem tiver acesso aos pedidos de financiamento feitos ao BNDES verá diante de si um mapa em alto-relevo dos setores (e das empresas) que podem crescer mais nos próximos anos. A CSN, do empresário Benjamin Steinbruch, é a campeoníssima de pleitos: no total está requerendo 7 bilhões de reais. Ainda no setor de siderurgia, a Gerdau quer 1,9 bilhão de reais para a expansão de suas fábricas. A telefonia não fica atrás. A TIM pediu 1,3 bilhão de reais e a Brasil Telecom, ainda comandada pelo banqueiro Daniel Dantas, foi atrás de 1,2 bilhão de reais do banco de desenvolvimento oficial. Para dar conta de tantos bilhões, o BNDES deve ter acesso a 7,5 bilhões de reais do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), hoje aplicados em títulos da dívida.

 

Colaboraram Otávio Cabral e Fábio Portela

 

 

Foto Sérgio Dutti

 

 
 
 
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