Edição 1905 . 18 de maio de 2005

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Sociedade
Ele para lá, ela para cá

Dou-lhe um, dou-lhe dois, dou-lhe
três meses. E acabou-se o que quase
foi doce entre Ronaldo e Daniella


Bel Moherdaui

DOS ARQUIVOS DE VEJA
Cadê o sorriso que estava aqui? (23/2/2005)
Noivo enrolado, noiva mais ainda (12/1/2005)
Bola, Amor e Valentino (22/12/2004)
Um namoro fenomenal (11/7/2004)

Quem nunca viveu uma paixão eterna que durou poucos meses? Quem não brigou, voltou, deu escândalo, perdeu a classe, atirou coisas ao chão? Ronaldo e Daniella Cicarelli fizeram isso tudo, mas, por serem quem são, tanto em matéria de fama quanto de temperamento, foram um pouco além. Quando foi para se apaixonar, grudaram-se como siameses; quando foi para se casar... bem, todo mundo sabe. Em meros 86 dias, uniram-se, sofreram, fizeram bobagens. A separação sobreveio com a mesma intensidade. Em ritmo vapt-vupt, foi cada um para seu lado, de mudança feita, alianças removidas e comunicados à imprensa. No ar, sobraram histórias de ciúme doentio, suspeitas de infidelidade e até uma casa semidestruída. Quem disse basta? Ao que tudo indica, foi ela, que na quarta-feira desembarcou em São Paulo com sete malas, cachorrinho "Gucci" no colo e a aura de intensa, embora provavelmente imerecida, antipatia que desperta desde o início do romance. Quem puxou a briga final? Ao que parece, ele, ao saber que, enquanto estava em Madri, a mulher tinha se encontrado em São Paulo com o mesmíssimo ex-namorado que vive aparecendo na periferia desse romance-relâmpago. Ronaldo treinou normalmente e posou sorridente para fotos ao lado do argentino Diego Maradona e outros colegas. Segundo o assessor, Paulo Julio Clement, é tudo pose: "Ele não está se sentindo aliviado. A relação foi muito intensa e o marcou".

Zaga Brandão/Ag. O Globo
Daniella mata no peito: "Quanto mais conheço os homens, mais gosto do meu cachorro"


A arrancada final rumo à separação começou na quinta-feira 5, quando Daniella surgiu no camarote vip de um show em São Paulo vestindo uma camiseta com a frase em francês: "Quanto mais conheço os homens, mais gosto do meu cachorro". Dizia-se ressentida com a ausência de Ronaldo, que não veio vê-la quando sofreu um aborto, em abril, com poucas semanas de gravidez, e com os boatos de que ele andava saindo com outra. No mesmo show estava o empresário João Paulo Diniz, herdeiro do Grupo Pão de Açúcar, que foi seu namorado. Os dois nem sequer se falaram, dizem testemunhas, mas Ronaldo soube e não gostou. Diniz, por via das dúvidas, emitiu dois comunicados incluindo-se totalmente fora da encrenca. No dia seguinte, ela embarcou para Madri com uma equipe de filmagem – ia, junto com Ronaldo, gravar um comercial para uma operadora de celular. A equipe voltou de câmeras abanando. O casal passou o fim de semana brigando – ela, atirando ao chão vasos, porta-retratos e o que mais estivesse sobre os móveis –, até Ronaldo sair de casa. Antes, na ausência de Daniella, comentou-se que ele andava se encontrando com a modelo catalã Mireia Canalda, uma espécie de reserva técnica de longa data (conheceram-se em Milão, ainda no tempo de Milene Domingues) a quem recorre nos intervalos ou mesmo nos períodos de coração ocupado. Pois na segunda, sozinho e sorridente, foi à comentadíssima festa de 30 anos do colega David Beckham em um bar chique de Madri – e Mireia também estava lá. Na terça, a estourada Daniella fez as malas e voltou para São Paulo. "Briga era rotina para eles. Os dois são muito ciumentos", conta uma amiga da apresentadora.

Manu Fernandez/Ag. O Globo

Vida de solteiro: Ronaldo sorridente no encontro com Maradona; no radar, a modelo Mireia, espécie de reserva técnica
Queen International

Pós-separação, a única outra declaração conjunta do casal foi para negar que Daniella vá sair dessa com algum tipo de indenização (falava-se em até 15 milhões de reais). "Eles não fizeram nenhum contrato pré-nupcial, até porque tanto ela quanto ele ainda eram casados. Comigo, não assinaram nada", afirma o advogado carioca Michel Assef, que cuida dos interesses do atacante. Daniella está instalada em seu apartamento em São Paulo, sozinha, trabalhando e correndo diariamente. A mãe dele, Sônia, já está em Madri cuidando de Ronaldo, que nesta semana viaja ao Oriente Médio para encontrar crianças palestinas e israelenses. No Brasil, amigos dele, sobretudo a ressentida "turma da farra" que foi exilada durante o casamento, festejam a volta de Ronaldo à solteirice. Temem, no entanto, uma recaída. Diz um deles, conhecedor da alma ronaldiana: "O casamento, neste momento, acabou. Isso não quer dizer que não possam voltar".

 
 
 
 
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