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Sociedade Ele
para lá, ela para cá Dou-lhe um,
dou-lhe dois, dou-lhe três meses. E acabou-se o que quase foi doce
entre Ronaldo e Daniella 
Bel Moherdaui
Quem nunca viveu uma paixão
eterna que durou poucos meses? Quem não brigou, voltou, deu escândalo,
perdeu a classe, atirou coisas ao chão? Ronaldo e Daniella Cicarelli fizeram
isso tudo, mas, por serem quem são, tanto em matéria de fama quanto
de temperamento, foram um pouco além. Quando foi para se apaixonar, grudaram-se
como siameses; quando foi para se casar... bem, todo mundo sabe. Em meros 86 dias,
uniram-se, sofreram, fizeram bobagens. A separação sobreveio com
a mesma intensidade. Em ritmo vapt-vupt, foi cada um para seu lado, de mudança
feita, alianças removidas e comunicados à imprensa. No ar, sobraram
histórias de ciúme doentio, suspeitas de infidelidade e até
uma casa semidestruída. Quem disse basta? Ao que tudo indica, foi ela,
que na quarta-feira desembarcou em São Paulo com sete malas, cachorrinho
"Gucci" no colo e a aura de intensa, embora provavelmente imerecida, antipatia
que desperta desde o início do romance. Quem puxou a briga final? Ao que
parece, ele, ao saber que, enquanto estava em Madri, a mulher tinha se encontrado
em São Paulo com o mesmíssimo ex-namorado que vive aparecendo na
periferia desse romance-relâmpago. Ronaldo treinou normalmente e posou sorridente
para fotos ao lado do argentino Diego Maradona e outros colegas. Segundo o assessor,
Paulo Julio Clement, é tudo pose: "Ele não está se sentindo
aliviado. A relação foi muito intensa e o marcou".
Zaga Brandão/Ag. O Globo  |
| Daniella mata no peito: "Quanto mais conheço
os homens, mais gosto do meu cachorro" | A
arrancada final rumo à separação começou na quinta-feira
5, quando Daniella surgiu no camarote vip de um show em São Paulo vestindo
uma camiseta com a frase em francês: "Quanto mais conheço os homens,
mais gosto do meu cachorro". Dizia-se ressentida com a ausência de Ronaldo,
que não veio vê-la quando sofreu um aborto, em abril, com poucas
semanas de gravidez, e com os boatos de que ele andava saindo com outra. No mesmo
show estava o empresário João Paulo Diniz, herdeiro do Grupo Pão
de Açúcar, que foi seu namorado. Os dois nem sequer se falaram,
dizem testemunhas, mas Ronaldo soube e não gostou. Diniz, por via das dúvidas,
emitiu dois comunicados incluindo-se totalmente fora da encrenca. No dia seguinte,
ela embarcou para Madri com uma equipe de filmagem ia, junto com Ronaldo,
gravar um comercial para uma operadora de celular. A equipe voltou de câmeras
abanando. O casal passou o fim de semana brigando ela, atirando ao chão
vasos, porta-retratos e o que mais estivesse sobre os móveis , até
Ronaldo sair de casa. Antes, na ausência de Daniella, comentou-se que ele
andava se encontrando com a modelo catalã Mireia Canalda, uma espécie
de reserva técnica de longa data (conheceram-se em Milão, ainda
no tempo de Milene Domingues) a quem recorre nos intervalos ou mesmo nos períodos
de coração ocupado. Pois na segunda, sozinho e sorridente, foi à
comentadíssima festa de 30 anos do colega David Beckham em um bar chique
de Madri e Mireia também estava lá. Na terça, a estourada
Daniella fez as malas e voltou para São Paulo. "Briga era rotina para eles.
Os dois são muito ciumentos", conta uma amiga da apresentadora.
Manu Fernandez/Ag. O Globo

Vida de solteiro: Ronaldo sorridente no encontro com Maradona; no radar, a modelo
Mireia, espécie de reserva técnica | Queen
International  |
Pós-separação, a única
outra declaração conjunta do casal foi para negar que Daniella vá
sair dessa com algum tipo de indenização (falava-se em até
15 milhões de reais). "Eles não fizeram nenhum contrato pré-nupcial,
até porque tanto ela quanto ele ainda eram casados. Comigo, não
assinaram nada", afirma o advogado carioca Michel Assef, que cuida dos interesses
do atacante. Daniella está instalada em seu apartamento em São Paulo,
sozinha, trabalhando e correndo diariamente. A mãe dele, Sônia, já
está em Madri cuidando de Ronaldo, que nesta semana viaja ao Oriente Médio
para encontrar crianças palestinas e israelenses. No Brasil, amigos dele,
sobretudo a ressentida "turma da farra" que foi exilada durante o casamento, festejam
a volta de Ronaldo à solteirice. Temem, no entanto, uma recaída.
Diz um deles, conhecedor da alma ronaldiana: "O casamento, neste momento, acabou.
Isso não quer dizer que não possam voltar". |