Edição 1905 . 18 de maio de 2005

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Agora, é aguardar o DVD

Divulgação
Eva: cenas de sexo cortadas na versão final de Cruzada

Custou muito para a francesa Eva Green conquistar o papel de princesa Sybilla em Cruzada. "Passei por uns seis testes", conta a exótica morena de 24 anos, filha de um dentista sueco e de uma atriz que ainda povoa as fantasias dos cinqüentões, Marlène Jobert. Antes do épico de Ridley Scott, Eva marcou muito desnuda presença em Os Sonhadores, de Bernardo Bertolucci, e em Cruzada bisou o desfile de seus predicados, em longas e tórridas seqüências de sexo com Orlando Bloom – só que a maioria acabou cortada por falta de tempo. "Foi uma pena. Demoramos tanto para achar o tom certo. Mas temos de ser realistas", suspira. Resta a promessa de Scott de que, com quase quatro horas de duração, o DVD vai mostrar tudinho.

 

Que futebol, que nada

Bruno Domingues/Reuters
Carla levanta a platéia em um intervalo: "Cantada o tempo todo"


Na primeira Copa do Mundo de futebol de areia, que termina domingo no Rio de Janeiro, nenhuma equipe provocou tanto entusiasmo quanto as dez animadoras de torcida que os organizadores recrutaram em uma academia de dança. Nos intervalos dos jogos, as meninas, de top, shortinho e silhueta hipercurvilínea, saracoteavam na areia de Copacabana sob gritos delirantes de platéia e jogadores: a equipe australiana quase chegou às vias de fato pela chance de tirar fotos com elas. "Recebemos cantada o tempo todo. Fiquei meio assustada, mas gostei da experiência", diz Carla Clemente, 22 anos, que ganhou 700 reais por oito dias de rebolado.

 

Pascal Guyot/AFP
Ash em Cannes: nenhum filme, mas muita presença


Rápida, porém marcante

Função específica ela não cumpre – afinal, a estonteante atriz indiana Aishwarya Rai, 31 anos, não tem filme estreando, não faz parte do júri nem vai receber nenhuma homenagem. Mas todos se calaram, embevecidos, para vê-la – vestido florido, longos cabelos soltos, decote e corpão à la Juliana Paes – e ouvi-la pronunciar: "É um enorme prazer e uma honra declarar aberto o 58° Festival de Cinema de Cannes". Depois de abrir o festival, Ash, como é chamada, foi para Londres filmar Provoked, co-produção anglo-indiana, deixando o tapete vermelho livre para as colegas ocidentais desfilar seus dotes menos abundantes.

 

 

Quando é que vão mudar de assunto?

Oscar Cabral
Nossiter: menos vinho e mais tempo para as gêmeas e o filme novo


Depois de visitar oito países para filmar Mondovino, uma denúncia contra a despersonalização da vinicultura, o cineasta americano Jonathan Nossiter instalou-se há três meses no Rio de Janeiro com a mulher, Paula, fotógrafa paulista que conheceu em Paris. Aqui, como em toda parte, é constantemente assediado por pedidos de dicas sobre vinhos. "É impressionante. As pessoas querem saber da uva, da safra, de tudo. Estou cansado desse assunto", brinca o cineasta de 43 anos, que planeja novo filme, sobre estrangeiros no Brasil. Enquanto a produção não começa, ele estuda português e paparica as filhas gêmeas, Miranda e Capitu, de 1 mês.

 

A melhor coisinha da cúpula

 
Giovanna Leal
Lula Marques/Folha Imagem
Herla, sorridente e fugindo do "tio Lula": nada de beijinho

Em plena coletiva de encerramento da Cúpula América do Sul-Países Árabes, em Brasília, uma coisinha ruiva cheia de cachos comia biscoitos, corria e brincava, sem ligar a mínima para as autoridades presentes – negou-se, inclusive, a dar um beijinho no "tio Lula". A encantadora Herla Al-Salihi, 3 anos, é filha da paraense Erna e do médico iraquiano Farouk Al-Sahili, presidente da Comunidade Árabe-Americana, que representou seu grupo na cúpula. Moram em Nova York, onde Herla "é sempre comparada a Shirley Temple", conta a mãe, orgulhosa. Fala inglês e português, que aprendeu "vendo vídeos da Xuxa, que ela adora".


Editado por Lizia Bydlowski.
Colaboraram Roberta Salomone e Sandra Brasil

 
 
 
 
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