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Cartas
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"VEJA presta um serviço aos
brasileiros ao esclarecer o que é o espiritismo, tão
malbaratado por aqueles que deturpam essa doutrina cristã."
Marimar Aiala
Goiânia, GO |
Espiritismo
VEJA tratou o assunto com a isenção
necessária, dando a cada um a oportunidade de pensar por
si. O espiritismo, codificado por Alan Kardec, tornou-se a mais
cristã de todas as religiões ao explicar claramente
os ensinamentos deixados por Jesus e pregar o amor e a fidelidade
a Ele. É uma religião sem sacerdotes, ministros ou
outros cargos eclesiásticos nem dogmas, tabus ou proibições,
congregando pessoas iguais entre si, unidas pelo amor a Deus e pela
vontade de fazer bem ao próximo ("Os vivos e as outras vidas"
e "Sarau místico-musical", 11 de maio).
Ricardo Mingordo Faria Vila Velha, ES
Acredito que a maior lição
que fica para nós com relação ao espiritismo,
sejamos espíritas ou não, é que a caridade
e o amor ao próximo, assim como a todos os seres vivos, serão
sempre o principal canal que nos aproximará do Criador, independentemente
de nossa religião.
Alex Cardoso de Melo
O espiritismo não só
esclarece como também nos dá maior responsabilidade
perante a vida: o livre-arbítrio e a lei de causa e efeito
fazem com que estejamos sempre atentos na direção
da nossa caminhada. Acredito que, quando esses dois conceitos forem
claros para a maioria da população, a vida na Terra
será mais equilibrada.
Francisco Amancio
Cascais, Portugal
Dados como os 40 milhões
de brasileiros que, não obstante declararem vínculo
com outras crenças, aceitam e crêem em fundamentos
espíritas como a reencarnação e a comunicabilidade
dos espíritos mostram que divulgar a doutrina como VEJA o
fez tem grande importância, rasgando os véus de preconceito
que infelizmente ainda pairam no seio da nossa sociedade ante o
desconhecido.
Wagner Gomes Reis
Comunhão Espírita de Brasília
Águas Claras, DF
A capa de VEJA de 11 de maio
é sensacional. A frieza da morte ganha o toque luminoso da
esperança na existência de um caminho suave para outra
vida, e o recado bem-humorado remete à tão desejada
possibilidade de contato com os entes queridos que se foram. Raramente
um assunto delicado e complexo como esse conseguiu uma síntese
tão inteligente. Quanto ao texto, conseguiu ser instigante
mantendo a necessária neutralidade. Parabéns.
José Farid Zaine
Secretário municipal da Cultura de Limeira Limeira, SP
Tom Wolfe
Ao afirmar não haver mais
bandeiras de esquerda nos Estados Unidos e o fato de os intelectuais
terem uma fobia irracional ao presidente americano, o jornalista
Tom Wolfe (Amarelas, 11 de maio) nos conduz à seguinte conclusão:
aqueles que se opõem ao governo Bush estão certos,
mas muitos o fazem pelos motivos errados. Ademais, há demonstrações
de que a maior parte do antiamericanismo atual é dirigida
contra a política, e não contra a cultura. Afortunadamente,
é mais fácil alterar políticas do que mudar
a cultura.
Hugo Lins Coelho
Recife, PE
Japão
Em nome do governo do Japão,
eu gostaria de comentar a matéria "Crime sem perdão"
(4 de maio). Em 22 de abril, na Reunião de Cúpula
Ásia-África, que se realizou na Indonésia,
o primeiro-ministro Junichiro Koizumi expressou claramente em seu
discurso que "encaramos com humildade" que "o nosso país,
no passado, causou muitos danos e sofrimentos a vários países,
principalmente à população da Ásia,
por meio do controle e da ocupação das antigas colônias",
e que a nossa nação tem "marcados permanentemente
no coração o profundo arrependimento e o sentimento
de pedido de perdão". Esse posicionamento comprova a manutenção
da atitude de percepção da história indicada
na declaração do primeiro-ministro, por ocasião
do cinqüentenário do pós-guerra, como também
demonstra a decisão do governo de continuar os esforços
pela paz e segurança mundial, com base no profundo arrependimento
em relação ao passado histórico relativo à
II Guerra Mundial.
Hitohiro Ishida
Cônsul-geral do Japão
São Paulo, SP
Diogo Mainardi
Em relação ao artigo
veiculado sob o título "Bananão, não, Dendezão"
(11 de maio), a Associação Brasileira das Indústrias
de Biodiesel esclarece que está empenhada em promover com
o governo a adequação dos aspectos tributários,
para que todo interessado, independentemente da região à
qual pertença, se sinta seguro e motivado a investir na nova
matriz energética. Em relação à crítica
feita à isenção dos impostos PIS e Cofins,
esclarecemos que esta só ocorre quando o biodiesel é
"fabricado a partir de mamona, ou fruto, caroço ou amêndoa
de palma produzidos nas regiões Norte e Nordeste e no semi-árido,
adquiridos de agricultor familiar enquadrado no Pronaf" (decreto
nº 5297/2004).
Nivaldo Rubens Trama
Presidente da Associação Brasileira das Indústrias
de Biodiesel (ABiodiesel)
São Paulo, SP
A usina da Agropalma foi fruto
de quatro anos de pesquisas conjuntas dessa empresa com a Universidade
Federal do Rio de Janeiro. O processo tecnológico desenvolvido
é patenteado e único no mundo e poderá em breve
gerar dividendos aos parceiros e ao país, não só
com a venda do produto, mas também com royalties. O investimento
foi todo custeado com recursos próprios, sem nenhum financiamento
do BNDES ou de algum outro banco público. O projeto de biodiesel
da Agropalma não possui incentivo fiscal federal, nem tipo
algum de subsídio nos foi concedido. Nossa matéria-prima
não é o óleo de palma, mas o resíduo
graxo do refino desse óleo. O custo de produção
desse biodiesel é altamente competitivo, mesmo recolhendo
impostos rigorosamente iguais aos aplicados ao diesel no Brasil.
Marcello A. Brito
Diretor comercial
Grupo Agropalma
Consladel
Com mais de trinta anos de experiência
na área de trânsito e na qualidade de presidente do
Conselho Federal de Despachantes e vereador recém-eleito,
não é difícil perceber que há algo de
estranho na CET. Ela, que já foi modelo, está sucateada.
Quando falam em modernização, falam em novos equipamentos
de fiscalização, e não em manutenção
do que deveria estar funcionando e não está, ou seja,
fala-se em "novos contratos de compra". Por isso, ainda em fevereiro,
apresentei uma proposta de CPI sobre a CET com a finalidade de investigar
o destino dos recursos que a empresa recebe. A proposta não
conseguiu os 28 votos necessários para sua aprovação
graças a um curioso acordo entre PT e PSDB (que, em tese,
não teria motivo para se opor à idéia). VEJA
me deu mais um motivo para insistir na proposta ou procurar um artifício
regimental para levá-la adiante ("Sinal verde para a corrupção?",
11 de maio).
Adilson Amadeu
Vereador (PTB-SP)
Vice-presidente da Comissão de Trânsito e Transporte
São Paulo, SP
Educação
Sou aluna do ensino médio,
tenho 16 anos e me identifiquei com a reportagem "Com medo dos alunos"
(11 de maio). A matéria realmente reflete o estado das escolas
particulares brasileiras. Estudo em uma, e as coisas realmente acontecem
desse jeito. Principalmente no ensino fundamental. Tive professores
que nunca conseguiram ministrar uma aula a sério, por indisciplina
da classe. Acredito que os alunos caem na real no ensino médio
e ganham um pouco de maturidade com o vestibular se aproximando.
Fernanda Thiemi Aoki
Apucarana, PR
Excelente e perturbadora a reportagem
de VEJA. Minha namorada é professora e freqüentemente
relata casos humilhantes que ocorrem com ela e seus colegas, profissionais
competentes e dedicados. Por culpa da omissão e superproteção
dos pais, quem sofre é a sociedade, a quem é imposta
uma geração de jovens mal-educados e sem a mínima
noção de civilidade, ética e convivência.
José Guilherme Wasner Machado
Belo Horizonte, MG
Pierre Bourdieu e Jean-Claude
Passeron tinham razão ao escrever em A Reprodução
que nenhum outro espaço reproduz melhor a sociedade do
que uma sala de aula. Felizmente, os alunos ainda não estão
envenenando os professores para ficar com suas maiores heranças:
a educação, o saber e a decência.
Sérgio Hoffmann
Blumenau, SC
Chocou-me o nome do artigo, bastante
inadequado, que entra em confronto direto com o posicionamento educador-aluno
que venho desenvolvendo há 27 anos, baseado na confiança
e no respeito mútuos. A diagramação, com minha
foto logo abaixo da manchete, dá ao leitor a impressão
de que, assim como outros entrevistados, também teria receio
dos alunos. Além disso, no depoimento observei que o professor
precisa ser "firme", e não "duro", como foi mencionado. Por
fim, meu nome é Nilde, e não como constou na reportagem.
Nilde Maria Rotolo Negrini
Professora
São Paulo, SP
Judiciário
Sobre a reportagem "O raio X
da Justiça" (11 de maio), que cita a Justiça do Piauí
como a que menos investe em informatização, cumpre
salientar que só a Corregedoria-Geral da Justiça do
Piauí investiu, nos últimos doze meses, na compra
de 369 computadores,112 impresssoras a jato de tinta, 82 impressoras
a laser, 171 impressoras matriciais, 312 no-breaks, 55 estabilizadores
e outros componentes de informática, o valor de 1.153.798
reais. Os equipamentos foram destinados a todas as comarcas do estado
e estão em pleno funcionamento.
Paulo Silvio Mourão Veras
Secretário-geral da Corregedoria-Geral da Justiça
do Piauí
Teresina, PI
Como cidadão e membro
do Poder Judiciário, manifesto, com todo o respeito, minha
tristeza pelo tom tendencioso e agressivo da matéria. Há
mazelas, mas também dedicação e amor ao ideal.
A revista deveria esclarecer que a grande maioria trabalha em fins
de semana e em metade, ou mais, das férias para dar conta
da imensidão dos conflitos de interesse a nós confiados.
Os erros devem ser mostrados e combatidos, mas os acertos não
podem ser desprezados.
Luiz Felipe da Silva Haddad
Desembargador
Niterói, RJ
Geração vaidade
Cumprimento VEJA pela reportagem
"Geração vaidade" (11 de maio). As festas, baladas
e saídas à noite clamam por um indivíduo com
uma aparência desejável. O que mais me preocupa não
é só o valor que os jovens dão à aparência,
mas sim a vulgaridade e a falta de cultura e de discernimento dos
jovens. Mais do que "geração vaidade", essa deve ser
chamada de "geração alienada". Alienada dos problemas
que afligem a humanidade.
André Simões, 18 anos
São Paulo, SP
Tenho 16 anos e pretendo implantar
silicone nos seios, uma vez que, após ler e pesquisar a respeito
e visitar médicos especialistas, concluí que não
há problemas maiores em conseqüência de tal cirurgia.
Pelo contrário, a operação, apesar de ter "finalidades
estéticas", também servirá para aumentar meu
bem-estar e minha auto-estima. Espero que meus pais não se
deixem levar pela reportagem e pelos argumentos nela apresentados.
Ana Cândida Lamoia de Moraes
Belo Horizonte, MG
Medicina
Sobre a reportagem "Máquinas
que vêem" (11 de maio), é inegável o auxílio
que esses aparelhos trazem ao diagnóstico médico,
porém seu uso não deve substituir a entrevista e o
exame físico adequados. Essa armadilha da sedução
tecnológica tem ludibriado cada vez mais profissionais, tornando
a medicina mais cara e o médico mais distante de seu paciente.
Anderson Soares
Professor, médico de família e comunidade e docente
do departamento de medicina social da Faculdade de Medicina de Ribeirão
Preto-USP
Ribeirão Preto, SP
Sociedade
Ao que tudo indica, Paula Lavigne
("A tigresa e o leãozinho", 11 de maio) está passando
por uma fase confusa, agressiva e conseqüentemente infeliz.
Ela não está tendo coerência entre o que faz
e o que fala. É bom que ela reflita sobre esta frase do Dalai
Lama: "Felicidade é quando há coerência entre
o que se faz, o que se pensa e o que se fala".
Juliana Pisetta de Oliveira
Foz do Iguaçu, PR
Aviação
Acompanhando a empresa por dentro,
noto a habitual competência dos funcionários de todos
os setores, esforçando-se para que o grupo se mantenha num
grau de excelência e sinergia, sempre focando o cliente. A
Varig é uma empresa lucrativa. Os vôos saem e chegam
lotados e os hangares de manutenção prestam serviços
a outras companhias, mas o balanço positivo não vem
fazendo frente às dívidas astronômicas e às
pressões dos credores, que acabam limitando operacionalmente
a rotina e toda a estrutura necessária ao bom andamento da
instituição ("O rasante da Varig", 11 de maio).
Rodrigo Germano
Porto Alegre, RS
Politicamente correto
Em vez de tentar empobrecer nosso
idioma, o governo deveria incentivar o ensino de regras gramaticais
básicas, especialmente quanto à colocação
pronominal. Nós, brasileiros, com a colaboração
de radialistas, apresentadores de televisão e das traduções
malfeitas de filmes estrangeiros, estamos piorando a cada dia no
uso oral dos pronomes ("Índex de palavras",11 de maio).
Juliana Ribeiro Tavares
Barra do Garças, MT
Cinema
Aleluia! Até que enfim
alguém resolveu arranhar um pouquinho a imagem da grande
dama santa, amém, do teatro/cinema nacional e ousou dizer
que ela (Fernanda Montenegro) pode ser uma unanimidade, mas
o trabalho dela, não. Eu, que já tinha ficado impressionado
com a composição do sotaque bem ruim dela no Hoje
É Dia de Maria, agradeço a Isabela Boscov pelo
serviço iconoclástico de utilidade pública
("Existe atriz infalível?", 11 de maio).
Cleido Vasconcelos
Ribeirão Preto, SP
Televisão
Na matéria "Duelo trapalhão"
(11 de maio), sobre Dedé Santana, o jornalista descreveu
a cirurgia de obesidade a que o humorista foi submetido como cirurgia
de redução de estômago. Dedé Santana
passou na verdade, nas mãos do doutor José Lazzaroto
de Mello e Souza, por uma cirurgia de bypass intestinal, que consiste
em apenas fazer um desvio no intestino sem cortar ou ressecar o
mesmo. Na cirurgia, a anestesia é peridural misturada à
raquidiana, e o paciente é operado acordado conversando com
o médico. No bypass intestinal nenhuma parte do estômago
é tocada.
Alesandro Baitello
Assessoria de comunicação
Pinhais, PR
História
O bunker de Hitler, derrubado
pelos russos, apesar do teto de concreto de 3 metros de espessura,
encontra-se sob um bucólico jardim em Berlim, local pouco
divulgado para evitar romarias de neonazistas. E não sob
o Parlamento alemão, como diz a matéria "O monstro,
a secretária e o cãozinho" (4 de maio).
Roberto Muylaert
Por e-mail
CORREÇÕES: Na
reportagem "Caçada ecológica" (4 de maio), o nome
da área onde está autorizado o manejo de jacarés
é Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá.
Na reportagem "O rasante da Varig" (11 de maio), o faturamento
da Varig Log no ano passado foi de 1,466 bilhão de reais,
e não de 497 milhões.
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SCHUMACHER PENTACAMPEÃO?
No
Auto-retrato do piloto espanhol Fernando Alonso (11
de maio), o alemão Michael Schumacher foi citado
como "pentacampeão" de Fórmula 1. Os leitores
Rogério Bianco, de São Bernardo do Campo
(SP), Luiz Marcelo Viegas, de Ibirité (MG), e
Fernanda Fernandes de Lima Melo, de Marabá (PA),
contestaram. "Schumacher é heptacampeão.
São cinco títulos pela Ferrari e mais
dois pela extinta Benetton", informou Viegas. Na verdade,
apesar de o alemão ter vencido sete vezes e de
o argentino Juan Manuel Fangio ter conquistado cinco
títulos nos primórdios da competição,
Schumacher é o único a vencer cinco vezes
seguidas o campeonato, o que faz dele um legítimo
pentacampeão. Abaixo, os maiores vencedores da
Fórmula 1:
Michael Schumacher
(alemão): 7
(1994, 1995, 2000, 2001, 2002, 2003 e 2004)
Juan Manuel Fangio
(argentino): 5
(1951, 1954, 1955, 1956 e 1957)
Alain Prost (francês): 4
(1985, 1986, 1989 e 1993)
Jack Brabham (australiano): 3
(1959, 1960 e 1966)
Jackie Stewart
(escocês): 3
(1969, 1971 e 1973)
Niki Lauda (austríaco): 3
(1975, 1977 e 1984)
Nelson Piquet
(brasileiro): 3
(1981, 1983 e 1987)
Ayrton Senna (brasileiro): 3
(1988, 1990 e 1991)
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