Edição 1905 . 18 de maio de 2005

Índice
Lya Luft
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Auto-retrato
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
"VEJA presta um serviço aos brasileiros ao esclarecer o que é o espiritismo, tão malbaratado por aqueles que deturpam essa doutrina cristã."
Marimar Aiala
Goiânia, GO

 

Espiritismo

VEJA tratou o assunto com a isenção necessária, dando a cada um a oportunidade de pensar por si. O espiritismo, codificado por Alan Kardec, tornou-se a mais cristã de todas as religiões ao explicar claramente os ensinamentos deixados por Jesus e pregar o amor e a fidelidade a Ele. É uma religião sem sacerdotes, ministros ou outros cargos eclesiásticos nem dogmas, tabus ou proibições, congregando pessoas iguais entre si, unidas pelo amor a Deus e pela vontade de fazer bem ao próximo ("Os vivos e as outras vidas" e "Sarau místico-musical", 11 de maio).
Ricardo Mingordo Faria Vila Velha, ES  

Acredito que a maior lição que fica para nós com relação ao espiritismo, sejamos espíritas ou não, é que a caridade e o amor ao próximo, assim como a todos os seres vivos, serão sempre o principal canal que nos aproximará do Criador, independentemente de nossa religião.
Alex Cardoso de Melo  

O espiritismo não só esclarece como também nos dá maior responsabilidade perante a vida: o livre-arbítrio e a lei de causa e efeito fazem com que estejamos sempre atentos na direção da nossa caminhada. Acredito que, quando esses dois conceitos forem claros para a maioria da população, a vida na Terra será mais equilibrada.
Francisco Amancio
Cascais, Portugal  

Dados como os 40 milhões de brasileiros que, não obstante declararem vínculo com outras crenças, aceitam e crêem em fundamentos espíritas como a reencarnação e a comunicabilidade dos espíritos mostram que divulgar a doutrina como VEJA o fez tem grande importância, rasgando os véus de preconceito que infelizmente ainda pairam no seio da nossa sociedade ante o desconhecido.
Wagner Gomes Reis
Comunhão Espírita de Brasília
Águas Claras, DF  

A capa de VEJA de 11 de maio é sensacional. A frieza da morte ganha o toque luminoso da esperança na existência de um caminho suave para outra vida, e o recado bem-humorado remete à tão desejada possibilidade de contato com os entes queridos que se foram. Raramente um assunto delicado e complexo como esse conseguiu uma síntese tão inteligente. Quanto ao texto, conseguiu ser instigante mantendo a necessária neutralidade. Parabéns.
José Farid Zaine
Secretário municipal da Cultura de Limeira Limeira, SP

 

Tom Wolfe

Ao afirmar não haver mais bandeiras de esquerda nos Estados Unidos e o fato de os intelectuais terem uma fobia irracional ao presidente americano, o jornalista Tom Wolfe (Amarelas, 11 de maio) nos conduz à seguinte conclusão: aqueles que se opõem ao governo Bush estão certos, mas muitos o fazem pelos motivos errados. Ademais, há demonstrações de que a maior parte do antiamericanismo atual é dirigida contra a política, e não contra a cultura. Afortunadamente, é mais fácil alterar políticas do que mudar a cultura.
Hugo Lins Coelho
Recife, PE

 

Japão

Em nome do governo do Japão, eu gostaria de comentar a matéria "Crime sem perdão" (4 de maio). Em 22 de abril, na Reunião de Cúpula Ásia-África, que se realizou na Indonésia, o primeiro-ministro Junichiro Koizumi expressou claramente em seu discurso que "encaramos com humildade" que "o nosso país, no passado, causou muitos danos e sofrimentos a vários países, principalmente à população da Ásia, por meio do controle e da ocupação das antigas colônias", e que a nossa nação tem "marcados permanentemente no coração o profundo arrependimento e o sentimento de pedido de perdão". Esse posicionamento comprova a manutenção da atitude de percepção da história indicada na declaração do primeiro-ministro, por ocasião do cinqüentenário do pós-guerra, como também demonstra a decisão do governo de continuar os esforços pela paz e segurança mundial, com base no profundo arrependimento em relação ao passado histórico relativo à II Guerra Mundial.
Hitohiro Ishida

Cônsul-geral do Japão
São Paulo, SP

 

Diogo Mainardi

Em relação ao artigo veiculado sob o título "Bananão, não, Dendezão" (11 de maio), a Associação Brasileira das Indústrias de Biodiesel esclarece que está empenhada em promover com o governo a adequação dos aspectos tributários, para que todo interessado, independentemente da região à qual pertença, se sinta seguro e motivado a investir na nova matriz energética. Em relação à crítica feita à isenção dos impostos PIS e Cofins, esclarecemos que esta só ocorre quando o biodiesel é "fabricado a partir de mamona, ou fruto, caroço ou amêndoa de palma produzidos nas regiões Norte e Nordeste e no semi-árido, adquiridos de agricultor familiar enquadrado no Pronaf" (decreto nº 5297/2004).
Nivaldo Rubens Trama
Presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Biodiesel (ABiodiesel)
São Paulo, SP

A usina da Agropalma foi fruto de quatro anos de pesquisas conjuntas dessa empresa com a Universidade Federal do Rio de Janeiro. O processo tecnológico desenvolvido é patenteado e único no mundo e poderá em breve gerar dividendos aos parceiros e ao país, não só com a venda do produto, mas também com royalties. O investimento foi todo custeado com recursos próprios, sem nenhum financiamento do BNDES ou de algum outro banco público. O projeto de biodiesel da Agropalma não possui incentivo fiscal federal, nem tipo algum de subsídio nos foi concedido. Nossa matéria-prima não é o óleo de palma, mas o resíduo graxo do refino desse óleo. O custo de produção desse biodiesel é altamente competitivo, mesmo recolhendo impostos rigorosamente iguais aos aplicados ao diesel no Brasil.
Marcello A. Brito
Diretor comercial
Grupo Agropalma

 

Consladel

Com mais de trinta anos de experiência na área de trânsito e na qualidade de presidente do Conselho Federal de Despachantes e vereador recém-eleito, não é difícil perceber que há algo de estranho na CET. Ela, que já foi modelo, está sucateada. Quando falam em modernização, falam em novos equipamentos de fiscalização, e não em manutenção do que deveria estar funcionando e não está, ou seja, fala-se em "novos contratos de compra". Por isso, ainda em fevereiro, apresentei uma proposta de CPI sobre a CET com a finalidade de investigar o destino dos recursos que a empresa recebe. A proposta não conseguiu os 28 votos necessários para sua aprovação graças a um curioso acordo entre PT e PSDB (que, em tese, não teria motivo para se opor à idéia). VEJA me deu mais um motivo para insistir na proposta ou procurar um artifício regimental para levá-la adiante ("Sinal verde para a corrupção?", 11 de maio).
Adilson Amadeu
Vereador (PTB-SP)
Vice-presidente da Comissão de Trânsito e Transporte
São Paulo, SP

 

Educação

Sou aluna do ensino médio, tenho 16 anos e me identifiquei com a reportagem "Com medo dos alunos" (11 de maio). A matéria realmente reflete o estado das escolas particulares brasileiras. Estudo em uma, e as coisas realmente acontecem desse jeito. Principalmente no ensino fundamental. Tive professores que nunca conseguiram ministrar uma aula a sério, por indisciplina da classe. Acredito que os alunos caem na real no ensino médio e ganham um pouco de maturidade com o vestibular se aproximando.
Fernanda Thiemi Aoki
Apucarana, PR

Excelente e perturbadora a reportagem de VEJA. Minha namorada é professora e freqüentemente relata casos humilhantes que ocorrem com ela e seus colegas, profissionais competentes e dedicados. Por culpa da omissão e superproteção dos pais, quem sofre é a sociedade, a quem é imposta uma geração de jovens mal-educados e sem a mínima noção de civilidade, ética e convivência.
José Guilherme Wasner Machado
Belo Horizonte, MG  

Pierre Bourdieu e Jean-Claude Passeron tinham razão ao escrever em A Reprodução que nenhum outro espaço reproduz melhor a sociedade do que uma sala de aula. Felizmente, os alunos ainda não estão envenenando os professores para ficar com suas maiores heranças: a educação, o saber e a decência.
Sérgio Hoffmann
Blumenau, SC  

Chocou-me o nome do artigo, bastante inadequado, que entra em confronto direto com o posicionamento educador-aluno que venho desenvolvendo há 27 anos, baseado na confiança e no respeito mútuos. A diagramação, com minha foto logo abaixo da manchete, dá ao leitor a impressão de que, assim como outros entrevistados, também teria receio dos alunos. Além disso, no depoimento observei que o professor precisa ser "firme", e não "duro", como foi mencionado. Por fim, meu nome é Nilde, e não como constou na reportagem.
Nilde Maria Rotolo Negrini
Professora
São Paulo, SP

 

Judiciário

Sobre a reportagem "O raio X da Justiça" (11 de maio), que cita a Justiça do Piauí como a que menos investe em informatização, cumpre salientar que só a Corregedoria-Geral da Justiça do Piauí investiu, nos últimos doze meses, na compra de 369 computadores,112 impresssoras a jato de tinta, 82 impressoras a laser, 171 impressoras matriciais, 312 no-breaks, 55 estabilizadores e outros componentes de informática, o valor de 1.153.798 reais. Os equipamentos foram destinados a todas as comarcas do estado e estão em pleno funcionamento.
Paulo Silvio Mourão Veras
Secretário-geral da Corregedoria-Geral da Justiça do Piauí
Teresina, PI  

Como cidadão e membro do Poder Judiciário, manifesto, com todo o respeito, minha tristeza pelo tom tendencioso e agressivo da matéria. Há mazelas, mas também dedicação e amor ao ideal. A revista deveria esclarecer que a grande maioria trabalha em fins de semana e em metade, ou mais, das férias para dar conta da imensidão dos conflitos de interesse a nós confiados. Os erros devem ser mostrados e combatidos, mas os acertos não podem ser desprezados.
Luiz Felipe da Silva Haddad
Desembargador
Niterói, RJ

 

Geração vaidade

Cumprimento VEJA pela reportagem "Geração vaidade" (11 de maio). As festas, baladas e saídas à noite clamam por um indivíduo com uma aparência desejável. O que mais me preocupa não é só o valor que os jovens dão à aparência, mas sim a vulgaridade e a falta de cultura e de discernimento dos jovens. Mais do que "geração vaidade", essa deve ser chamada de "geração alienada". Alienada dos problemas que afligem a humanidade.
André Simões, 18 anos
São Paulo, SP  

Tenho 16 anos e pretendo implantar silicone nos seios, uma vez que, após ler e pesquisar a respeito e visitar médicos especialistas, concluí que não há problemas maiores em conseqüência de tal cirurgia. Pelo contrário, a operação, apesar de ter "finalidades estéticas", também servirá para aumentar meu bem-estar e minha auto-estima. Espero que meus pais não se deixem levar pela reportagem e pelos argumentos nela apresentados.
Ana Cândida Lamoia de Moraes
Belo Horizonte, MG

 

Medicina

Sobre a reportagem "Máquinas que vêem" (11 de maio), é inegável o auxílio que esses aparelhos trazem ao diagnóstico médico, porém seu uso não deve substituir a entrevista e o exame físico adequados. Essa armadilha da sedução tecnológica tem ludibriado cada vez mais profissionais, tornando a medicina mais cara e o médico mais distante de seu paciente.
Anderson Soares
Professor, médico de família e comunidade e docente do departamento de medicina social da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP
Ribeirão Preto, SP

 

Sociedade

Ao que tudo indica, Paula Lavigne ("A tigresa e o leãozinho", 11 de maio) está passando por uma fase confusa, agressiva e conseqüentemente infeliz. Ela não está tendo coerência entre o que faz e o que fala. É bom que ela reflita sobre esta frase do Dalai Lama: "Felicidade é quando há coerência entre o que se faz, o que se pensa e o que se fala".
Juliana Pisetta de Oliveira
Foz do Iguaçu, PR

 

Aviação

Acompanhando a empresa por dentro, noto a habitual competência dos funcionários de todos os setores, esforçando-se para que o grupo se mantenha num grau de excelência e sinergia, sempre focando o cliente. A Varig é uma empresa lucrativa. Os vôos saem e chegam lotados e os hangares de manutenção prestam serviços a outras companhias, mas o balanço positivo não vem fazendo frente às dívidas astronômicas e às pressões dos credores, que acabam limitando operacionalmente a rotina e toda a estrutura necessária ao bom andamento da instituição ("O rasante da Varig", 11 de maio).
Rodrigo Germano
Porto Alegre, RS

 

Politicamente correto

Em vez de tentar empobrecer nosso idioma, o governo deveria incentivar o ensino de regras gramaticais básicas, especialmente quanto à colocação pronominal. Nós, brasileiros, com a colaboração de radialistas, apresentadores de televisão e das traduções malfeitas de filmes estrangeiros, estamos piorando a cada dia no uso oral dos pronomes ("Índex de palavras",11 de maio).
Juliana Ribeiro Tavares
Barra do Garças, MT

 

Cinema

Aleluia! Até que enfim alguém resolveu arranhar um pouquinho a imagem da grande dama santa, amém, do teatro/cinema nacional e ousou dizer que ela (Fernanda Montenegro) pode ser uma unanimidade, mas o trabalho dela, não. Eu, que já tinha ficado impressionado com a composição do sotaque bem ruim dela no Hoje É Dia de Maria, agradeço a Isabela Boscov pelo serviço iconoclástico de utilidade pública ("Existe atriz infalível?", 11 de maio).
Cleido Vasconcelos
Ribeirão Preto, SP

 

Televisão

Na matéria "Duelo trapalhão" (11 de maio), sobre Dedé Santana, o jornalista descreveu a cirurgia de obesidade a que o humorista foi submetido como cirurgia de redução de estômago. Dedé Santana passou na verdade, nas mãos do doutor José Lazzaroto de Mello e Souza, por uma cirurgia de bypass intestinal, que consiste em apenas fazer um desvio no intestino sem cortar ou ressecar o mesmo. Na cirurgia, a anestesia é peridural misturada à raquidiana, e o paciente é operado acordado conversando com o médico. No bypass intestinal nenhuma parte do estômago é tocada.
Alesandro Baitello
Assessoria de comunicação
Pinhais, PR

 

História

O bunker de Hitler, derrubado pelos russos, apesar do teto de concreto de 3 metros de espessura, encontra-se sob um bucólico jardim em Berlim, local pouco divulgado para evitar romarias de neonazistas. E não sob o Parlamento alemão, como diz a matéria "O monstro, a secretária e o cãozinho" (4 de maio).
Roberto Muylaert
Por e-mail

 

CORREÇÕES: Na reportagem "Caçada ecológica" (4 de maio), o nome da área onde está autorizado o manejo de jacarés é Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. Na reportagem "O rasante da Varig" (11 de maio), o faturamento da Varig Log no ano passado foi de 1,466 bilhão de reais, e não de 497 milhões.

 

SCHUMACHER PENTACAMPEÃO?

No Auto-retrato do piloto espanhol Fernando Alonso (11 de maio), o alemão Michael Schumacher foi citado como "pentacampeão" de Fórmula 1. Os leitores Rogério Bianco, de São Bernardo do Campo (SP), Luiz Marcelo Viegas, de Ibirité (MG), e Fernanda Fernandes de Lima Melo, de Marabá (PA), contestaram. "Schumacher é heptacampeão. São cinco títulos pela Ferrari e mais dois pela extinta Benetton", informou Viegas. Na verdade, apesar de o alemão ter vencido sete vezes e de o argentino Juan Manuel Fangio ter conquistado cinco títulos nos primórdios da competição, Schumacher é o único a vencer cinco vezes seguidas o campeonato, o que faz dele um legítimo pentacampeão. Abaixo, os maiores vencedores da Fórmula 1:

Michael Schumacher (alemão): 7
(1994, 1995, 2000, 2001, 2002, 2003 e 2004)

Juan Manuel Fangio (argentino): 5
(1951, 1954, 1955, 1956 e 1957)

Alain Prost (francês): 4
(1985, 1986, 1989 e 1993)

Jack Brabham (australiano): 3
(1959, 1960 e 1966)

Jackie Stewart (escocês): 3
(1969, 1971 e 1973)

Niki Lauda (austríaco): 3
(1975, 1977 e 1984)

Nelson Piquet (brasileiro): 3
(1981, 1983 e 1987)

Ayrton Senna (brasileiro): 3
(1988, 1990 e 1991)

 
 
 
 
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