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O novo Viagra

Bayer anuncia sua pílula contra a impotência

A população masculina que aplaudiu o Viagra, a pílula azul lançada pelo laboratório americano Pfizer em 1998, tem motivos para novas alegrias: a alemã Bayer vai colocar à venda no início do próximo ano uma nova pílula contra a impotência, o Vardenafil. O fim da fase de testes foi anunciado durante o Congresso Europeu de Urologia, em Genebra, na Suíça, na semana passada. Três em cada quatro pacientes com problemas de impotência, que tomaram doses de 20 miligramas da droga, conseguiram manter relações sexuais normais – e sem nenhum dos efeitos colaterais associados ao Viagra. Ambas as drogas são vasodilatadoras e ajudam na irrigação sanguínea do pênis, processo que leva à ereção. A diferença básica é que o Vardenafil faz efeito em doses menores e pode ser tomado por pacientes cardíacos que utilizam vasodilatadores à base de nitrato. A combinação de nitrato com Viagra pode ser fatal.

A pesquisa foi realizada durante três meses com 580 pacientes com idades entre 21 e 70 anos, todos envolvidos em relacionamentos heterossexuais estáveis e com problemas de impotência por mais de dois anos. Havia casos decorrentes de problemas físicos ou psicológicos e alguns eram uma mistura de ambos. Qualquer que fosse o motivo, a droga deu bons resultados. "A chegada do Vardenafil é uma mostra do que ainda está por vir", diz Sidney Glina, urologista do Hospital Albert Einstein, de São Paulo. O Brasil é o segundo maior consumidor mundial do Viagra, segundo a Sociedade Internacional para a Pesquisa da Impotência. O reinado da pílula azul não está ameaçado apenas pela droga da Bayer. Está na reta final o lançamento do Uprima, da Abbott. Não se trata de mais um vasodilatador, mas de uma droga que bloqueia a ação dos neurotransmissores que impedem a ereção. Terá a vantagem de fazer efeito em apenas quinze minutos. Com o Viagra e o Vardenafil é preciso esperar pelo menos uma hora.

 

   
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